Poemas, frases e mensagens de lud

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de lud

Nosso Lar(Sketch 9) (Espiritualidade)

 
Nosso Lar(Sketch 9) (Espiritualidade)
 
Nosso Lar

A cena se passa em Nosso Lar primeiro e depois na sala da casa de Adriano. Ano:2034.

Cena Única

Um quarto sem pacientes em Nosso Lar. Adriano está conversando com seu guia. Ele está em desdobramento, ou seja, dormindo em casa.

Adriano- Estou adorando, Miguel, tudo aqui em Nosso Lar.

Miguel- Você virá aqui mais vezes. E como a Terra já está na regeneração, poderemos até usar nossas tecnologias para você vir aqui sem dormir.

Adriano- Oh, isso é possível?

Miguel- No mundo de regeneração, sim. Mas ainda é melhor vir na hora do sono.

Adriano- Não tem mais pacientes em Nosso Lar, não é?

Miguel- Há muito poucos e logo essas áreas serão usadas para arte, cultura e lazer.

Adriano- Fantástico! Nada mais de dor, sofrimento e pessoas confusas.

Miguel- Sim, é muito bom ver isso.

Adriano- Você vai me mostrar as novas dependências agora?

Miguel- Sim, Adriano, vamos... Você vai gostar de todas.

Miguel e Adriano saem. Fade out.

Fade in. A alma de Adriano volta ao quarto e logo deita na cama junto de seu corpo. Adriano continua dormindo e com isso o pano desce.

Fim
 
Nosso Lar(Sketch 9) (Espiritualidade)

Lirismo

 
Lirismo
 
Lirismo

Como é doce deixar-se levar pela beleza!
Como é doce sentir que a Vida nos oferece
Pequenas doses diárias de compreensão.

A Vida é um lirismo revestida de
Mistérios, fábulas, mitos e sentidos
Além do que compreendemos.
A Vida se veste de cores sutilizadas
Criando ao mundo sua beleza indescritível.

Na harmonia lírica a alma
Extasia-se, dança, canta e tem
Dentro de si toda a felicidade.

Perfeito lirismo de suave matiz,
A Vida se refresca em teu bálsamo
Excitante entregando ao mundo
A perfeita e divina emanação harmônica.
 
Lirismo

Minha Noiva Dinamarquesa(Sketch 2- Sketches que se passam na Dinamarca)

 
Minha Noiva Dinamarquesa(Sketch 2- Sketches que se passam na Dinamarca)
 
Minha Noiva Dinamarquesa (Sketches que se passam na Dinamarca)



A cena se passa em Copenhague, no presente.

Cena Única

A casa de um escultor em ascensão chamado Henrik. Ele está conversando com sua noiva Sigrun, uma jovem dinamarquesa bela e altiva.

Sigrun- Nós quase não saímos esse mês, Henrik. O que foi, cansou de mim?

Henrik- Nunca minha querida, é que estou com três trabalhos grandes para entregar.

Sigrun- Não entendo porque você não foca em apenas um trabalho, você sabe que fazer várias coisas ao mesmo tempo nunca sai com qualidade.

Henrik- Mas são trabalhos que pagam bem e que também podem me alçar à fama.

Sigrun- Você que sabe. Bom, já que está ocupado, eu vou sair com as minhas amigas.

Henrik- Passo na sua casa amanhã.

Sigrun(saindo)- Não antes das onze horas da manhã. Tchauzinho.

Henrik fica sozinho. Ele fica um tanto quanto desconfortável. Ele começa a mexer em uma escultura que está fazendo na sala e o pano desce com ele trabalhando.

Fim
 
Minha Noiva Dinamarquesa(Sketch 2- Sketches que se passam na Dinamarca)

A Sétima Arte(Meu Diário de Cinema, página 4)

 
A Sétima Arte(Meu Diário de Cinema, página 4)
 
A Sétima Arte(Meu Diário de Cinema, página 4)

3 de dezembro de 2024

Assisti ontem o final do filme Tropa de Elite. Tropa de Elite é um excelente filme, mas eu evito assisti-lo porque é muito violento, tem muitos palavrões e muito conflito, mas mesmo assim eu gosto de assistir, porém estava assistindo outras coisas na televisão e não dei atenção  ao filme, quem sabe da próxima vez eu possa assistir o filme todo.

Por ora é apenas isso, mein tagebuch, tschüss!
 
A Sétima Arte(Meu Diário de Cinema, página 4)

O Aviador de Bremen(E fez-se Silêncio no Céu, página 2)

 
O Aviador de Bremen(E fez-se Silêncio no Céu, página 2)
 
O Aviador de Bremen

 Nicholas era um aviador cuja
Paixão pela aviação era suprema.
Não existia mais nada em sua
Vida além de voar e um avião.
Mesmo quando não falava, ele
Estava sempre pensando em voar.

Os anos se passaram e sua paixão
Aumentava, mas algumas pessoas
Não estavam mais a fim de ficar
Perto dele, ele não se importou
Com isso, ele simplesmente continuou
Com sua paixão pelos céus e aviões.
 
O Aviador de Bremen(E fez-se Silêncio no Céu, página 2)

O Flautista de Washington(E Fez-se Silêncio no Céu, página 3)

 
O Flautista de Washington(E Fez-se Silêncio no Céu, página 3)
 
O Flautista de Washington

Dulcíssimas notas saiam daquela
Flauta abençoada, bela e majestosa.
Era como se a música se fundisse 
Ao elemento surpresa e a magia etérica.
Tudo era belo, até mesmo a música
Vulgar e desprovida de afetos.

Toda a música desta flauta era um
Privilégio que os deuses haviam
Concedido aos humanos tão
Necessitados de ouvir tal música.
Aquela música jamais morreria, pois,
Era feita para a eternidade das emoções.
 
O Flautista de Washington(E Fez-se Silêncio no Céu, página 3)

Dias Vindouros de Perfeição(E Fez-se Silêncio no Céu, página 5)

 
Dias Vindouros de Perfeição(E Fez-se Silêncio no Céu, página 5)
 
Dias Vindouros de Perfeição

Os dias vindouros de perfeição
São cultos humanos ao Bem,
À Sabedoria e ao Amor.
Eles serão a única religião que
Sobreviverá ao caos econômico,
Político e financeiro.

Eles provêm do mais alto da
Alma Humana e serão 
Compreendidos quando a
Humanidade desejar voltar
Aos reinos angelicais dos quais
Jamais deveria ter se apartado.
 
Dias Vindouros de Perfeição(E Fez-se Silêncio no Céu, página 5)

Não me Chame Assim(Sketch 3)

 
Não me Chame Assim(Sketch 3)
 
Não me Chame Assim







A cena se passa em São Paulo, Brasil, no ano de 1990.











Cena Única






Uma casa arrumada com esmero e perfeccionismo. Nela estão suas pessoas. Duas mulheres. Uma delas se chama Amanda, ela é loira e alta. A outra é Fernanda, uma moça morena, de estatura mediana.





Amanda- Fê, nós deveríamos sair um pouco.





Fernanda- Não me chame assim. Você sabe que eu não gosto.





Amanda- Não entendo porque você não gosta de ser chamada de Fê.






Fernanda- Porque meu nome é Fernanda e não Fê.






Amanda- Vamos sair?






Fernanda- Não estou muito a fim. Sei lá, estou triste hoje.






Amanda- Eu percebi. Você fica mais quieta quando está triste.






Fernanda- Tive um sonho terrível. Um sonho com meu pai .Eu sonhava que ele era seqüestrado e que jamais voltava.






Amanda- Se eu tivesse um sonho deste, eu nem contaria. Que sonho terrível, Fê!






Fernanda- Não me chame assim. Eu já falei pra parar.






Amanda- Desculpa. Não falo mais.






Fernanda- Falou com a sua mãe esta semana?





Amanda- Não. Eu vou conversar com ela hoje por telefone.







Fernanda- Sua mãe é horrível. Você sabe disso, não sabe?





Amanda (faz uma careta)- Não gosto quando você fala mal da minha mãe. Ela não é tão ruim assim.






Fernanda- Claro que é. Só você não percebe isso.






Amanda- Eu não falo mal de seu pai ou mãe. Por que você sempre fala mal da minha família?






Fernanda- Não é falar mal. Eu só estou comentando.





Amanda- Sei...





Fernanda- Você podia cozinhar hoje, o que acha? Eu já fiz comida ontem.






Amanda- Vou pensar. Não estou muito a fim também de cozinhar. Devíamos pedir uma pizza.





Fernanda- Mas nós comemos pizza semana passada.





Amanda- Ah é, eu me esqueci, Fê.





Fernanda(falando cada palavra controlando a raiva)- Não. Me. Chame. Assim.





Amanda- Ah, é só um apelido, Fernanda!





Fernanda- Mas eu não gosto.





Amanda- Você tem um tempo? Eu queria te mostrar uma coisa.





Fernanda- O que é?





Amanda- Eu prefiro te mostrar. Vem até o quarto depois de mim. Pode ser?





Fernanda- Tudo bem.





Amanda se levanta do sofá e sai pela esquerda.





Amanda (off)- Vem, Fê!






Fernanda (grita)- Não me chame assim!(Fernanda sai irritada. Ouvimos uma porta se fechar e vozes de Fernanda que não podem ser ouvidas. O pano desce rapidamente).






Fim
 
Não me Chame Assim(Sketch 3)

Moisés e Aarão(E Fez-se Silêncio no Céu, página 10)

 
Moisés e Aarão(E Fez-se Silêncio no Céu, página 10)
 
Moisés e Aarão

Duas almas muito diferentes
Em estilo e conhecimento
Decidem se unir para formar
No povo hebreu suas bases
Morais e espirituais, eles serão
As bases de um povo forte e rico.

Cada hebreu cônscio de sua ligação
Com o próprio povo honra estes
Homens que dedicaram suas vidas
À criação e uma nação, são dois
Baluartes que todos os povos
Reconhecerão por todos os séculos.
 
Moisés e Aarão(E Fez-se Silêncio no Céu, página 10)

O Cantor de Berkeley(E Fez-se silêncio no Céu, página 11)

 
O Cantor de Berkeley(E Fez-se silêncio no Céu, página 11)
 
O Cantor de Berkeley

George era um cantor de músicas
Que poucas pessoas tem interesse.
Ele adorava cantar modinhas
Do império do Brasil, também
Gostava de óperas pouco conhecidas.

Sua voz era excelente, fluida e suave,
Ele se esmerava em cantar e fazer
Floreios em toda música que
Cantava, apesar de pouco conhecido
Ele vivia apenas para viver a arte.
Era uma vida da arte pela arte.
 
O Cantor de Berkeley(E Fez-se silêncio no Céu, página 11)

Reflexões do Meu Tempo(Meu Diário, página 3)

 
Reflexões do Meu Tempo(Meu Diário, página 3)
 
Reflexões do Meu Tempo(Meu Diário, página 3)

22 de Fevereiro de 2024

My Dear Diary

Vou assistir Pecado Mortal pelo Novelasflix que já mudou de novo o nome do site. Desta vez é noveflix. A Record decidiu adiar o fim da novela e eu nem percebi que a novela tinha chegado ao fim. Bom, pelo menos tenho algum lugar para assistir. Por ora, é só. Bye, my diary![/i]
 
Reflexões do Meu Tempo(Meu Diário, página 3)

Rimbaud em Câncer(Astrologia 13)

 
Rimbaud em Câncer(Astrologia 13)
 
Rimbaud em Câncer

O significado do asteróide Rimbaud parece ser: a ideia de "fazer uma coisa, só de forma diferente" / "e a vida permanecerá alterada", tornados (Damien Foor); a tempestade, perturbação, precocidade, crescendo muito rápido.

​Você faz as coisas de forma diferente por causa da sua sensibilidade. Você pode se frustrar durante o caminho de fazer algo e se tornar emotivo. Você pode atrair situações que sejam totalmente emotivas quando faz algo. Você precisa se distanciar de suas emoções ao fazer algo. Crescendo em ritmos suaves. Crescimento para você pode ter a ver com você enfrentar seu lado emotivo.
 
Rimbaud em Câncer(Astrologia 13)

Três Dias com Shakespeare(Sketch 6)- Viagem no Tempo

 
Três Dias com Shakespeare(Sketch 6)- Viagem no Tempo
 
Três Dias com Shakespeare

 A cena se passa primeiro em uma realidade paralela e depois em Londres, em 1607.

Cena Única

Estamos em um lugar vazio e cheio de neblinas. Adriano do Sketch Dex Experiências está acompanhado de seu guia.

Guia- Adriano, tenho apenas duas coisas para te dizer antes que você vá nesta viagem do tempo.

Adriano- E o que vai me dizer?

Guia- Primeiro que você irá visitar linhas do tempo alternativas a esta linha do tempo que estamos. E a segunda é que todos saberão que você é um viajante do tempo.

Adriano- Bom, melhor assim, não precisarei fingir então.

Guia- Vá e aprenda bastante.

Fade out. Fade in. Estamos no primeiro dia de Adriano com Shakespeare. Shakespeare está escrevendo. Adriano  vai até Shakespeare.

Adriano- Olá, eu me chamo Adriano Lessa. Eu sou...

Shakespeare- Você é um viajante no tempo. Sim, se parece muito com os que vêm até mim.

Adriano(surpreso)- Você recebe outros viajantes do tempo?

Shakespeare- Não com muita frequência, mas de vez em quando, sim.

Adriano- Entendo...

Shakespeare- Estou escrevendo. Importa-se se conversarmos depois?

Adriano- Não, tudo bem, pode continuar a fazer o que estava fazendo antes de eu chegar.

Shakespeare continua escrevendo. A luz se apaga, quando ela acende, estamos no segundo dia de Adriano com Shakespeare. Ele toma vinho ao lado de Shakespeare.

Shakespeare- Então você não é deste tempo...

Adriano- Não, eu venho do século 21. Precisamente estou no ano de 2030 do seu futuro, mas que para mim é meu presente.

Shakespeare- Entendo... Bom, o futuro deve ser impressionante...

Adriano- É sim( Bebe um gole de vinho).

Shakespeare- Depois me conte tudo que passa por lá. Agora preciso escrever. Estou com minha peça atrasada.

Shakespeare vai até uma mesa, pega em alguns papéis e começa a escrever. Fade out. Fade in. Estamos no terceiro dia de Adriano. Ele está se despedindo de Shakespeare.

Adriano- Foi um prazer conhecê-lo, senhor Shakespeare.

Shakespeare- Eu digo o mesmo, meu caro Adriano.

Adriano- Virei vê-lo mais vezes.

Shakespeare- Venha sim e traga um amigo ou amiga com você.

Eles se abraçam. Adriano sai pela esquerda. Vemos Shakespeare voltar a escrever. Fade out. Fade in. Estamos na casa de Adriano. Ele parece contente.

Adriano- Vou adorar fazer essas viagens no tempo.

Adriano sorri satisfeito e com isso o pano desce.

Fim
 
Três Dias com Shakespeare(Sketch 6)- Viagem no Tempo

Não me Ame Assim(E Fez-se Silêncio no Céu, página 1)

 
Não me Ame Assim(E Fez-se Silêncio no Céu, página 1)
 
Não me Ame Assim

Não me ame com gestos
Indecorosos e inadequados.
Não me ame com muita
Profundidade ou com suas
Ideias como deve ser o amor,
Não faça jamais isso comigo.

Ame-me com leveza, com certa
Simplicidade elegante e acima
De tudo com o seu coração
Desprovido de acusação contra
Os erros que eu possa cometer,
Este deve ser o teu amor por mim.
 
Não me Ame Assim(E Fez-se Silêncio no Céu, página 1)

Ictiofobia e Outros Medos(Sketch 1)

 
Ictiofobia e Outros Medos(Sketch 1)
 
Sketch I

Ictiofobia e Outros Medos

A cena se passa na Inglaterra, no ano de 1901.

Cena única

Uma sala de jantar com uma mesa com seis cadeiras, uma janela atrás da cadeira com uma cortina verde, um pouco afastado da mesa uma poltrona. Na mesa vemos uma pessoa chamada Nicholas diante de um prato, um garfo e uma faca. No prato há uma truta. Ele evita olhar para a truta, passa o garfo nela. Sentimos seu medo, ele fecha os olhos, abre, olha para a truta e levanta-se e caminha pelo palco.

Nicholas- Droga! É apenas um peixe! Como posso ter medo de algo tão inofensivo? Mas este medo vem me atingindo há quase cinco anos. (Senta-se na poltrona) - Nenhuma terapia conseguiu tirar meu medo, e nem mesmo posso cogitar de comer um pedacinho. Da última vez tive um acesso histérico de quase meia hora. E como sinto falta da carne macia de um peixe... Ah, tudo começou quando tive aquele susto em uma viagem com um amigo explorador marítimo visitando as ilhas Maurício. Vi cada coisa horrorosa.

Ouvem-se passos. No palco entra uma mulher de pele clara, olhos castanhos, cabelos da mesma cor, mas um pouco mais escuro, de alta estatura e usando um laço azul na cabeça. Ela se chama Glória. Ela olha para todos os lados, e vê a cortina verde. Ela se sobressalta e vai para junto de Eric.

Glória(alto)- Quantas vezes já disse para tirar essa cortina verde?! Não sabe que tenho medo da cor verde?! Bloody hell, what a bardy you are, Nicholas!

Nicholas (no mesmo tom) - Ela foi trocada ontem pelo mordomo. Não é minha culpa. Vá reclamar com ele.

Glória- Inferno! (Ela olha para a cortina verde, fecha os olhos e se afasta da poltrona, puxa uma cadeira e senta de costas para a cortina) - Está aqui há muito tempo?

Nicholas- Não. Acabei de chegar. O jantar já estava na mesa. Mas adivinha o que é?

Glória(ri)- Um belo peixinho colhido com o maior amor para aumentar sua Ictiofobia!

Nicholas(sério)- Não é brincadeira. Eu não consigo mais passar em um monte de ruas onde se vende peixes. Praticamente ando com um mapa mental de onde devo ou não devo ir.

Glória(suspira)- Nada posso recriminar, e eu que tenho medo da cor verde?

Nicholas- Sim, e não sabemos até hoje como você tem esse medo.

Glória(nostálgica)- Na escola, era um verdadeiro martírio participar das aulas de Arte, e no dia então de St. Patrick onde todos vestiam-se de verde, eu simplesmente fugia da escola. E também como você eu tenho um mapa mental de onde devo ou não ir.

Nicholas- Sábado passado foi sério quando você viu um homem de casaca verde. Você queria matá-lo. Precisamos realmente te tirar às pressas antes da polícia nos parar.

Glória- E era dos tons que mais odeio. Céus, como a cor verde está em toda parte! Simplesmente meu medo é jogado diante de minha face o tempo todo, todos os dias.

Ouve-se passos. Um rapaz pálido, magro, de cabelos escuros entra em cena. É Theo. Ele caminha pela mesa, mas ao ver os pratos, ele simplesmente se afasta dele. Ele fecha os punhos.

Theo- Por que não se pode trazer nada de bronze ou ferro nessa casa?! Ah, Lord, eu realmente não entendo porque esses malditos criados não se lembram de nada importante.

Glória- Oh, boa noite, Theo, à propósito, estamos aqui falando de nossos medos.

Theo (pega uma cadeira e se aproxima dos dois) - Pelo menos disso eu gosto de falar, vocês sabem o quanto eu odeio também política, esportes, economia, negócios, conversa comum, moda, manias estrangeiras, religião, conversas sobre família, conversas sobre mortos, conversas sobre criados, piadas sexuais, e outras mais. (Senta-se na cadeira).

Glória- Temos que ter uma lista conosco quando for falar com você! (Ri e Nicholas a acompanha).

Theo- Todas essas conversas são sempre iguais, tediosas, e sempre desconfortáveis. Por que não falamos de coisas mais agradáveis como os astros, a lua, o céu, a poesia, o teatro, não o moderno, é claro, e outras tantas belezas?

Nicholas- Porque as pessoas detestam a beleza. Elas sempre detestam tudo que é sublime.

Glória- Ou elas detestam tudo que sai do mundo delas. Você sabe, talvez algum dia haverá uma categoria de pessoas que adoram fazer repetições e serão chamadas por um nome.

Nicholas(resmungando)- Estou com fome.

Glória e Theo se entreolham sorrindo.

Glória e Theo- Coma o peixinho lindo que te espera no prato! Ele vai esfriar, Nick. (Riem bastante).

Nicholas (ainda resmungando) - Não tem graça, eu não fico a zombar de seus medos estúpidos.

Glória- Hum, maybe not, Nicholas. We will never know for sure.

Ouve-se mais uma vez barulho de passos vindo de fora. É Liam. Um rapaz de aproximadamente dezoito anos. Magro, de cabelos ruivos e olhos azuis. Ele vai andando pelo palco e não tem medo do peixe, nem da cortina verde e nem dos pratos, mas ao ver a poltrona em que Nicholas está sentado, ele fecha os olhos e põe a mão no rosto.

Nicholas- Ok, Liam. Dessa vez. Eu tiro a poltrona. Não, melhor, eu vou cobrí-la, está bem?

Liam (Com os olhos vendados) - Tudo bem, Nicholas.

Nicholas se levanta, vai até um armário, pega um lençol e cobre a poltrona, puxa uma cadeira e se senta de frente para Glória e Theo.

Nicholas- Pronto, pode abrir os olhos. Pelo menos não vai ver a poltrona descoberta

Liam (abrindo os olhos lentamente) - Obrigado. (Vai se aproximando dos outros) - Ah, que tédio. Sexta- feira para mim é o pior dia.

Nicholas- Eu também o detesto. Não vejo nada de significativo nele.

Glória- Só vejo o final de semana, o que para mim é indiferente (Olhando para todos. Pausa) - Nossa, faz tempo que não conversamos todos juntos.

Nicholas- Oh, não, Glória, sem pieguices e sentimentalismos.

Glória- Não é sentimentalismo, é uma observação de um fato esquecido há algum tempo. Não acha, Liam?

Liam- Não, eu acho que você realmente está nos fazendo uma crítica por estarmos separados há o que...? Uma semana, no máximo.

Glória(corrigindo)- Uma semana e três dias! Ora, vocês são assim tão distraídos que não se lembram nem mesmo dos dias que passamos longe?

Theo- Eu me lembro das suas reclamações (Theo, Liam e Nicholas riem).

Glória- É, mas do vossos medos vocês não esquecem jamais.

Nicholas (faz uma expressão sóbria) - Não há como esquecer de nossos demônios que navegam em oceanos desconhecidos.

Theo- Glória está sempre nos importunando quando não nos vê por três dias ou menos. Com suas amigas, é pior, pois já conversei com uma.

Glória- Todas mentirosas! Vocês deviam saber disso.

Nicholas (contrariado pela maneira que Glória está se comportando) - Está bem, Glória, mas já lhe aviso. Logo, vou dormir um pouco. Sabe que sempre durmo depois das cinco da tarde.

Theo- E eu vou andar um pouco pelo jardim.

Liam- E eu vou ler algumas cartas que recebi.

Glória- Vocês realmente sabem como me desagradar! E estão cada dia mais reclusos! Parecem velhos!

Nicholas- Velhos medrosos que odeiam algumas coisas simples, é melhor você acrescentar isso.

Liam- Aceite, Glória, conversamos pouco mesmo. Adoramos as conversas curtas e os períodos longos de nenhum diálogo.

Glória- Claro, claro (Vira um pouco e vê a cortina verde e desvia o olhar rapidamente) - Está bem, desta vez então eu vou ficar em meu quarto e nos vemos daqui há dois dias. (Levanta da cadeira, vai saindo e antes de sair dá um tapa na cortina verde).

Nicholas(suspira)- Realmente estou cansado. Vou me deitar. Até mais tarde, Theo e Liam.

Theo e Liam- Até.

Nicholas sai e antes de sair vira o prato com a truta.

Theo- Bom, Liam, eu também estou indo. Nos falamos amanhã. Adeus.

Liam acena um adeus e Theo sai não sem antes deixar um prato cair. Liam fica sozinho em cena, olha para todos os lados, e depois para a poltrona coberta. Ele sai rapidamente. Vemos um homem de mais ou menos 40 anos entrar em cena. Ele se chama Vitorino.

Vitorino (olhando para o prato quebrado e o prato virado) - Sim, meus sobrinhos estiveram aqui. E seus medos ainda não foram embora. É, o melhor a se fazer é continuar conversando sutilmente e esperar que dentro deles o medo se desfaça. (Olha todo o ambiente e sai a passos largos).

O pano desce. Fim
 
Ictiofobia e Outros Medos(Sketch 1)

O Piano Espetacular(E Fez-se Silêncio no Céu, página 4)

 
O Piano Espetacular(E Fez-se Silêncio no Céu, página 4)
 
O Piano Espetacular

Era um piano belo e que já havia
Sido tocado pelos membros da
Família musical, oh, céus, que
Som divinal emanava daquele
Piano! Mas ninguém além da
Própria família podia tocá-lo.

Ele era trancado no sótão e apenas
Alguns dias poderiam tocar naquele
Piano que elevava a casa às bençãos
De uma música perfeita e deleitosa.
Era um piano raro e não poderia ser
Tocado a todo momento ou qualquer
                                                vontade.
 
O Piano Espetacular(E Fez-se Silêncio no Céu, página 4)

O Violoncelista de Seattle(E Fez-se Silêncio no Céu, página 7)

 
O Violoncelista de Seattle(E Fez-se Silêncio no Céu, página 7)
 
O Violoncelista de Seattle

Ele sempre tocava diversos gêneros,
Para ele a música era variada, eclética,
Sábia em criar em todos os campos.
Sua irmã não apreciava tal ecletismo e
Dizia que ele carecia de escolhas e critérios.
Mas ele era talentoso, e tudo se perdoa no 
                                                    talento.

A música lhe era essencial como a água
E comida, e talvez ele vivesse mais para
A música do que para alimentar a sua carne.
Céus! Quanto amor pela arte dos sons, ele
Viveria toda a sua vida para o violoncelo.
Desencarnou tocando um concerto desconhecido.
 
O Violoncelista de Seattle(E Fez-se Silêncio no Céu, página 7)

Glórias Terrenas(E Fez-se Silêncio no Céu, página 8)

 
Glórias Terrenas(E Fez-se Silêncio no Céu, página 8)
 
Glórias Terrenas

Ora, aquele quer fama, outro reconhecimento,
Outro que seu nome seja um símbolo e poucos
Apenas querem que as pessoas lembrem deles
Por curtos e vagos momentos da vida.
As glórias terrenas desejam beber do néctar

Da memória constante, da vida gloriosa, dos
Feitos que a História contará fielmente ou não.
Mas quem nunca quis entrar para a História?
Ser eterno quando o corpo não mais existe,
E a alma está distante em um mundo etérico
Do qual poucos têm conhecimento e valor.
 
Glórias Terrenas(E Fez-se Silêncio no Céu, página 8)

Hipocondria(Sketch 4)

 
Hipocondria(Sketch 4)
 
Hipocondria

A cena se passa em Portugal, Lisboa, em 1911.

Cena única

No centro do palco uma mesa cheia de remédios, duas cadeiras perto da mesa, um sofá afastado no canto direito, uma porta à esquerda. Um homem chamado Manuel Cerqueiros está sentado em uma cadeira. Ele passa a mão nos joelhos.

Manuel- Ah, essa maldita dor em meus joelhos, Com certeza é artrite, ou então reumatismo, ou mesmo osteopenia. E a cefaléia que não passa, provavelmente um aneurisma, uma trombose cerebral. Ah, Céus, e meus intestinos. Eles simplesmente não funcionam corretamente. Doença celíaca com certeza! (Levanta-se rapidamente da cadeira, vai até a mesa e pega um pote de remédios, abre e toma dois) - Sim, este me indicaram para os intestinos! (Volta a sentar na cadeira.)
Meus olhos também não estão nada bons! (Levanta e caminha pela sala. Ele estreita a vista) - Oh, com certeza estrabismo convergente! Droga, e aquele médico súcio me disse que eu não tinha nada nos olhos!

Manuel vai sentar no sofá. Fica inquieto.

Manuel- Oh, preciso tomar um para essa cefaléia! (Vai até a mesa, pega um frasco vermelho, abre e toma uma pílula) - Sim, esse sempre me ajuda em momentos de intensa cefaléia.

Começa a andar pela sala. Passa a mão no peito.

Manuel- Oh, palpitações! Elas começaram quando eu menos esperava! E não tenho nenhum remédio para o coração. Provavelmente uma artéria irá realmente romper!( Passa a mão pelos cabelos).

Manuel vai novamente a mesa e dessa vez pega um frasco azul de remédios, abre e toma dois. Fecha o frasco e coloca de volta na mesa.

Manuel- Esse pelo menos me deixa menos ansioso. Oh, como sou ansioso! E como tenho depressão sazonal! O tempo muda, e eis que estou mudado! Mas não1 Isso não irá acontecer comigo! Pois... Há, a minha neurose, sei o que pode resolver.

Ele vai a mesinha e pega uma pasta. Ele passa a pasta nas mãos e no rosto suavemente. Ele suspira aliviado.

Manuel- Oh sim, agora me sinto melhor, mas eu espero que minhas dores nos pés realmente não voltem. E o inchaço em minhas mãos é terrível todas as quartas!

Volta para o sofá, deita-se.

Manuel- Maldita languidez! Meus acessos de preguiça só podem ser alguma neuropatia! Estou convencido de que é psicastenia! ( Ele levanta mais uma vez, dá três voltas na mesa de remédios, e depois volta ao sofá.)

Manuel- Agora minha ansiedade tornou-se em fobia! Oh, como tenho tantos acessos emotivos! Certamente terei que fingir que está tudo bem quando minha irmã aqui chegar.

Voz de mulher off (É a vizinha de Manuel) - Morreram duas pessoas hoje de neurose, uma de psicastenia, e outra de artrose, e ah, uma também de inchaço nos pés!

Manuel- Oh, eu sei como resolver tudo isso. Em meu quarto há pastas, há pomadas. Irei lá e terei que dormir. Não durmo há três dias!

Manuel antes de sair pega dois frascos de remédios da mesa. Ele sai rapidamente. O pano desce.

FIM.
 
Hipocondria(Sketch 4)

Historietas Tristes(E Fez-se Silêncio no Céu, página 13)

 
Historietas Tristes(E Fez-se Silêncio no Céu, página 13)
 
Historietas Tristes

Marcelo adorava história pequenas
Tristes e melancólicas, ele vivia para
Ouvir, ler e contar histórias que
A muitos ouvidos era desagradável.
Poucos poderiam dizer que ele
Realmente era um homem feliz.

Mas o que se havia de fazer?
Era um gosto que crescia a cada
História que ele tinha acesso.
Ele conhecia todas aquelas
Histórias que arrancaria
De qualquer humano lágrimas terríveis.

Ele morreu com 90 anos ouvindo
Uma história edificante e alegre.
 
Historietas Tristes(E Fez-se Silêncio no Céu, página 13)

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