Poemas, frases e mensagens de Correa

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Correa

Digitais

 
 
Talvez de todas as palavras que já tenha dito
Entre todos os versos que eu já tenha escrito
O que mais vou levar ao encontro da velhice
Seja tudo aquilo que de fato eu nunca disse

Aqueles sonhos que jurei terem sido realidade
Os olhares que guardei dentro de um sorriso
Momentos em que chorei e deixaram saudade
Beijos que nunca dei mas me levaram ao paraíso

Cada vez que te olhei respirei fundo e cambaleei
Músicas que cantei e até as mágoas que guardei
O silêncio do passado a dor aguda da madrugada
Tua voz me trazendo quando já estava na estrada

Palavra alguma poderia ser espelho do coração
Chegará o momento sem passos de personagem
Alguém haverá de ler as linhas de minha mão
Ali está o que gravei na pele o resto é paisagem

Deus abençoe o que vive dentro de nós
Carlos Correa
 
Digitais

No seu colo

 
 
No sorriso da flauta escrevo meu amor
Um pedaço do que guardei no coração
Retalhos de cada beijo repleto de ardor
Trocados como mil cartas escritas a mão

E nessa valsa que hoje virou uma estória
Fica a teimosia de quem se atreve em ver
Um mundo que guardou em sua memória
Onde a flauta recusou-se em amanhecer

Deus abençoe os passos da Valsa
Carlos Correa
 
No seu colo

Perfume da manhã

 
 
Andava meio desligado sem uma direção
Senti um perfume procurei de onde vinha
Olhei ao redor nada me chamou a atenção
Segui meu caminho pensando no que faria

Já era bem tarde quando eu ouvi a canção
Ela falava sobre sonhos de como esquecer
Lembrei do perfume uma estranha sensação
Tomou-me acompanhou-me até amanhecer

Durante o dia assim de repente num esbarrão
Senti o perfume e ele vestia toda sua candura
Toda minha paz foi arrancada assim de supetão
Retornou ao meu corpo trazendo-me sua figura

E foi assim que nasceu uma flor em meu coração
Suas pétalas perfumadas o reflexo de sua doçura

Deus abençoe os versos em flagrâncias
Carlos Correa
 
Perfume da manhã

Mergulho na noite

 
 
Não costumo fechar os olhos pra sonhar
Tenho medo de ser levado pelas imagens
Me perder por entre os versos e não voltar
Marear nas canções nas doces e nas selvagens

Nas parcas vezes que o fiz que ousei fechar
Os olhos experimentei infinitas sensações
Lembro bem do toque sedoso daquele olhar
De meu coração a rugir liberando mil trovões

Melhor então sonhar assim de olhos abertos
Se eu adormecer de novo pode ser que me renda
E me deite numa rede de cordas com você perto
Invadiria seus sonhos faria dessa canção nossa tenda

Deus abençoe os mergulhos
Carlos Correa
 
Mergulho na noite

Ao mestre com carinho

 
 
Algumas vezes a noite chega e rumino
Imagino quais seriam os limites do muro
Aí me lembro ei sou apenas um menino
Não sei lidar com os que vivem no escuro

Lá de cima vigiam nossos passos e cadeiras
Desenhamos com giz sem ter todas as cores
Fazemos o lícito cada um com suas bandeiras
Na pele o sarcasmo acerca de nossos valores

Mestres e professores deveriam nos defender
Mas usam as réguas para riscar os tijolos rígidos
Esquecendo que os alunos sabem onde responder
Deixem as crianças em paz não elevem seu rugido

Deus abençoe mestres e alunos
Carlos Correa
 
Ao mestre com carinho

Aprendiz

 
 
Você poderia tentar ler nos versos
A euforia tensionando meus músculos
Buscaria entender os sentimentos imersos
Surgindo à vista na tênue faixa do crepúsculo

Mas de nada adiantaria essa sua ousadia
Ainda que tivesse os olhos fixos e atentos
Se perderia nos mil e um atalhos da fantasia
Nos caminhos protegidos pelos 5 elementos

No entanto...

Tudo vem a baixo tornando-me vulnerável
Ao movimento hipnótico de seus quadris
Teu bailado quebrando de forma inegável
Minhas linhas teu giro fazendo-me aprendiz

E ao final tudo se repete num bis

Deus abençoe a dança
Carlos Correa
 
Aprendiz

Passos de uma andança

 
 
Eu queria conhecer os passos de dança
Assim poderia te guiar pela madrugada
Ao mesmo tempo que queria ser criança
E dizer pra todos que é minha namorada

Ah se eu tivesse um par de canetas mágicas
Decerto eu faria um castelo pra você morar
Seria sim o fim de todas as histórias trágicas
Mesmo que fosse apenas pra poder te olhar

E quando saísse pra cavalgar de manhãzinha
Eu já estaria acordado eu e todos os pássaros
Admirando cada movimento de nossa rainha
Talvez eu caísse mostrando o meu despreparo

Sabe eu só queria escrever uma carta de amor
Uma daquelas que você guardasse com carinho
Mas fiquei imaginando e logo me deu um calor
Ainda bem que naquela hora eu estava sozinho

Decidi deixar as palavras escondidas na canção
E um dia parece que Ele ouviu a minha oração
Trouxe você bem pertinho quase nem acreditei
Quando te beijei e você disse que eu era seu rei

Deus abençoe essas noites iluminadas
Carlos Correa
 
Passos de uma andança

Voo livre

 
 
Quando eu te vi pela primeira vez
Perdi meu chão caí sem explicação
Não faço ideia daquilo que você fez
Você foi pego soprou minha intuição

E aquele meu coração vadio se rendeu
Tinha de fazer de seu corpo minha canção
Transformei minhas armas em versos seus
Acabei eu preso nas cordas de seu violão

Hoje olhando na direção de terras distantes
Consigo ver alguns sonhos que foram perdidos
Imagino como seria se mudasse 1 minuto antes
E sei que todo meu presente não teria sido vivido

Então falo de peito aberto na voz de meu coração
Se me dessem a chance de voltar ali na primeira vez
Eu te olharia emocionado repleto da mesma paixão
Faria de novo uma canção de seu corpo e sua nudez

Deus abençoe um amor que não acaba
Carlos Correa
 
Voo livre

Nascente

 
 
Preso nesse imenso branco e vazio
Procurando em uma canção qualquer
Espantalhos vorazes que fariam esse frio
Se transformar em versos para o seu prazer

Quem sabe até uma poesia poderia nascer

Mas essa terra branca e vazia parecia não querer
Parecia ter a intenção de me deixar aqui sozinho
Busquei então uma memória e ela veio me atender
Trouxe seus olhos seu corpo sua ternura seu carinho

E ali bem à minha frente brotaram palavras do chão
Rios que banhavam versos humildes a tocar sua pele
Fazendo do frio e vazio a liberdade de minha inspiração
Imaginando-te em meus braços como se fosse aquele

O poema que guardaria em seu coração

Deus abençoe o que brota de cada um
Carlos Correa
 
Nascente

Eternidade

 
 
Queria eu poder escrever sobre o amor
Ter nas mãos a sutil habilidade de fazer
Cada palavra levar o momento de fervor
De um verso te guiar no palco do prazer

Queria eu que as linhas tortas que faço
Te mostrassem os ventos e tempestades
Girando teu corpo sobre os meus braços
Um vácuo no tempo chamado eternidade

Quem sabe...

Deus abençoe aqueles que conseguem...
Carlos Correa
 
Eternidade

Anjos peculiares

 
 
Nos meus sonhos os anjos são peculiares
Nos fazem sorrir quando nos esquecemos
E eles vem cantando de diferentes lugares
Trocam as asas pela força dos instrumentos

Aquela sensação de um olhar apaixonado
Que nos faz tremer do beijo que se repete
Um arrepio que corre e nos move inspirado
Acordes que trazem mensagens e bilhetes

Cada vez que do nada me visto de outono
Que perco o sal da maresia em minha boca
Os anjos vêm tocando e logo volto a ser dono
De meu sorriso parece uma coisa meio louca

Mas meus anjos com suas asas brancas roubaram o vento
Fizeram do som as canções que eternizam meus momentos

Deus abençoe os anjos peculiares
Carlos Correa
 
Anjos peculiares

Pulse

 
 
Estranha a sensação que tenho agora
Presto atenção tudo se foi bem veloz
Mas fecho os olhos e viajo tempo afora
A mesma canção emoção a mesma voz

Ainda lembro como chorar...

Se o rosto frio traz as marcas inevitáveis
O coração ainda guarda cada pedaço de vida
Se hoje são tantos os sonhos impraticáveis
Vêm-me as memórias que não serão esquecidas

Ainda lembro como amar...

Hoje eu sento e mantenho os olhos abertos
Vejo o mundo além de todos os espelhos
Naquelas vezes que me sinto só neste deserto
Ouço a canção e meu sangue ainda pulsa vermelho

Ainda lembro o que significa estar vivo

Deus abençoe os que sentem
Carlos Correa
 
Pulse

Pequenos versos molhados

 
 
Eu sempre soube da noite e sua tristeza
Ouvia suas lágrimas quebrando ao chão
Era como se soltasse as emoções presas
Revelando o que havia dentro do coração

Gritos escondidos sob o rugido do trovão
Percebidos na urgência do brilho intenso
Logo retomando o seu lugar na escuridão
Restando ali o perfume sutil de um incenso

E no meio daquela confusão de sentimentos
Eu via os anjos e demônios com seus violinos
Como se criassem a trilha sonora do relento
Deixando-me sem ação junto a tanto desatino

Até que entre as tormentas e as tempestades
Entendi que se eu sabia da noite e suas tristezas
Era porque a madrugada era a minha verdade
E as chuvas revelavam o que havia de clareza

Dali em diante sempre que ouço os relâmpagos
Vou até a janela apreciando o céu tempestuoso
Fecho os olhos e deixo que venham até o âmago
De minha alma no contraste de um caos afetuoso

Deus abençoe a chuva que cai
Carlos Correa
 
Pequenos versos molhados

Estrelato

 
 
E se o brilho das estrelas fosse nada mais
Que o fulgor dos olhos dos que já se foram
E se bastasse olhar ao alto para que jamais
Nos sentíssemos sozinhos partes que caíram

Sinto dizer estrelas são apenas estrelas...

Talvez não eu posso ver algo bem diferente
Consigo olhar pro céu e ali uma arquibancada
Repleta de luzes piscando e toda aquela gente
Observando solos que fazem de mim madrugada

Existe uma parte que vive em mim sem poesias
Sem rimas um desses longos solos de tom azul
E tudo bem porque são eles que ao chegar o dia
Lembram-me qual meu rumo entre o Leste e o Sul

E nesse grande ginásio que é minha noite estrelada
Eu não fico no palco aliás estou bem distante da luz
Fico ali no escuro hipnotizado pelas cordas encantadas
Esse sou eu totalmente entregue a canção que me seduz

Sobre as estrelas eu acho que de fato estava errado
Não poderia ser o fulgor dos que partiram hoje eu sei
Que são os momentos mais felizes que passei ao seu lado
O teu brilho espalhado iluminando a madrugada que criei

Deus abençoe as noites estreladas
Carlos Correa
 
Estrelato

Blue Ballon

 
 
Tem vezes que de fato isso acontece
A gente senta sem qualquer pretensão
O pianista parece então fazer uma prece
O que escreve tecla imaginando um balão

Do piano do nada nasce uma linda melodia
Do escritor escapam palavras versos dizem
Lá em cima sobre as nuvens de melancolia
Elas se encontram se olham e vão bem além

Como num pub soturno muitos copos já vazios
Percebem juntos suas afinidades sua comunhão
A triste melodia se entrega ao verso firme macio
E no testemunho de um blues nasce uma canção

Deus abençoe o voo livre dos balões
Carlos Correa
 
Blue Ballon

Istmo

 
 
Suas palavras sempre foram meu guia
Sua voz a paz que precisa meu coração
Se certas lágrimas derramaram um dia
Eu sabia que seriam parte desta canção

Estive fora de mim por alguns segundos
Fácil se perder sem encontrar o retorno
Num lugar sereno entre os dois mundos
Ouvi o eco de meu nome e fiz o contorno

Trouxe de lá algo que havia já reprimido
Aquela vontade infantil de me eternizar
De estar ao lado sua voz em meu ouvido
Estar aqui sorrir bem quietinho e te olhar

Sempre será a minha canção mais bonita
E estarei aqui enquanto não voltar ao mar

Deus abençoe sua melodia
Carlos Correa
 
Istmo

Beija-flor

 
 
A gente tem o costume de cantar tristezas
Versos azuis afogados em lagos sem braços
Isolados num mundo onde a única certeza
Vem de traços de solidão saudade e cansaço

Abrimos o peito deixamos que a inspiração
Crie personagens que por algumas linhas
Se fundem a tudo que se passa no coração
A sensação de que a mente não está sozinha

O resultado dessa tormenta se chama poesia
E ela sempre deixa cicatrizes em nossa alma
Prefiro acreditar sejam algo como uma magia
Vem voa como um beija flor e pousa na palma

De minha mão enquanto ouço uma velha canção

Deus nos abençoe
Carlos Correa
 
Beija-flor

Trilha sonora de seus sonhos

 
 
Ah se eu pudesse entrar na canção
Fazer parte das estrofes e melodias
Estaria em seus lábios seria sua paixão
Tocaria seu coração jamais me esqueceria

Quando estivesse confusa iria me ouvir
Na tristeza me levaria aos seus ouvidos
E de repente sem perceber estaria a sorrir
Ficaria junto a ti tão perto quanto escondido

Ah se eu fosse sua canção preferida
Eu te acompanharia por toda a vida

Deus abençoe as canções
Carlos Correa
 
Trilha sonora de seus sonhos

Bailados

 
 
Eu já procurei por entre todas as estrelas
Tanto as do céu como as do fundo do mar
Tentei encontrar velhos segredos daquelas
Artimanhas que fariam você vir e me amar

Imaginei você fazendo poesia nos tablados
Os pés criando versos de início com cautela
Até que suas pernas criam formas de bailado
Vertendo um frenesi que atiça todas as velas

Em meio à confusão e imagens esfumaçadas
Meus sentidos focam em teus olhos indóceis
Decretando sem alguma piedade a derrocada
De quem ousou aportar em campos tão férteis

Ah o mar sem entender a magia que a malícia
Cria quando a delicadeza ultrapassa os limites
Da sedução abre um caminho toques e carícias
Fazendo teu corpo enfim aceitar o meu convite

Deus abençoe o que o mar nos entrega
Carlos Correa
 
Bailados

Boulevard

 
 
Deve ser muito solitário este seu lugar
Disse o homem com a guitarra na mão
O rapaz grisalho que cruzava o Boulevard
Desconfiado achou que era uma canção

Manter calados tantos desses sentimentos
Trancafiar desejos vendar toda esperança
Não transformar em versos os pensamentos
Um futuro que nunca será uma lembrança

Você ama porque tem amor dentro de si
Sofre por permitir que assim seja magoado
Mas sonha porque tem a magia dentro de ti
E veio até aqui sentindo-se ainda tão culpado

E após um solo que prendeu mais a atenção
Ouviu aquele refrão e ele falava sobre voar
Achar um jeito de abrir as portas do coração
Encontrar cada sonho que se escondia no olhar

Mas não sem antes fazer uma oração
Nunca encontrou aquela canção...

Deus abençoe as asas de cada um
Carlos Correa
 
Boulevard

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