Poemas, frases e mensagens de pttuii

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de pttuii

de azuis silêncios

 
fazes-me quer o
sim,
quer o não,
talvez o possível
de entre qualquer
coisa para ser
muito pouco
de assim-assim,...

e ao anoitecer de
dias infindos,
perto longe das
partes metades
do todo
que coça a
noite nos rebordos
do teu sorriso de dia,....

e para o fim rochas
agudas em notas
mudas de discos
opacos de qualquer coisa para afinar portentos,......

de azuis silêncios...
 
de azuis silêncios

Blood

 
faz com tu e por
menos serás contigo e só,
à hora o segundo,
terceira pessoa de singulares
plurais consciências que azulam escuros,
avanço que sim,
parto pelo não,
e no fim princípio
restas parte,
somada de nada,
ao vento....
 
Blood

Um problema que não chegou a ser

 
Foi o vício. Nem tanto o deboche. Antes o anafado sentimento de ser tudo, quando os outros nos chamam cenário que esteve perto de acontecer. Foi a perfídia de ser inútil. Coisas mal apessoadas, arraçadas de besta. Ornamentos invisíveis a pentear o desleixo. A falta de atavio dos derrotados das 23h59. As pessoas que nem chegam a ver o dia nascer e morrer em meio segundo. Punha-me em desnível de consciência se aceitasse o que se passou como inevitável. Foi mesmo mau. Mas um mau mais ou menos. Das plenas realizações dos empreendedores, quando lhes tiram a certeza de que o mundo são eles sozinhos. E nunca uma soma deles todos juntos. Mas por menos bom, optei pelo seguro do sentir-me mal.
 
Um problema que não chegou a ser

Condicionante

 
sorrisos professam o miúdo
solto na areia,
a noite assim se desprende da madrugada insubstituível
da chuva,
pessoais reflexões sobre a dor pertencem
ao passado da forma
em azul como o vento
traz choros de outros mundos,
feitos carne,
fracturados pedaços
de insólito medo
repousam à protecção
de querermos assim
tanta perfeição nos nossos passos,
sorridas exclamações as pessoas convalescem,
sorrisos honestos banham areias da praia
onde reflectir sobre dor,
é igual à princesa sem reino que a chuva deixa morrer sem apelo....
 
Condicionante

Multitude

 
se os quais são
parte de toda a
ênfase,
menos de nós seremos
fruto silêncio dos restos
sobrados,
à margem de sons,
silêncios rostos da farta
ensurdecedora reeducação dos mortos
que estudam,
de somenos a soberba,
mais que todas as modéstias,
restadas fracções dos escolhos escritos
por desaparecidos
que sabiam saber
quase nada....
 
Multitude

Mónico Leu o Whiski

 
Melena cor de chumbo,
pôpa, mulher, pôpa,...
e um pinguinho de condicionante,....

Saia com baínha,
que íman com ladaínha!!!
Nódoa, mulher, nódoa,

Transparente, em azul,...
Nódoa que joga na névoa,
com rimas de mau prestador,...
Serve-o, mulher, serve-o,...

Conselhos:
Pedra-pomes,
Pensos,
Gravilha,....

Joelho de velha,
rima com espírito
de telhado sem telha,...

honra?....

Como tremoços ao pequeno-almoço...
Nunca palmadinhas nas costas.....
 
Mónico Leu o Whiski

Odeio poemas

 
Este é o poema dos poemas
Que menos poema pode ser,
Só porque ser um poema, no
Fundo nada tem de poema,…

Apenas porque os poemas lamentam
O que de dececionante têm os poemas,..

No fundo ser um poema é talvez mesmo
Um poema pela manhã,…

Já que à noite os poemas dormem,
E os poetas recusam-se a fazer poemas assim…..
 
Odeio poemas

Pessoas que amam pessoas

 
pessoas que amam pessoas,
são as pessoas menos azuladas,
tomam banho, despem piloros,
têm hérnias quando comem tremoços,
e o mundo gira,
sem perdões incongruentes,
porque nem se importa,....

pessoas que desprezam pessoas,
choram com o fado mais brejeiro,
porque se importam,
querem convergências,
pulam com meninos simpáticos,
e depois,
assinam um cheque,
em moeda maldita,
para abater rebentos,....

pessoas que amam pessoas,
são bolas de naprons tricotados,
a balouçar nas patinhas de um gato,
para um fim que pede reflexão,
porque o mundo está pintado a lápis de cera...
 
Pessoas que amam pessoas

Assexuado

 
Desencaixou a carne do sémen. Era um desejo desenxabido que se escondia, que prendia os rebordos soltos da pele apodrecida.
Sentiu-se livre. Frugal, mas liberto para calcorrear a estrada. E se tinha cascalho debaixo dos pés.
Poeira e desejo de decompor um homem inexacto. Miúdo com pessoa madura dentro. Feliz por ter que desbravar. Desamparada a aspiração de retalhar a tristeza que apunhalava o canto esquerdo do coração.
Era uma doçura, que sabia mal.
Viu a mãe, que lhe deu um carolo violento, e prometeu que o queria a trabalhar se não desmanchasse tardes de desejos reprimidos. Abandonou-se, para reencontrar o brilho autonómico que estava perto de lhe tombar dos olhos, e cair na terra assexuada.
Andou, desandou, e o homem sem sair. Pelo meio, umas quantas fémeas que não reportaram nada de importante. Brotaram, em desconsolo, sedes de rios de sangue.
A família já eram raízes de árvores necrófagas, que desencrustavam da terra assexuada, procurando alimentar-se de carnes desavindas.
A madrugada serviu para cantarolar um desejo de eternidade que nunca chegará.
E o rio corre, prometendo enxaquecas.
 
Assexuado

Escrito sim, Vivido não....

 
vi gente a escrever
com polegares,
algarviadas,
assobiadas,
pela celeuma de dias pesados,...

a serem frutos carunchosos,
foram polpa de sangue,
porque vi desnorte,
senti composições fúteis
e de sentido inexpugnavelmente
triste,....

li até os olhos
me doerem mais
que maviosos ses colaterais,....

foram tertúlias que me
mergulharam para não me afogar,...

e no fim sol referente,
dias que laqueavam as
singelas tentativas de
mudar o mundo,....

pus-me de menos
por tentar cingir-me
em posição de feto
desiludido,...

nasceu o sol,
log-off, obra fechada,
e consciência morta,....

menos uma noite para
despedir o mim
feio e corrupto.....
 
Escrito sim, Vivido não....

Uso

 
olha somos nós os infelizes,
as pessoas sem pernas,
sem braços,
com poucos neurónios,
os tapetes-humanos que se fortalecem com
espirros de merda,
os desatinados com o pouco tino que resta
da falta de esperança em libertarmo-nos de
continuar a parecer
credível quando
se pensa em semi-círculos desta forma,
que se perdoe aos
que não pensam,
pois deles nunca
o reino dos céus poderá
pensar em vir a ser,
somos nós os infelizes,
a situação menos
imprecisa de tudo
quanto falta dizer para
que nada disto faça sentido......
 
Uso

:_:

 
passas sol,
a chuva leva merda atrás dos teus sapatos de ouro gasto,
linda feia,
solta presa,
o contrário da meta do teu sorriso é o fecho dos teus passos,
sabes?
sou o que te lembraste a adormecer,
o envio do teu ser para o recôndito deste universo podre,
para dar luz,
para soprar vida,
e depois voltar a parecer um raio de sol preso no olhar,
e no fim?
no fim ficar a olhar para o tempo
que se esvai no círculo concéntrico de
querer não estar só…..
 
:_:

Avatar

 
reages, tens a presença envenenada,
porque és afago em mármore de taberna,
avental assoberdado de nódas,
pano de assoar mágoas incontidas,...

Spectrum a chiar,
tardes à espera,...

com cão eremita a carpir destinos,
e a emagrecer pelo côto cortado,...

Com tempos que já foram de verbo,
e sóis aptos a morrer,
capitéis,
És à sombra, com frio,
timidez desembargada,
complexo avatar de amor,...

saio de ti afunilado,
com a mentira dissecada,
o arroto de basta,
que ecoa,
em espírito que trancaste,
com esporas de cavalo cansado,...

Do que és em semi-breu,
arrependimento, conciso sentido
de espera,
Antevejo um rio,
de ti para a esquina,
o reduzido,
de um caminho consentido,
se pensas que matar
o que resta,
te vai trazer
a gnose....
 
Avatar

Mena

 
Nunca se desdisse a frontalidade com que Mena pousava a alma em cima do mesmo bloco de granito, durante todos os dias que corriam em carreira. Chovia palha, quando a chuva não era mais que o que ela queria que fossem os sentimentos e as desditas. Ventava de menos.
Sim, a alma em cima de um bloco de granito, à beira de uma paragem desactivada de transportes públicos, eram coisas exangues.
E percebia-se que Mena nem sequer existia, porque o vento só reconhece quem tem coração que transpira estatismo eléctrico.
Apostou-se bem, quando ela um dia não apareceu, e o bloco de granito passou o dia nu. Sem a alma de Mena em cima. No dia seguinte voltou, e trovejava. Foram dois vencidos da vida, dois sublinhados pelo lápis invisível da morte, que lhe bateram nas costas para a felicitar. Esse foi o momento que Mena escolheu para se desfazer. Arrancou o único cabelo dourado da cabeça de rodilhas, e o ar foi subtilmente diluindo-se em volta dela.
Acabou por o mundo ver que Mena são dois dias que nunca se encontraram em si próprios, e fizeram denúncias simultâneas de incumprimentos metafísicos. Nasceu a discórdia nesse dia, e o ar concordou quando a matou.
 
Mena

A mulher que esteve quase,...e falhou

 
ela queria ser enviesada,
discutir com os cenários
efectivamente postos a nu
pelas pessoas,
passar enrolada pelos pingos de suor do
desconhecimento dos
enojados de si mesmos,
e ao fim daquele torto
caminho deparar-se
com o açucar de um carinho,
dizer à pessoa que a queria,
fazer-lhe ilusões pedidas ao ouvido com
falta de jeito,
e ao adormecer
escrever nos pulsos
as palavras mal
comportadas que a faziam chorar lágrimas
azuis desespero...
 
A mulher que esteve quase,...e falhou

África e o resto de não saber escrever

 
Desfrisei as palavras como cabelos de mãe preta desconsolada. Na tabanca um poema, para rede de lágrimas a cheirar a moamba, e debaixo do embondeiro....são soluços de improviso, quando a tristeza vai e vem nas pilosidades do vento quente. No cúmulo de penas, na falta de uma explicação para o entardecer que parece matar por prazeres descarnados, sentei-me. Torrei um acróstico no fogo-chão, e embriaguei-me com pensamentos kantianos que, nesta terra, são pequenas mordeduras de cobra no calcanhar. Servem para acordar, e servem para dormitar em cima de mosteiros feitos no ar. O Inverno nunca o conheci menos perfeito. Foi sempre Verão como hoje, como ontem, e talvez como no dia da minha morte. Pleonasmos estendidos nesta terra que cheira como perfume de vida recém-chegada ao inferno ardente.
 
África e o resto de não saber escrever

Xadrez de agonia

 
De um xadrez impessoal,
suaram sonhos amarrados,
com torres de escárnio colorido,
de ponta a ponta desprezíveis,
Rainha morta, mas puta de mãos duras,
Bispos alienados com rezas
de cicuta para desertar fés
incompreendidas,
Fiz-me cavalo de sussurros
aquáticos,
abraçado pelo sol desnivelado, quente,
que sem mãos faz
mais que um abraço
forte do mais belo sorriso
imberbe,
que já não sei o que criei
para me afirmar como brasa,
sinto-me sal,
de peito cristalino e derreado,
a lonjura de uma alma temperada pode ser,
deve ser,
a meia gente simples que
me falta para nunca
voar pelos limites do bairro
de mim,

acordo a saber a mal,
com o sangue que não corre,
com o cheiro da desfaçatez,
pedir sono de uma paz marcial,
será o que me resta para
voar a menos que
o xadrez em que me
transformei.....
 
Xadrez de agonia

Comoção

 
e eu que me comovo,
só por ver homens bons
de insulto a reconhecerem
impropérios como ajustes,...

como um escuro mais profundo
de se comer na noite em que
a vida desfaz o que se desfez
e desconjunta o que perfaz somas
desnecessárias,...

e eu que me comovo de mais
quando um zangão pousa
no ombro do velho que vive
de repreensões,...

o tal senhor do café que
quando aparenta desmotivação
prende-te com resguardos
de ódio,...

a tal criatura desprezível,
a que nunca primou por
simpáticos redondéis de
criatividade,
e de repente,
bolsa amor....

e eu que me comovo
simplesmente por respirar,
desnatada conferência de
tropismos contrários ao
sentir de solavancos feito,...

e eu que me comovo,
por o que resta do lúpen,
pelo que fica
da chuva práxica....
 
Comoção

Rúcula e jasmim

 
tronco de água iluminada
a minutos
de fluir a chorar
com sorrisos
de preto
de branca
de pessoas
à espera de saturno
com anéis
que com menos
de esperanças mortas
ligam se
dermos de nós....
 
Rúcula e jasmim

Hai Ku Medo

 
enchido o deslindar
desta tarde de cheiros
a hesitações,
deixaste-nos aqui,
sonhando com o que vem
depois do beijo....
 
Hai Ku Medo