acesso
"Que eu seja cruel, mas nunca desnaturado. Meu único punhal será minha palavra.
(Hamlet)
Cena II, Ato III
Aparentemente justiça que deita sob cartas
Em culpa velada, seja a tráfego da ilusão
Assim, acreditada. Todas as peças e nadas
Em palco de um nome, só. Etéreo, consorte. não.
É a memória que não me farto de revisitar
A única fala que demorei horas pra entender
Na falha de todos os olhos, tão cheios de descer
A próxima vórtice que sombreia até retornar
E então, o vazio absoluto. Sem cortes. Deixado,
Apelo sem fim em contos frios e devorados.
Sem controle da obsessão em falha corrente.
E não há. Um mar de voltar. Ou estrada prepotente.
É a repetição de dizer o seu nome sem um fim
É. opção escolhida em dedos vestidos de mim
ela-quimera,
tarde, me disseram.
era tarde. pra te controlar...
..
quimera,
minha.
escolha-primeira e de todas as quais,
quimera
minha linha, e.o meu exercício em defeito de(últimas) tentativas
tantas dobras de tempo
desiguais exceções
e
ponteiros. inteiros.. a servirem-me.. dor.
cabe este ponto-primeiro, e
sabe-te de cor..
(ei!)
quimera,
registra-me.
vem e coage o meu retrato covarde
dá-me causa pra correr e gritar
não me olhe nos olhos pois, não consigo
nem ao menos
os descer.
quimera, me chama..
quimera, seja a linha que termino amanhã
quimera,
me deseje..
à barganha de todas as preces-vendidas
ao milagre da vida em mera-suposição
quimera, me livra das letras em vão..
ah, eu..
bem que te (penso que te)sei.
mar de lava,
"Fora de casa sois pinturas; nos quartos, sinos; santas, quando ofendeis; demônios puros, quando sois ofendidas; chocarreiras no governo da casa e boas donas do lar quando na cama".
(Otelo) Ato II - Cena I
Willian Shakespeare
és harpia?
por conflagração aos teus breves clarões?
és valquíria?
a guerrares/guerreares em lares e versos dispersos..?
lenda-minha..
(- serves-te!!)
eleges-te ao repto in-concreto ao que te confiaste.
és diana?
por espaços e corpo-solto em teus devassos declínios de lâmina?
és.. ferina?
a limpares-te à unha com o palco de chão..?
vénia-legítima
(- incitas-te!!)
procrias-te em curso invocado(ditado), adiado, e.. ainda. sem-fim
então,
és assim, tão repentina?
qual fúria avistada de mil-labaredas e sóis? ou.
“é” este.
o meu palco-inclusão, onde:
o nada,
o pão
o vinho
e o corpo,
te “são?”
ah..
..
Abracadabra
Todo grande truque consiste em três atos. O primeiro é chamado A Promessa: o mágico mostra uma coisa comum, mas naturalmente... provavelmente, não é. O segundo truque é chamado A Virada: o mágico transforma a coisa comum em algo extraordinário. Agora, se você está procurando o segredo, não vai descobrir. Por isso, há um terceiro ato: O Grande Truque. É a parte em que ocorre a mudança, em que as vidas ficam por um fio e você vê alguma coisa impressionante pela primeira vez na vida.
(The Prestige - 2006*)
fosse o teu quadro, branco..
em cada curva e desvio (suave brisa, rente.por te amanhecer)
cem tintas uniformes em teu posto..
à decisão que me deixei
não-ser
fosse o teu palco, tanto..
minha luta-ilícita por desconsiderar..-me.(enfim)
ao tempo de todos os santos
à crença. e, à(breve) confissão..
fosse a tua rua, minha..
em passo criado por(lá) só a te pertencer
ao encontro-sonho submerso (evasivo..)
ao tolo devaneio e o "um" verso que cai
fosse a tua chama, a me inflamar..
..
à cena deste lado.
em paragem letrada pois, à (in)comum-opressão..
da palavra. que não vale um meio-crime
pois, à esta:
chão.
não há o vôo relapso
roteiro adquirido
não há o céu pra averiguar o terreno
não existem olhos que te servem, aqui.
pois,
cego, sou.
ouça-me berrar..
o meu prado de guerras vencidas
ouça-me deitar o teu nome..
..
é o teu ponto que me abranda à calma-ficção
é o fim que a todos vêm, que me enlaça este pesar..
perto do nada
do fim
se houver
se.
e(logo..) nada.(realmente) será.
nem o vento
nem o tempo-solto(pouco) que te condenei
vai, imagem-perante
consome-te ao inverso registro
entoa a minha mentira aflita
em
tempo de(não) acreditar..
eu não entrego à carta.
(eu não entrego o truque..)
latente
Essa queda
Em morada do sol
Translúcido
Impecável
Absurdo
Essa estória contada
De trás
De frente
Aos olhos rentes e
Enfileirados
Afinal,
Essa tormenta que não cessa
Na condição áspera
Desigual de imaginar
Não é água
Não é terra
Não é mar.
Essa indecisão
Esse acaso que desaparece
Sem nomes
Sem fome
Sem exercício
Ela deveria estar a um passo de mim
Nessa ilusão de horas mortas
Acossadas e depostas
Por assim, ser
A minha maldição que inventei
Preparada para ela
Para mim
Já nem sei,
Era a curva que decidi morrer
E ainda aqui, eu estarei.
Meu amor,
faixa bônus (não era pra ser)
"(...)m outro acesso. De passar e revelar-se ao que há. Não estéreo. Não é ar. Até... Um ponto único de calor em absurdo. Mas a dor. Caminha. Inicia o interesse. Outro passo que deixei. Outro lado que sei. Um ponto de ficar. De estabelecer meu ápice. Minha cópia. Minha sóbria sensação de desejar. E. Eu. Só caminho.. pé ante pé.. um estado de cada vez. Uma forma que nunca me desfez, mas. É. Assim um pouco de ar. Eu respiro e. Pé ante pé. Eu caminho, sob fogo árduo, lancinante, inquieto, e...de instante a instante. E, é agora, eu sei. Outro acesso. Sabe o meu nome. Da minha fome e me chama. E me serve, eu..
sei.(...)"
espera
"O instrumento fatal se acha em tuas mãos, sem guarda e envenenado. Minha astúcia se virou contra mim. Jazo por terra para sempre. (...)O rei... É ele o culpado."
(Hamlet)
Ato V, cena II
Todo esse tempo e eu procurei suas respostas
Comum acordo entre minhas expectativas
Nos olhos vagos que eu queria perder a saída
Onde eu via os seus desejos ao que me devora
Todo esse tempo e eu consentia, apenas
Um passo após e logo me soube perdido
Gritando um nome do avesso e preferido
Meu quadro do seu corpo, minha queda e cena
Agora, enterro em meus dedos, essa suposição
Um mundo impuro e estreito, de fogo, de chão
Somente eu por testemunha dessa pobre fé
O púlpito onde recomeço um conto qualquer
Com estórias vencidas e poemas imperfeitos
Na ilusão que queima de noite e dias inteiros.
Até se desencontrar,
"Inferno"
"Mas que pode fazer com quem não sabe arrepender-se?
(Hamlet)
Ato III Cena III
vamos,
repreedenda-me
dá-me causa de mártir
insulta-me
ao pacto refém dos olhos vêementes
alegre o palco de esboço
onde é todo
o ar
resfria-me
em alegoria pincelada e vil
comprima-me à letra avulsa
à balada das palavras crispadas
dá-me causa de mortes
lambe. a minha lâmina
e-aqui, a trarei.
registra-me
em paragem, em concílio de cantos
Na mensagem de todos os santos
Imprópria fé
Por tempora do exílio programado
Avistado, em.
repto
pouco, e continuado
à inglória estrada
que tanto reclama
clama-me.
dá me causa do culto de mim
incrimina o meu ego
o meu. veto de revisita e repetição.
pois,
aqui é frente
e se eu cair,
lembre-me.. da companhia. que terei.
O exílio
deixei-me. por acepção à vaidade..
deixe-me déspota, à carta em verdade
porque quis. inteirar-me deste exílio
quis ter o teu lado pacato, e: fictício
ah-eu, perdi-me.. qual alvorada caída
qual ensaio de sonhos em cenas despidas
minhas orações não tem fé, ou: calor
o meu intento de voar até você, despencou
mas.. ainda que te levem os traços
ainda que te carreguem de mim ao avesso
por um resígnio defronte à este conceito
e por comuta de lei lhe desfiarem aos lados
eu: sempre te seguirei, eu sempre-fiel, te estarei lá
sejam-me: fogo, água e hades, nada: há de me parar
espelho
em,
terra-vasta
concedida
letrada(até..)
quimera..
-minha.
meu pôr-de-sol
entre-vista
meu horizonte
longe
insone-preceito
rol
de erros
meu
ego desfeito
por não ter
um "algo"
adentro
de ti
e te ser:
um lado-todo.
o
sopro
fogo que te devore
ao
corpo que te escolhe
à revelia deste acto..
este,
teatro.
quadro dos meus olhos
(esboços-
uniformes)
em peça-gasta, perdida
sem palavras
sem
bravatas
em,
cem. rimas..
ah,
desfaz.
meu fogo-fátuo
meu facto-suposto
o poço
de lava
de água que me salva
ou fé
que me defende
quando calo-me, por fúria
pela cura. que,
febre, é.
extremamente
febre
repetente
que mente(mente..)
e.é
ainda..
ao desuso-solstício dos olhos em chamas vãs
ainda que caibam
ainda que saibam, ao quanto te reclamam..
às,
vestes.
por cobrirem-te em abuso-único ao curso-desafio
teu rito
teu ilícito caso-de. mar..
ah,
deita-me fogo..
e,
caio de lá.
..
mas,
é tarde.
caso aparte por um sonho de vitrine, jaz.
acima..
em linha por anseio-crime, ao. deste tempo(dispêndio) sem ti
meu resultado-inexacto
sendo,
espaço-retirado
às pressas de ilusão multi-forme. que se faz:
desordem..
(sim.)
meu pouco momento de ti, que traz,
lar..
(fim.)
ora, desapego-me.
à história-regra da discórdia, por desejo-único, em: decidí-la.
ora,
rescindo o contrato que mente-me
quando
me sobram os versos que eu não te escrevi.
deita-me fogo.
(*A ferver-me, depois..)