Modos operantes...
Conjecturas.
Obsessão.
Faços por ser meu.
Ou me desfaço pelo avesso dessa minha decepção.
Por favor vos peço.
Desata me.
De maldito laço.
Mantendo me inerte.
Presa e acorrentada.
Sufocada.
Alijada.
No universo de vossas mãos.
Melodia.
Quisera.
Quisera.
Sufocado com restos de paixão a incomodar.
Debruçado na janela a avistar.
Do lado de fora.
Malditos sentimentos Flutuando sem incorporar.
Quisera eu.
Abrir os olhos e gritar.
Tão livre e solto.
Feito uma andorinha revolta.
Que sabiamente posiciona.
No parecer.
Que sendo uno.
Jamais se vestira de verão.
JT
Requisitos, de um amor desconhecido.
Agarrado com um sim, tendo que escutar um não...
Quando. disse um sim fingindo ignorou em escutar.
Ai muito sofri.
Sem nem ter um alguém a conjugar.
Hoje curado da solidão.
Quando por mim passa.
Clama pelo mesmo sim
Que no passado seria nossa solução.
Ignorando e agarrado a um não.
Finjo que nem e comigo.
Relembrando passagens.
Que de a muito me fez odiar.
JT.
A vida tem seus autos e baixos, por ninguém seu absoluto.
A fruta mais cobiçada.
Gosto de quando me olhas excitada.
Parecendo uma coelha esfomeada.
Onde noto.
O prazer a flor da pele.
E pensas que não vejo.
Esses seus olhos esbugalhados.
Querendo me comer com a testa.
Se pensas que não gosto.
Engano seu minha querida.
Finjo que não vejo.
Só para você não desconfiar.
Pois dessa fruta.
Degusto até o caroço.
JT
Sim Senhor, pois não Senhora...
Assolava o respeito.
Mesmo com parcos recursos.
Aplicado em minha educação.
As vezes como e bom recordar.
Dar margens aos pensamentos.
E ir buscar bem longe.
Fragmentos da vida editada.
Coisas que guardo na cabeça com mimos e satisfação.
Mas ele nem me escutou passando sem contemplação.
Fazendo me envelhecer igualzinho a um vinho em barril de carvalho.
Mas as minhas lembranças.
Essas ele jamais apagara.
Pois jamais irei esquecer.
O que para mim foi mais que um premio.
E muito mais que uma glória.
JT
Pobre poeta...
Ri do seu mau.
Divino e imortal.
Pois tu mesmo o enlaçou.
Outrora tão dolente.
Hoje não passas de um trapo inconsequente.
Pés nu.
Olhos lânguidos a avermelhar.
Da vida o que espera.
Rútilos castelos de areia a ruírem.
Rublo inferno por te consumir.
Segue seu caminho pobre poeta.
E nem adianta se lamentar.
Vá.
Ande sozinho.
Pois muito terás que caminhar.
JT
Sabe o que não é mas pensa que é.
Pois é.
JT
Nojenta.
Passou como se fosse uma louca.
Cabelos encaracolados, mexendo as ancas com seu andar.
Coisa que só me dava prazer.
Pois do jeito só ela sabia fazer.
Desrespeitando minhas saudades.
Derrubando todas minhas vontades.
Sem nem tomar conhecimento.
De reais necessidades.
Massacrando com seus trejeitos.
Impiedosamente um frágil direito de sonhar.
Empinando o quanto pode o trazeiro.
Como que se fosse a dona.
Dominando todo o entorno.
Sem nem querer saber.
Fragmentando o meu pobre coração.
Já tão corroído que com o dela não dava licença de flertar.
E de um nada se foi.
Deixando me como um bobo sem arredar pé do lugar.
Sentindo no aroma deixado.
O seu gostoso perfume de mulher.
Homenagem a poetisa Gel.
Apegaua.