Poemas, frases e mensagens de Bango

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Bango

Salmora

 
..de quem é o tapa? Da mão, do rosto, da intenção, da dor? Em sua casinha já tão cansada de ficar em pé, ele vivia sabendo, que pra se viver é preciso motivos, nesses tempos, muitos. Mas pra morrer nada, nem a intenção. Mas ele revirava e revoltava a poesia, atrás de uma nova pulsação, de um tempo novo, ou simplesmente alguém para herdar seu coração. A poesia é do poeta, do poema ou da inspiração, ou da dor? Ele queria água, queria sal, queria o seu próprio mar.
 
Salmora

Restolho

 
..de longe. Na distância é onde moro. Derradeiros dias, mas cada vez mais longos, a dor tornou-se um vírus doce. Me abraçam as memórias como afogados que querem se salvar. É inútil, tornei me a própria inutilidade, não tenho mais lados, sou uma nuvem que ninguém vai prever. De longe..
 
Restolho

Quadros Quadrados

 
A vida era só uma teia para a morte. Mais ruim não pertencer ao Tempo do que àquele mundo ou ás pessoas, mas ele gostava dos temporais, embora as vezes carregasse as casas com gente dentro, e
traziam coisas também, inclusive, seu reconhecimento, que existia, e poderia vir de um tempo, onde seu próprio futuro nunca, jamais, alcançaria. O pior não era morrer, o pior era não entender a morte antes de morrer!
 
Quadros Quadrados

Sobre as Coisas

 
..das dores solitárias. Se sentia preso como a imagem de uma paisagem,..numa revista que ninguém mais folheava. E queria saber, depois de tanto tempo, se os rios ainda corriam para se salgar, as montanhas ainda tinham o seu próprio inverno, e se aquele tapete verde que escorria para o vale ainda estava lá. Alguém naquela casinha simples o esperava? Os pássaros foram finalmente descansar? A paisagem e a imagem. A memória e o esquecimento. O tempo e o amor. A vida brinca..e a gente vira brinquedo.
 
Sobre as Coisas

Realiar

 
O cisne no lago é a imagem que nunca vi, mas vejo o cisne e o lago e a imagem que eu nunca vi.
 
Realiar

O garfo

 
..estou farto de mim...e do que vivo, você também. sou uma parte que não lhe cabe mais, se coube mesmo, um dia. Meu peso é da alma..de algo erróneo..cruel. Bastava um beijo e o fogo nos queimava sem ferir, muito, porque se vive sim, bem, a degustar limites. E o limite nos descobriu frágeis, ...e a vida aprendeu, a, matar, com a gente , quando nos matou tantas vezes e nos deixou viver.
 
O garfo

Bilheteria

 
..eu voltei, voltei de uma ideia, de um pensamento, abandonei a corda, que seria, ao meu ver, a ferramenta do fim. Algo tão comum pra mim essas viagens, essas idas e vindas, nesses desporques. Não precisa justificativa, eu não inventei essa janela, apenas a descobri e meio a tantas caminhadas. Passar o ano é uma coisa, passar a vida é outra. Mas assim como destruo, reconstru. Uma nova palavra, uma nova vida me ganha, tem que ganhar, dia a dia.
 
Bilheteria

Bagas de Aço.

 
..queria lhe dizer..me comunicar com você. Dizer das coisas, das coisas que acho que entenderia. Preciso de um par, uma semelhança ao menos. Mas contagia a solidão.feito uma sombra, única. É duro vagar..bater em portas que não se abrem. Ontem lhe vi, sob a chuva..como na chuva..como a chuva, ao menos, a mesma chuva, por hora, nos uniu!
 
Bagas de Aço.

Movi

 
..não deixe gatos próximos a vidros. Eles não combinam em rigidez nem em movimento. Não deixe vidros próximos a gatos.
 
Movi

Vai lá

 
..bem vamos indo. Mudam os mapas a todo momento..e nos dizem sigam.sigam. Ontem moí cana que eu mesmo plantei..a seiva o suco doce que despertava minha boca. O que não vicia?
Se te olhei por mais.de cinco minutos..saiu o sumo do amor.
Não nos guiam..trocam os mapas..amanhã vou moer cana..e se você der..te amar de novo.
 
Vai lá

Magnólias

 
..a memória parasitava minha rotina, com suas lembranças, como carne fresca, ainda. Não muda o mundo que se vive, quando se escolheu, não sei porque, um outro que insiste em nos religar. então está ela ali, bem sei que já está, hoje mudada, mas ela está ali, lá, a mesma do começo. As mesmas palavras, os mesmos gestos, perfumes, calor e sabor. Sempre será um prato divino, alimento dos deuses, que me permitiram provar, na forma, ainda, de um novo amor.
 
Magnólias

Prisma

 
...estou ancorado por causa de uma chuva forte, que aprecio pela janela. Estou ancorado pela vida,...áaa eu preciso de um par de asas, essas pernas, bem podem ficar, as asas, sim eu quero. Quero ultrapassar esse ser, ver o que há além dessa forma, dessa paz conivente. Estou ancorado numa ilha, mas o mar me quer, de novo...
 
Prisma

Percebendo

 
..e ela se abaixa para pegar a flor, tantas ao seu alcance, mas ela quer aquela. Diz das coisas feridas, das belezas consumidas. Ela cheira a flor com cuidado, seu perfume já frágil também, lhe guardou o melhor, de tons leves, delicados. Estão ali todos os segredos. O tempo foi finalmente capturado, destilado. Ela teme que a flor se consuma pelo seu toque, mas me oferece, quer que eu prove, e aprenda, que nem tudo é quase nada.
 
Percebendo

Caichão

 
....cheio de cantinhos aqui e tem, vez em quando, um arzinho frio. Fora é úmido e quente. Só não entendo essas moscas virem justo aqui depositarem seus ovos, branquinhos como a neve, em meio ao aterro enorme, que vai virando uma sopa imunda, sempre servida á mãe terra. A Morte é boa para tudo, mas nem sempre, para muitos;
 
Caichão

Bora lá?

 
..uma árvore nova com raízes velhas. Esses pássaros do passado já não querem mais partir. Depois de sessenta e tantos pisamos com mais respeito as terras. Sim, sou amerindio, afrodescendente, com Almeidas e Cavalcantes a salpicar. Bora lá..ofende a languides da vida..aqui o verbo pede licença a tanta coisa. Viciaram-nos em abraços e beijos antes de qualquer tipo de conversa..bora lá?
 
Bora lá?

Aromas

 
....do sopro em sua mão mandou-me um beijo, já que, embora distante, ele viria na minha memória. Ao deixar o mundo não quero deixar ela, enviada para me fazer mais feliz, e aceitar, até, esse desalinho de tudo. Se o prazer era nossa praia, o amor era nosso mar.
 
Aromas

Os pães

 
...as cores traídas pelas flores, que escolheram o o outono, agora preparam novas nuances...amizades frágeis como o gelo sob mim. O que cabe nos meus olhos se esparrama pela paisagem...dói meu coração com essa vida onde não me cabe nada. Se deixasse ..talvez se deixasse que me cobrissem com esse manto, finalmente ver-ia minha própria vida descansando ...finalmente sem mim.
 
Os pães

Sol de Ida

 
..a vida já não é mais tão bela, embora ainda seja tão bela. Por certo as cores ainda povoam suas flores. Mas o que faço com esse sol, só , para mim; ou com essa noite , solitária, na nossa janela? Por certo as cores ainda povoam suas flores. Seria você, agora, tudo, exatamente tudo, o que, mais , amamos?
 
Sol de Ida

Pára tudo

 
...o cenário agora e só cenário. As coisas tem só uma utilidade comum. As janelas não abrem para nada e as portas fecham para coisa nenhuma. As estradas viram geometria fria e o sol , um calor eficiente. Músicas se tornam carrosséis de palavras bobas. As vezes uma falta, falta para tudo.
 
Pára tudo

Nada

 
Eu sei que o correto e não dizer nada..esperar calmamente os presentes que foram passados e se vão para o, talvez futuro da vida..mas acho que não me enganam...esses minutos digitais. Bora lá esperar...até que piso num pensamento traidor e solto o verbo..tenho uma gata preta castrada que tenta me ensinar a viver ..mas eu..que pena..sou muito barulho e isso ofende os pássaros a minha volta..é humilhante ser esse ser e ainda ser..
 
Nada

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