Poemas, frases e mensagens de Hondy

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Hondy

Sonhos adormecidos

 
Desapareci
quando teu olhar se fechou em inverno,
e meu coração florescia, tímido,
como botão sob a neve,
na primavera da esperança.

Mergulhei no infinito
do abismo que és,
onde correntes frias abraçam a saudade,
e fiquei perdido
entre sombras líquidas e brilhos de lembrança.

Meu mundo se fez vasto,
mesmo em navios sem rumo,
atravesso rios de águas antigas,
onde o passado sussurra segredos
entre erros que queimam
e acertos que brilham como estrelas.

Nos mares turbulentos da vida,
às vezes cai a calma
como chuva leve sobre um lago adormecido,
um sussurro que toca a alma
e acalma tempestades internas.

Então apago as luzes da minha essência,
deixo a paz cantar sua melodia silenciosa,
que percorre cada veia do tempo,
cada dobra do pensamento.
Meu coração adormece…

E, junto dele, repousa
a saudade que é só tua,
intensa como a luz de um pôr do sol
que se recusa a se apagar.
 
Sonhos adormecidos

Eu o café e a xicara

 
Daqui a pouco abrirei os olhos
e o mundo poderá se revelar
apenas um sopro de sonho,
uma bruma delicada que se desfaz com a manhã.
Levantarei devagar,
o cheiro do café subirá como fumaça dourada,
enquanto a luz se derrama sobre a mesa,
e eu deixarei uma xícara extra,
como quem planta uma promessa
no solo fértil do acaso.
Quem sabe, nesse instante suspenso,
você também se erguerá,
um reflexo tímido do meu despertar,
e nossos olhares se encontrarão
antes que a realidade nos detenha.
Se tudo for sonho,
haverá poesia nas mãos que se movem,
na ternura que se dobra sobre gestos simples,
no silêncio que se torna companhia,
e na xícara que espera alguém
que talvez nunca tenha ido embora.
Se for real,
então o tempo se curva a nós,
o riso se derrama como luz líquida,
os minutos se alongam como o aroma do café,
e cada gesto pequeno se torna
um mapa secreto do coração,
uma declaração muda de que,
mesmo em instantes frágeis,
somos encontrados.
E retorno no anoitecer e a xícara está lá sem ninguém tocar.
 
Eu o café e a xicara

Respiro-te

 
respiro — te
e algo em mim deixa de ser
para te caber
como se o vazio
aprendesse forma
e o silêncio
ensaiasse teu nome
num desvio do tempo,
quando te penso —
as horas se desfazem em água
e eu,
que antes era margem,
me torno travessia
respiro — te
e no intervalo
entre um e outro instante
já não sei
 
Respiro-te

Um sorriso, tua boca e o silêncio

 
Tua boca
é margem onde o meu sorriso encosta —
devagar,
como água que aprende o contorno da pedra.
E nesse toque quase ausente,
há um gesto que não se diz,
mas pulsa
no intervalo entre o som e o sentido.
Porque te tocar assim —
com o cuidado de quem escuta teus pensamentos —
é descobrir que o amor
também sabe ser silêncio.

Meu sorriso escorre manso e tocam teus lábios, como quem aprende a tocar sem ferir o  teu silêncio
 
Um sorriso, tua boca e o silêncio

Segredos do coração

 
Quando conseguires ler entre sombras e luzes de um sorriso
E dançar nas ondas silenciosas de um olhar,
Então conhecerás o coração que respira no vazio de mim.
Sentirás o eco dos meus silêncios mais profundos,
As palavras que não ousam sair da garganta
E os segredos que se escondem entre as batidas do meu peito.
Caminharás comigo por jardins invisíveis,
Onde florescem memórias que ninguém mais toca,
E o vento sussurra histórias que a alma guarda.
Ali, no espaço entre a ausência e o sentir,
Descobrirás minha essência feita de luzes tênues
E sombras que dançam, tímidas, em segredo.
E, por fim, entenderás que me encontrar é
Aceitar a vastidão do meu vazio
E acolher o que pulsa silencioso,
Mas que insiste em viver em mim.
 
Segredos do coração

Um olhar perdido

 
Nunca mais eu pude te ver,
mas ainda assim acordei feliz,
como se o sonho tivesse guardado teu rosto
e o amanhecer viesse vestido da tua presença.

Fui até o espelho e me olhei de perto:
meus olhos verdes refletiam lembranças,
eram janelas abertas para o mar dos teus.

E, por um instante, a ilusão se fez verdade:
teu olhar pousava no meu,
como duas águas que se encontram em silêncio.

Um olhar tão parecido com o meu

E no reflexo, vi mais que meus olhos —
vi a saudade desenhando teu sorriso,
a ternura bordando a distância,
o desejo pintando estrelas
no fundo de um céu que só nós habitamos.

Caminhei o dia inteiro contigo em pensamento,
como quem segura uma chama secreta nas mãos,
como quem ouve uma música que ninguém mais escuta.

Teu nome era o vento, era a luz, era o tempo,
e cada instante trazia tua voz escondida
nas entrelinhas do mundo.

Se a vida não me deixa mais te ver,
o coração me concedeu esse milagre:
em cada batida, em cada respiro,
era o teu olhar que voltava a viver em mim.
 
Um olhar perdido

Pilates e o coração

 
Ontem me bateu uma loucura,
no Pilates fiquei de ponta cabeça.
Do fundo do meu coração, algo caiu
e se espalhou pelo ar,
como sombra que dança com a luz.

Virei rápido para segurar,
mas voltou,
deslizando entre minhas mãos,
rodopiando feito folha em vento imaginário.

Era tua lembrança,
flutuando silenciosa,
invadindo cada curva do meu peito,
escapando de qualquer tentativa de prender,
instalando-se onde nem eu sei chegar.

E no torvelinho do meu corpo e da memória,
teu eco se mistura ao chão, ao teto,
à gravidade que se dobra,
como se sempre tivesse vivido dentro de mim,
esperando que eu o encontrasse assim,
de ponta cabeça, em completa loucura.
 
Pilates e o coração

Estrada lamacenta

 
Há um tipo de saudade que não é só lembrança — é quase um retorno impossível.
Quando somos crianças, a estrada de barro parece atraso, limite, prisão. A gente olha pra frente querendo asfalto, luz, movimento… querendo ir embora sem saber exatamente pra onde. A lama nos prende os pés, mas também nos protege de uma pressa que ainda não entendemos.
E então a vida anda.
A selva de pedra chega — com seus ruídos, suas urgências, suas promessas cumpridas pela metade. E é aí que algo vira por dentro: aquilo que antes era incômodo se revela abrigo. A estrada lamacenta não era só um caminho… era tempo sem cobrança, era silêncio sem solidão, era um lugar onde o mundo ainda cabia no coração sem apertar.
A saudade que eu sinto não é só do lugar.
É de quem eu era quando caminhava por ele.
E talvez o mais bonito seja isso:
mesmo longe, aquela estrada ainda existe em meu coração.
 
Estrada lamacenta

Renascer

 
A poesia rompe o silêncio profundo,
como um sopro oculto que atravessa o mundo.
Somos magos que riscam o papel ferido,
e dele brota o lamento contido.
Escrevemos saudades sem piedade,
como quem sangra a própria verdade.
Num voo de olhares, desliza a lágrima,
e no fogo da paixão tudo se inflama.
Palavras viram cinzas na ventania,
são brasas que dançam em melancolia.
Somos amores ardentes, somos ilusões,
somos beijos eternos e breves canções.
Entre vida e sorte, também a morte,
perdemos o rumo, achamos o norte.
E a cada dia, no pó que nos guia,
morremos… para renascer em poesia.
 
Renascer

Um vazio em ti que me preenche

 
Você tem tudo que precisa
mas as chaves dormem
em quartos sem parede

Há rios atravessando teus ossos
e constelações escondidas
na poeira das horas
do vazio que te visita

talvez não seja falta
talvez seja espaço
aprendendo infinito
porque existe em você
uma porta sem nome

Onde até o silêncio
se ajoelha para ouvir
 
Um vazio em ti que me preenche

Café com amor

 
Entre goles de silêncio e açúcar dissolvido,
te encontro — não como presença,
mas como um rumor quente na borda do instante.
O café esfumaça memórias
que nunca vivi contigo,
e ainda assim reconheço teu nome
na forma como o amargo aprende doçura.
Amar-te é isso:
beber o tempo em pequenos incêndios,
onde cada gole queima devagar
o que em mim ainda insiste em ser ausência.
E no fundo da xícara,
onde o mundo repousa escuro e inteiro,
fico —
esperando que teus olhos
me leiam como destino.
 
Café com amor

O tempo o vento e o adeus

 
Um vento me sonhou.
Toquei o nada —
e o nada sorriu.

Talvez nem te lembres mais de mim,
nem de como o tempo parava
quando teu olhar cruzava o meu.
Havia um mundo ali, e agora há só vazio.
Mas eu ainda sonho contigo,
todas as noites — como se o tempo voltasse
Te vejo sorrir no meu abrigo,
e acordo só, com o eco do teu nome preso em mim.
O tempo levou o que fomos,
mas não levou o que sinto.
A saudade dorme ao meu lado,
me abraça, me prende...
e sonha por mim.
E você?
Já não sei mais nada de ti —
só sei que ainda dói, quando olho
no espelho e ver meu olhar
tão parecido com o teu.
 
O tempo o vento e o adeus

É só um vazio vestido de luz

 
A lua se espalha pelo céu
como um pensamento antigo,
um coração suspenso entre sombras e luz.
Derrama ternura em fios de prata,
acaricia o mar, o vento,
o rosto dos que amam em segredo.

É relógio sem horas,
espelho sem reflexo,
testemunha dos sussurros
que ninguém escuta,
guardião dos sonhos
que dançam entre nuvens e marés.

Talvez seja apenas vazio vestido de luz,
ou o próprio universo
sussurrando para si mesmo,
enquanto a noite se curva
para ouvir sua canção silenciosa.
 
É só um vazio vestido de luz

Leia este suspiro

 
No coração nasce um suspiro apaixonado
É um poema escondido no peito
Esperando ser lido
Por quem o fez nascer.
 
Leia este suspiro

Silêncio de nós dois

 
Quando te vi ali,
tão perto de um toque das mãos
tão ao meu alcance — quase destino,
bastava abrir os braços e receber o abraço, tão desejado.
E ainda assim
distante de mim…
foi como segurar o instante
com mãos feitas de vento,
como chamar teu nome
num eco que não sabe voltar.
Havia em teus olhos um caminho,
mas meus passos eram silêncio,
e entre nós crescia
um espaço invisível
feito de tudo aquilo
que não ousamos ser.
E eu fiquei —
entre o quase e o nunca,
te vendo existir
num lugar onde eu pensava que
não cabia.
Teu olhar — horizonte aberto —
e eu, feito neblina,
aprendendo a existir sem deixar rastro.
Entre nós, um quase:
quase encontro, quase palavra, quase tempo.
Mas o silêncio… ah, o silêncio sabia demais
sobre tudo aquilo que não tivemos coragem de ser.
 
Silêncio de nós dois

Mundo louco

 
Na esquina do universo, um meteoro conversa com a lua,
o sol  bebe café com o silêncio e mastigam palavras cruas.

Um relógio cansou de marcar horas, e agora corre contra o tempo,
cada segundo é um grito pintado de esperança
As árvores dançam tango de braços dados com o vento

Um peixe filosofa: “Cansei do mar quero nadar em terra seca
E eu, sentado num trem que nunca anda,
coleciono borboletas feitas de propaganda.

No céu, estrelas jogam dominó com trovões,
os planetas apostam sonhos em canções.
Enquanto isso, minha mente gira feito pião,
um caos colorido, batendo palma na minha mão.
 
Mundo louco

Doce encanto

 
Sinto-te na noite que chega, no silêncio profundo das madrugadas.
Sinto-te por auto-proteção, porque me faz bem sentir-te assim.
Queria que soubesses que, entre pensamentos, carrego-te
num colo carinhoso, bem no cantinho direito do meu coração.
Recordo-te como Rapunzel que, do alto, soprava bolinhas de sabão,
e, sorrindo, insistia em recolher as tranças
sem ouvir o apelo das poesias —
poesias como cartas para Julieta,
à espera da doce íris do teu olhar.
Mesmo vivendo em ansiedades, ainda sei cultivar flores,
sei falar de amores.
És menina delicada que desabotoou minha vida,
exibiu meu peito… e sorriu.
Tu és conto de princesa, minha perfeita Cinderela,
linda e encantadora como Branca de Neve à espera do despertar,
do beijo apaixonado do poeta que te escreve.
Benditos meus olhos que, por vezes, te viram sorrir.
Regressa das névoas do silêncio,
em vestes brancas, imaculadas.
Como magia de fada, deixa que a vida seja sempre primavera.
Brinda-me com a docilidade
que te veste de ternura.
 
Doce encanto

O peso sa saudade

 
Ontem—
mergulhei sem corpo
no fundo sem fundo das minhas memórias
e lá,
onde o esquecimento não alcança,
algo em forma de você
ainda pulsava
não era lembrança—
era um resto de presença
vazando pelos cantos do nada
toquei o invisível
e ele me atravessou,
desde então,
carrego um eco sem origem
me chamando de dentro
como se o passado
nunca tivesse aprendido
a terminar.
mas partiste antes de entender
que certas ausências
gritam mais do que qualquer despedida
e agora
fico —
não como lembrança que se apaga,
mas como aquilo que te visita
quando o silêncio pesa demais.
 
O peso sa saudade

Silêncio? Estou sonhando

 
Numa casa esquecida pelo tempo
faz  brotar uma saudade ... e
o amor deixa de ser palavra
para virar claridade atravessando janelas, mas o silêncio castiga
há algo em minha presença
que desmonta os invernos
e não gela a alma,
e quem passa por mim
leva nos olhos
a estranha vontade
de voltar a acreditar no impossível.
Eu tenho tudo que preciso
mas as vontades dormem
em quartos separados,
há rios atravessando meus ossos
e constelações escondidas
na poeira das horas
o vazio que me visita
talvez não seja falta
talvez seja espaço
aprendendo infinito
porque existe em mim
uma porta sem nome
onde até o silêncio
se ajoelha para ouvir.
 
Silêncio? Estou sonhando

O amor dos meus sonhos

 
Você é meu sonho preferido
mesmo que eu acorde no  vazio,
com o gosto do beijo nos lábios,
com o toque sonhado nas mãos,
e o coração cheio de vontades.

Mas ainda guardo em mim
a doçura desse instante inventado,
pois até mesmo o sonho
tem o poder de nos fazer amados.

Hondy
 
O amor dos meus sonhos

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