Poemas, frases e mensagens de Comedia

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Comedia

Modos operantes...

 
Conjecturas.
Obsessão.
Faços por ser meu.
Ou me desfaço pelo avesso dessa minha decepção.
Por favor vos peço.
Desata me.
De maldito laço.
Mantendo me inerte.
Presa e acorrentada.
Sufocada.
Alijada.
No universo de vossas mãos.
Melodia.
 
Modos operantes...

Quisera.

 
Quisera.
Sufocado com restos de paixão a incomodar.
Debruçado na janela a avistar.
Do lado de fora.
Malditos sentimentos Flutuando sem incorporar.
Quisera eu.
Abrir os olhos e gritar.
Tão livre e solto.
Feito uma andorinha revolta.
Que sabiamente posiciona.
No parecer.
Que sendo uno.
Jamais se vestira de verão.
JT

Requisitos, de um amor desconhecido.
 
Quisera.

Agarrado com um sim, tendo que escutar um não...

 
Quando. disse um sim fingindo ignorou em escutar.
Ai muito sofri.
Sem nem ter um alguém a conjugar.
Hoje curado da solidão.
Quando por mim passa.
Clama pelo mesmo sim
Que no passado seria nossa solução.
Ignorando e agarrado a um não.
Finjo que nem e comigo.
Relembrando passagens.
Que de a muito me fez odiar.
JT.

A vida tem seus autos e baixos, por ninguém seu absoluto.
 
Agarrado com um sim, tendo que escutar um não...

A fruta mais cobiçada.

 
Gosto de quando me olhas excitada.
Parecendo uma coelha esfomeada.
Onde noto.
O prazer a flor da pele.
E pensas que não vejo.
Esses seus olhos esbugalhados.
Querendo me comer com a testa.
Se pensas que não gosto.
Engano seu minha querida.
Finjo que não vejo.
Só para você não desconfiar.
Pois dessa fruta.
Degusto até o caroço.
JT
 
A fruta mais cobiçada.

Sim Senhor, pois não Senhora...

 
Assolava o respeito.
Mesmo com parcos recursos.
Aplicado em minha educação.
As vezes como e bom recordar.
Dar margens aos pensamentos.
E ir buscar bem longe.
Fragmentos da vida editada.
Coisas que guardo na cabeça com mimos e satisfação.
Mas ele nem me escutou passando sem contemplação.
Fazendo me envelhecer igualzinho a um vinho em barril de carvalho.
Mas as minhas lembranças.
Essas ele jamais apagara.
Pois jamais irei esquecer.
O que para mim foi mais que um premio.
E muito mais que uma glória.
JT
 
Sim Senhor, pois não Senhora...

Pobre poeta...

 
Ri do seu mau.
Divino e imortal.
Pois tu mesmo o enlaçou.
Outrora tão dolente.
Hoje não passas de um trapo inconsequente.
Pés nu.
Olhos lânguidos a avermelhar.
Da vida o que espera.
Rútilos castelos de areia a ruírem.
Rublo inferno por te consumir.
Segue seu caminho pobre poeta.
E nem adianta se lamentar.
Vá.
Ande sozinho.
Pois muito terás que caminhar.
JT

Sabe o que não é mas pensa que é.
Pois é.
JT
 
Pobre poeta...

Nojenta.

 
Passou como se fosse uma louca.

Cabelos encaracolados, mexendo as ancas com seu andar.

Coisa que só me dava prazer.

Pois do jeito só ela sabia fazer.

Desrespeitando minhas saudades.

Derrubando todas minhas vontades.

Sem nem tomar conhecimento.

De reais necessidades.

Massacrando com seus trejeitos.

Impiedosamente um frágil direito de sonhar.

Empinando o quanto pode o trazeiro.

Como que se fosse a dona.

Dominando todo o entorno.

Sem nem querer saber.

Fragmentando o meu pobre coração.

Já tão corroído que com o dela não dava licença de flertar.

E de um nada se foi.

Deixando me como um bobo sem arredar pé do lugar.

Sentindo no aroma deixado.

O seu gostoso perfume de mulher.

Homenagem a poetisa Gel.

Apegaua.
 
Nojenta.

A ilusão que cega.

 
Em verdades vos digo.Aquele que fala pela própria boca.
Mesmo tropeçando nos erros.
Ainda tem alguma coisa a se jubilar.

Amor.
Esse amor vazio.
Sem pudor ou explicação.
Apaga me o sorriso.
Aumentando minha dor.
Não me aquece quando estou com frio.
E desaparece.
Quando mais necessito do seu calor.
JT
 
A ilusão que cega.

Era uma vez...

 
Era uma vez.
Um afago, um carinho e um beijo molhado.
Que se encontrando com um amor tão carente.
Foram influenciados.
Por tamanha paixão que não sabendo se explicar.
Talvez por força de um desejo.
Mais forte que a vontade.
Mais forte que a razão.
Coração não suportando tanta emoção.
Deixou se levar.
Se ouve desdobramento no relato.
Já nem sei contar.
Acredito que o cio foi tão grande.
Sucumbindo com a solidão.
Que de boca fechada teve que ficar.
Encurto para se chegar ao final.
Afirmando.
Que felicidade.
Foi o próprio quesito.
De conotação de tal história.
JT

Acho eu, que quando se tem a paz, instigamos o momento para a aparição de amor.
 
Era uma vez...

No fuso de um pensar.

 
Foi que aprendi.
Falso todo meu tédio.
Reclamar.
Implorar.
Ignoro.
Pois se pensando ou sentindo.
Sou silencio.
Tentando escutar os ecos dos meus passos.
que me faz entender.
Da própria necessidade de um caminho.
JT
 
No fuso de um pensar.

Lembranças inrevogaveis.

 
Lá pelos meus tempos de criança.
Onde pelo buraco da fechadura via a vida passar.
Empinava papagaio.
Jogando pião.
Pulando amarelinha.
Jogando bola de meia.
Ou soltando balão.
De pés descalços pelo chão.
Atiradeira pendurado no pescoço.
Nem podia errar.
Pois nesse tempo.
O estatuto da criança.
Andava na cintura dos Pais.
Cinturão de quatro polegadas de couro.
Que a onde batia deixava vergão.
Ó tempo.
Não vá tão rápido de mais deixa me ser mais criança.
Escuta minhas lamentações.
Ser adulto e muito complicado.
Cara amarrada sem sorrisos na boca
Não param para brincarem.
Esquecendo até que já foram crianças.
JT
 
Lembranças inrevogaveis.

Solidão...

 
Essa saudade só tua.
Faz lembrar frases tão vazias.
Onde seus rastros são vendavais despertos.
E o meu amor.
Tem a frescura do linho.
Sinto na boca o tédio.
A docência de não vos ter esquecido.
Pois se assim o fosse.
Estaria esparso ao vento.
Toda uma procura.
Assolando a angustia do não ter.
Nostalgia a agoniar.
Minha trágica solidão.
JT
 
Solidão...

Agulha e linha.

 
 
Naquela noite em que te vi.
Minha cama não ficou vazia.
Flutuou como uma deusa em meus sonhos.
E o pior.
Não pude fingir.
Negar por que.
Talvez.
Resto de saudades que a vida deixou passar.
Você surgiu me confundiu.
Se fiz besteira.
Vos peço perdão.
E em tuas mãos entrego.
Um coração partido.
Para se remendar.
JT
 
Agulha e linha.

Quando foste minha.

 
Estremeço no seu corpo sem nem um tico de dor.

Revivendo em cada beijo em cada caricia que for.

Quantas vezes ate esquecendo de quem sou.

Perdendo me em sua pele a procura do caminho do sabor.

Nesse bem dito dia como se desejou.

Venerada suada e indiscreta entrega.

Vontades sedentas sem pudor.

Quanto mais se queria mais se fazia e muito se amou.

Num cio esfomeado de paixão desenfronhada.

E se nesse dia perguntado se fui seu.

Bem que seria capaz de dizer.

Que já nem sei mais de quem sou.

Comedia.
 
Quando foste minha.

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