Poemas, frases e mensagens de mf.vp

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de mf.vp

Folhas Secas..

 
A folha tomba em silêncio, numa dança serena, traz no corpo o peso dos dias.

Já foi verde, já foi abrigo, hoje é um sopro do que foi vivido.

Cai como nós, sem aviso, sem tempo, desprendida do ontem, entregue ao nada.

Flutua um instante, dança ao relento, até que o chão lhe fecha a estrada.

Tal como a vida:

Já foi promessa, já foi vontade, agora é sombra na claridade, um grito mudo na madrugada.

Assim é a fragilidade da existência, breve como a dança da folha ao vento.

Sei Lá !
Originais 2025
 
Folhas Secas..

Sozinha.

 
No momento senti, apenas, o peso do meu desencanto.

Foram momentos eternos, incapaz de substituir sentimentos inaceitáveis, o fascínio que não esmorece.

Nada mais que um grito íntimo, fechado, calado, escondido...

Olho-me de frente, encaro a minha fragilidade, as paredes frias engolem-me, enlaçada em mim, tão pequena!

Engulo as palavras na tentativa inglória de travar o soluço, enfrento-me, sei que estou sozinha!

O silêncio é violento, os ecos morreram, as palavras vagas e cortadas, sob a escuridão da noite as lágrimas vieram

O sol pôs-se, veio a noite, Coberta pela escuridão, chorei!

Aquele estágio de inocência desabou, a criança foi-se embora, resta-me o vazio.

Preciso de paz, de um lugar protetor, mas olho-me de frente, sei que estou sozinha!

Sei Lá!
(Originais)
 
Sozinha.

Máscara...

 
Comecei por ser máscara que se mirava no espelho, hoje desnudo o rosto. Olho-me de frente, sem disfarce., a minha fragilidade agora é minha única base, sem a qual, talvez, já não pudesse existir.

Peguei nos meus receios e transformei-os em palavras, essas palavras que agora se entrelaçam, cada verso é um pedaço da minha alma em confissão. Desnuda estou, sem fantasias, ou adereços que ocultem o que verdadeiramente sou. Aceito a fragilidade que antes era temor, encaro os meus medos e neles encontro valor.

Não temo os olhares que possam surgir, cada cicatriz é uma história, e cada história partilho sem dor, porque a dor, essa, transformou-se em aprendizagem, em crescimento. Abro o peito e deixo sair as palavras, cada uma delas um pouco de luz que ilumina a escuridão. Ao ser tocada por essa luz, a escuridão deixa de ser assustadora e torna-se parte da minha jornada.

Sei là! (Originais 2024)
 
Máscara...

Desliza o tempo

 
Desliza o tempo, invertido, desejo sentir o chão e recomeçar, ecoa um chamamento. Na realidade, busco encontrar-me. Solto a tristeza, deixo-a voar, e abraço a vida! Sentindo o chão que começo a trilhar, em ritmo de esperança, a paz anuncia-se, em cada passo, um novo rumo aberto. Solto a tristeza, deixo-a voar...



Sei Lá

(Originais 2024)
 
Desliza o tempo

O eco do desencanto

 
Sentir tanto desencanto que consome a alma, um eco eterno que nunca se acalma.
Cada suspiro pesa, um fardo que destrói, no peito aberto, a tristeza que corrói.

Sei Lá! - originais 2025
 
O eco do desencanto

Aos que gritam em silêncio

 
Aos que gritam em silêncio
Nem sempre o silêncio é tranquilo. Há silêncios que gritam. Gritam nos olhos cansados, nos sorrisos forçados, nas ausências disfarçadas de distração. Gritam na alma de quem continua a caminhar, mesmo quando já não sente força nos pés.
A juventude, tantas vezes romantizada como leve e livre, é, na verdade, um território frágil e intenso. É um tempo de descobertas, sim — mas também de pressões, de comparações, de máscaras que se colam ao rosto. A saúde mental, neste cenário, tornou-se o elefante na sala: todos sabem que está lá, mas poucos têm coragem de encará-lo.
Vivemos numa sociedade que ensina a produzir, a vencer, a competir… mas raramente ensina a sentir. Crescemos a acreditar que chorar é sinal de fraqueza, que pedir ajuda é fracassar, que ser diferente é um erro a ser corrigido. Não é.
Sentir não é fraqueza. Pedir ajuda é coragem. Ser diferente é autenticidade !!
Hoje, um jovem escolheu partir.
E essa escolha dói. Dói porque revela o tamanho da dor que estava escondida. Dói porque nos obriga a encarar o que muitas vezes preferimos ignorar, que estamos a falhar na escuta, no acolhimento, no amor que damos.
Não, não foi falta de força. Foi excesso de dor. Foi cansaço de tentar encaixar num mundo que ainda julga antes de entender. Foi o último gesto de alguém que já tinha pedido ajuda de todas as formas possíveis — e não foi ouvido.
Estamos a perder jovens não porque eles não lutem. Mas porque muitas vezes lutam sozinhos.
Esta carta é por eles. Por todos os que se sentem a mais. Por todos os que gritam por dentro e não encontram eco. Por todos os que pensaram em desistir e pelos que já não estão cá para contar.
Precisamos, urgentemente, de espaços onde se possa falar sem medo, de escolas que cuidem para além das notas. De famílias que escutem mais do que cobrem. De amizades que abracem, mesmo sem entender. Precisamos reaprender a ser humanos e lembrar que viver não é uma linha de chegada, mas um caminho que se percorre melhor quando há amor por perto.
Se estás a ler isto e te sentes sozinho, por favor, não te cales. E se estás a ler isto e conheces alguém que se afastou, que mudou, que parece estar a gritar em silêncio, aproxima-te., pergunta. Fica! . Escuta!
Porque viver deveria ser sempre uma opção com amor à volta, com empatia e esperança, alguém que escolhe sentir!

Este texto é uma versão adaptada de um comentário de Rui Marques em uma publicação sobre o suicídio de um jovem de 23 anos.
Texto Original:
Rui Marques
Nem sempre o silêncio é paz!!!
A juventude, por mais leve que pareça aos olhos de quem já passou por ela, é um campo de batalha invisível. Carregamos o peso de sermos alguém — ou de parecer alguém — num mundo que, depois de uma pandemia, ficou ainda mais solitário, mais digital, mais exigente. A saúde mental tornou-se o grande fantasma nas salas de aula, nas conversas de grupo, nos “quartos fechados à chave”.
Há quem grite em silêncio. Há pedidos de socorro que não têm som, apenas olhos baixos, respostas curtas, cansaços estranhos. E não, não é culpa de ninguém. Ou talvez seja. Talvez seja da pressa do mundo, das máscaras que somos obrigados a usar (as físicas e as outras), das pressões para caber em moldes que não servem a todos.
Não aceitar quem és não é fraqueza — é o reflexo de uma sociedade que ainda não aprendeu a amar sem condições.
Um jovem tirou a própria vida. E não, não foi cobardia. Foi coragem. Coragem de enfrentar um mundo interno que ninguém via, de lidar com dores que muitos ignoraram. Foi o último grito de quem já tinha gritado de todas as outras formas.
Não estamos a perder jovens por falta de força. Estamos a perdê-los por falta de escuta, de espaço e de empatia real.
Que esta ausência não passe despercebida. Que a sua coragem nos obrigue a olhar, a cuidar e a mudar.
Porque viver deveria ser sempre uma opção com amor à volta.
Nem sempre o silêncio é paz!!!
A juventude, por mais leve que pareça aos olhos de quem já passou por ela, é um campo de batalha invisível. Carregamos o peso de sermos alguém — ou de parecer alguém — num mundo que, depois de uma pandemia, ficou ainda mais solitário, mais digital, mais exigente. A saúde mental tornou-se o grande fantasma nas salas de aula, nas conversas de grupo, nos “quartos fechados à chave”.
Há quem grite em silêncio. Há pedidos de socorro que não têm som, apenas olhos baixos, respostas curtas, cansaços estranhos. E não, não é culpa de ninguém. Ou talvez seja. Talvez seja da pressa do mundo, das máscaras que somos obrigados a usar (as físicas e as outras), das pressões para caber em moldes que não servem a todos.
Não aceitar quem és não é fraqueza — é o reflexo de uma sociedade que ainda não aprendeu a amar sem condições.
Um jovem tirou a própria vida. E não, não foi cobardia. Foi coragem. Coragem de enfrentar um mundo interno que ninguém via, de lidar com dores que muitos ignoraram. Foi o último grito de quem já tinha gritado de todas as outras formas.
Não estamos a perder jovens por falta de força. Estamos a perdê-los por falta de escuta, de espaço e de empatia real.
Que esta ausência não passe despercebida. Que a sua coragem nos obrigue a olhar, a cuidar e a mudar.
Porque viver deveria ser sempre uma opção com amor à volta
 
Aos que gritam em silêncio

Entre Luzes e Trevas: A Dança da Vida

 
Nada se destaca, não há admiração, apenas descaso, somos navegantes perdidos, em mares de solidão, entre ficar e partir, não vejo direção.
Na dança da vida, entre morrer e sobreviver, encontra-se o vazio na dor de não ser.

E assim seguimos...

Vivemos na sombra procurando a luz, cada passo é um desafio, uma cruz.
Quem te disser que isto é fácil mentiu! Quantas pedras no caminho que ninguém viu!
Diz-me: no tropeçar aprende-se a levantar e na tempestade a descoberta do nosso lugar? Diz-me!

Será que as estrelas estão lá para brilhar..?

Se eu fugir e for para onde o vento me levar, sem medo, sem erros, sem louros, sem nada! Irei para além do sol, irei para não regressar!

…..Aqui não houve um abraço conforto, um aconchego, um lar!

Entre luzes e trevas há um destino a cumprir, nos becos da existência, nas sombras da história, no escuro dos dias esconde-se a vontade de viver!

A vida, um baile de ilusões. Cumprindo a sina, sigo! ... Nem sempre há um farol que ilumine o caminho além da escuridão.

No fim da cena, não restam aplausos...

Em cada gesto, em cada passo, neste palco da vida, resta apenas o sussurro do eterno levando-me para onde só a alma pode voar!

É a nossa despedida!

Sei Lá
(Originais)
 
Entre Luzes e Trevas: A Dança da Vida

Dia de Todos os Santos

 
No palco da vida, máscaras brilham, posturas falsas, verdades que se escondem, hipocrisia. Dança silenciosa, num teatro de almas, num teatro de vidas.

Entre risos e orações, a verdade se vela, num cenário de fingimento, onde tudo se revela.
A alma verdadeira, em silêncio persiste, num mundo de ilusões, onde a sinceridade resiste.

Sei Lá! (Originais)
2024
 
Dia de Todos os Santos

Reflexo distante.

 
Na busca por Deus, carrego o nada nas mãos, invento palavras fugazes no desejo profundo de alcançar algo que transcenda o vazio.
Deus, reflexo distante...
No silêncio, escuto um sussurro, um nome que reconheço, uma resposta à dúvida. Se é Deus, voa longe, desfaz-se nas asas da dúvida, é um eco sem peso, um vazio que murmura. E assim parte, como quem nunca chegou.

Sei Lá
(Originais 2025)
 
Reflexo distante.

Reis de Barro

 
A verdade da mentira dos mascarados com capas de civilidade brilha no cubículo local. Reis dos disfarçados, celebrados como sábios. A verdadeira essência, escondida na escuridão, sufoca os de valor e eleva os falsos sábios. Na terra da mediocridade, perpetuam seus hábeis rabos.

Mas fora da toca, as máscaras caem ao chão e a verdade revela-se. Mesmo assim, encontrarão comparsas que os levem ao colo, porque são tantos... E a ignorância é tão perigosa!

Os grandes, silenciados, lutam na marginalidade, enquanto a ignorância caminha, vestida de vaidade.

Sei Lá
(Originais 2024)
 
Reis de Barro

Meu amor pequenino

 
Meu anjo de quatro patas, guardiã das tardes serenas, com olhos que falam de amor, ficas sempre ao meu lado, como um abraço silencioso na doçura do teu ronronar, ou no teu sono profundo envolta nas tuas patinhas de veludo.
Tão pura, tão doce como uma criança!
O toque sedoso do teu pelo é paz que desce à alma, leva embora a solidão e em cada gesto teu, vejo o amor mais simples, mais verdadeiro!
És um oceano de ternura, mestra do silêncio que acalma, e no brilho sincero do teu olhar encontro serenidade, um refúgio que não se perde, onde me encontro.
Minha gatinha arisca, tão livre! mais que amiga, és um pedaço de felicidade, doce companhia que embala os meus dias, consolo nas horas vazias, calor nos meus medos. És paz onde o mundo parece gritar, és luz onde a escuridão tenta calar.

E se um dia te fores? O vazio dentro do peito será eterno, e a saudade, uma sombra que não me abandonará. No silêncio, haverá um grito que nunca se ouvirá.

Originais 2025
 
Meu amor pequenino

Bondade, talvez!

 
Ser bom na calmaria é doce, é gentil, mas ser bom na tempestade? isso é ser louco! Que o mal não nos defina, nem roube a nossa paz, mas neste mundo de insensatos, a bondade desmorona-se!

É fácil ser bom no conforto, quando a vida não nos cega e a injustiça não se encara! Nos corredores da existência, onde a corrupção reina, ser bom é resistência que nem sempre perdura!

Se Lá!

(Originais-2024)
 
Bondade, talvez!

Chuva...

 
Na vidraça escorre a chuva lenta, desliza silenciosa, em tom de melancolia. Olho a paisagem cinzenta e sinto o peso da memória da infância.
As gotas, como lágrimas perdidas, desenham na vidraça histórias que escaparam, são reflexos de vidas partidas, de sonhos que aos poucos se evaporam.
O som tranquilo da chuva retorna-me ao passado, e o silêncio fala mais do que a razão. Cada gota traz um eco guardado, de um tempo gravado no coração.
E eu, presa a este quadro molhado, mergulho na saudade que me abraça.
Quem dera voltar ao instante dourado, que a chuva, agora em silêncio, refaz.

Sei Lá - Originais 2025
 
Chuva...

Sentimentos.

 
A dor é sombra que a alma abraça.
Silenciosa, vem, invade o peito, moldando o coração, sem pedir permissão.
Instala-se, corrói a vontade, tira a direção! Um desespero.
O tempo pára, os olhos deixam de brilhar!
Mas a dor não se vê, é como o vento, só se faz sentir.

As lágrimas são a bênção que desanuvia, depois delas, com sorte, nasce a resistência, e a alma, embora ferida, teima em resistir!

Sei lá !
(Originais 2025)
 
Sentimentos.

Desvanecer da Inocência

 
Na matilha da comunidade, a essência desvanece, os valores transmitidos tornam-se ecos distantes, e a inocência, outrora límpida e pura, esvai-se entre sombras de máscaras.

O amor pelo próximo envergonha-se, diante do espelho da hipocrisia.
As crenças antigas transformam-se em ilusões, erguidas sobre frágeis pilares de mentira.

A realidade, fria e despida, rasga o véu das lições de outrora. Tudo é relativo, tudo é teatro, e a vida, um palco onde somos marionetas do acaso.

Deplorável, sim, este conto repetido, de fingimentos e promessas vazias.

Será que há quem ouse quebrar as correntes e sonhar com o mundo que ainda pode existir?

Sei Lá ! - Originais 2025
 
Desvanecer da Inocência

Saudades de ti!

 
No véu do tempo, fechou-se o instante, partiste, Mãe, num sopro distante.
Deixaste memórias bordadas no vento, rastros de coragem, um sorriso suspenso.

Sem olhar para trás, segui sem norte, levei teus sinais, tua sombra, teu porte.
Interroguei o destino, sem entender, se há um caminho ou apenas o perder.

Nada se prende, tudo escapa entre mãos, a vida flui, sem laços, mas com prisões...
No silêncio que agora me embala, só resta a saudade – eterna, sem fala.

Sei Lá !
(Originais 2025)
 
Saudades de ti!

Alma

 
"Perder -se de si mesmo é quando se perde a alma .."

Alguém sábio disse isto!

Deixar de acreditar no que sempre acreditou, defender as suas causas,

perder-se do que era e deixou de ser...por descrença ou porque se baralhou no caminho.

Já não saber se as suas verdades e certezas, ainda são!

Nem tudo se explica, nem tudo as palavras descrevem ou há solução... não, nem tudo!

Um olhar, um gesto, os sonhos, um pensamento... bocados de felicidade..

Coisas que a alma entende ! e se a perdes...

Sei Lá !- Originais
2011
 
Alma

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