Poemas, frases e mensagens de LucianoSpagnol

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de LucianoSpagnol

Luciano Spagnol
Poeta do cerrado, simplista, mineiro de Araguari, fevereiro de 1958, mariano, formado em Fisioterapia pela UCP, Petrópolis, criado no Rio de Janeiro.

Frase é citações de Luciano Spagnol

 
"O tempo é veloz e não volta atrás.
Harmonize o seu jardim, decorando sua alma,
aliás,
plante suas flores ao invés de esperar que alguém lhe traga os frutos...
E verás os tributos."

Luciano Spagnol
Abril, 2016

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"Nos faz falta frações de momentos vividos, olhares no tempo perdidos, de nossas vidas. Vividas em amizades que nos dão saudades... Tão rápidos nesta curta eternidade... Tudo é pó, e poeira a vaidade."

Luciano Spagnol
Cerrado goiano
Abril, 2016.
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"Paixão é a explosão da chama, que dura uma fração, tão intenso, que nenhuma tempestade apaga, só os conselhos do vinho..."

Luciano Spagnol
Cerrado goiano

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Vapt...
a vida passou
ou foram os sonhos?

Luciano Spagnol
Cerrado goiano
Abril, 2016

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"Estar feliz por ser feliz é tão genuíno como a felicidade com motivo..."

Luciano Spagnol
Janeiro, 2016
Cerrado goiano

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"Além porteira se vê o por do sol no horizonte, o planalto, o céu estrelado...
- É o cerrado. "

Luciano Spagnol
Abril, 2016
Cerrado goiano
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"Nenhum som é mais bonito, que ao se pronunciar: - eu te amo!"
(Luciano Spagnol-fevereiro, 2016)

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"O fruto da fruta, tem sabor, cheiro, é absoluto... Vem da labuta."

(Luciano Spagnol - fevereiro 2016)

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"Se procurar vai achar
Não busque explicação
Achismos é adotar
O inexplicável como razão
(Da vida) "

Luciano Spagnol
Abril, 2016
Cerrado goiano

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"Nos faz falta frações de momentos vividos, olhares no tempo perdidos, de nossas vidas. Vividas em amizades que nos dão saudades... Tão rápidos nesta curta eternidade... Tudo é pó, e poeira a vaidade."

Luciano Spagnol
Fevereiro, 2016
Cerrado goiano

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"Amor fingido, é Igual:
a falsa arte, pode ser idêntica
mas nunca será autêntica..."

Luciano Spagnol
2016, cerrado goiano

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"A vida é escultura na areia, resistindo entre a onda e o vento. Cinzelado pelo amor, abraços, Deus, alento..."

(Luciano Spagnol, 2016)

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“Haverá ainda, no tempo, tempo para haver um abraço, um olhar, um sim. Quando no tempo existir coisas simples como dizer: você é importante para mim! "

Luciano Spagnol, 2016
Cerrado goiano

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"Um dia a gente acorda, olha no retrovisor do fado, e vê que a distância é proporcional ao tempo. Aí você levanta e vê que o epítome nunca pode ser um passatempo."

Luciano Spagnol, 2016

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"Sem fé
Vazio é
Não se fica de pé
E vive em marcha à ré..."

Luciano Spagnol, 2016
Cerrado goiano
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"O que me assombra é sem sombra de dúvida, ver a sombra do vazio..."

Luciano Spagnol
 
Frase é citações de Luciano Spagnol

Fogão de lenha

 
Ah! O velho fogão de lenha
O fogo estalando o graveto
Panelas empretejada e prenha
Exalando seu tempero secreto
Só saudade, razão quem o tenha
Na fornada os biscoitos de goma
D. Celina. Quem duvidar, que venha
Provar, do pão de queijo, puro aroma
Velho fogão, assim, faz sua resenha
Envolta os causos e mexericos soma
Ao café no bule, que na alma embrenha
Só tu pode e guarda em seu fogo lento
O poetar que meus versos ordenha
Lembranças de um tempo de contento
És tu velho e bravo fogão de lenha!

Luciano Spagnol
Cerrado goiano
22/03/2016, 15'15"
 
Fogão de lenha

SONETO DO IMAGINÁRIO

 
Às vezes imagino a imaginação ter
Então, fica no imaginário lemblante
Perdidamente o meu querer dante
Do tempo, sorte, do poético viver

Às vezes silêncio, outras cantante
Porém, a imaginação é puro romper
De uma quimera a nos surpreender
No imaginário que esvai do instante

Aí, o imaginar vem e traz o oferecer
No suposto totalmente incessante
Da imaginação dum vasto aperceber

E no vário dum imaginante alucinante
Fecundante é a imaginação de conceber
Pois, o imaginário é sempre navegante

Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Fevereiro de 2017
Cerrado goiano
 
SONETO DO IMAGINÁRIO

SONETO PASSADO

 
Nem o tempo pode voltar
Nem ninguém tal querer
O passo dado vai varrer
O passado no caminhar

Se quiser voltar e ver
Saudade irá encontrar
O ontem perdido no ar
E a vida sem se viver

No olhar, o velho insalutar
No coração, revés a abater
E a alma sem se transformar

Então, sigamos no outro ter
Pro vário podermos amar
Passar... um novo alvorecer!

Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Fevereiro de 2017
Cerrado goiano
 
SONETO PASSADO

Trovador

 
Da poesia nasce ilusão
É magia da inspiração
Pulsar da alma em comunhão
Com o poetar em segredos
Narrando dos fados enredos
Em feitiço dos dedos
Desenhando fantasia
De sentimentos de dor e alegria
Do poeta, em sua romaria
De letras indiscretas
E iluminações secretas
Destes eternos profetas
Da rima, do amor, da emoção
Que metrificam a paixão
Em compartimentos do coração...
Trovadores da imaginação.

Luciano Spagnol
07/12/2014, 20’17”
Cerrado goiano

Poesia é quando escrevemos o monólogo de nossa alma, que se torna um diálogo com o leitor.
Luciano Spagnol.
 
Trovador

termo

 
meus poemas são meus olhos
falam com o juízo do coração
na alma destrancam ferrolhos
enferrujados pela corrosão
dos desprezos e embrulhos
dos enganos da emoção
e mesmo assim,
entre rimas de dor
que escrevo sem fim
teimo nas estórias de amor

Luciano Spagnol
Abril, 2016
Cerrado goiano
 
termo

Inconfesso

 
Desejaria ter mais coragem
De gritar este desejo, defeso
Não por parecer uma miragem
Pois é de afeto, na alma adeso
Tem cor, cheiro, nome, aragem

Queria ter está loucura sana
Destrancar tal segredo, se é
Dizer que corrói com gana
Declarar ao mundo a boa-fé
Sem ter que levar carraspana

E assim, poder estar nos braços
Abraços, beijos, recitar um verso
Ter vontade e se fazer em laços
Sem que tenha que ser averso
No zelo ser todo, e não pedaços

De um amor inconfesso!

Luciano Spagnol
Cerrado goiano
Abril, 2016
 
Inconfesso

Coisas de amor

 
O amor nunca cala
Pode haver carquilhas
Pode haver muita fala
Ter poucas maravilhas
Ou ser pompa e gala
Amor é feito solene
Na alma tem escala
Ao coração infrene
Aos românticos poesia
Ao tempo indene
Faz juras de alegria
Amor ao amado, perene
Um amor não se adia
Vive-se!
No presente
Fiel e ardente
Verdadeiramente

Luciano Spagnol
10/04/2016, 19'45"
Cerrado goiano
 
Coisas de amor

CERRADO PEÃO

 
Da janela avisto um peão
De cabelo retorcido
Pele grossa, grandalhão
De lenço no ombro florido
De ipês, de quaresmeiras
Chapéu de palha de buriti
Feições grosseiras
Nas mãos ananás e abacaxi
Aos pés fartas frutas de lobo
Gabirobas, gariroba e pequi
Nem um pouco pirobo
Arisco como o tatu e o quati
Astuto como o tamanduá
Como a anta a terra é aqui
Buliçoso como o lobo guará
De um triste e horizonte olhar
Tal a seriema cantando no pôr do sol
Trepado no cupinzeiro põe a lamentar
Uivos aos ventos secos nas ripas do paiol
Em suas vestes da cor do João de barro
Empoeiradas, ressecadas, ofuscando o arrebol
O cerrado, este pião árido, plano e piçarro

Luciano Spagnol
24/11/2005, 12’51”
Cerrado goiano
 
CERRADO PEÃO

MAIO em soneto

 
O perfume das flores inebria e anuncia
No azul anil do céu do cerrado, sagrado
Serenamente o mês de maio, louvado
Mês das mães, mês das noivas, Maria

É maio que diz poemas, tão ternos
Rodeia a lua de áurea luzente e nua
Onde o afeto confidente se insinua
Aos amores ingênuos e tão fraternos

Nos seus raios tímidos as auroras
O sol frio e transparente que ateia
As recordações das boas horas

É o mês do amor, da alma cheia
De fervor no dossel das Senhoras
Que clareia a fé, na luz da candeia

Luciano Spagnol
01 de maio de 2016
Cerrado goiano
Poeta simplista do cerrados
 
MAIO em soneto

DESATINO (soneto)

 
Ó melancolia do cerrado, a paz me tragas
Solidão em convulsão, aflição em rebeldia
Dum silêncio em desespero, e irosa agonia
Ressecando o coração de incautas pragas

Incrédula convicção, escareadas chagas
De ocasos destinos, e emoção tão fria
Do horizonte de colossal tristura sombria
Que rasga o choro em lacrimosas sagas

Ó amargor do peito engasgado na tirania
Duma má sorte, e fatiadas pelas adagas
D'alma ao léu, tal seca folha na ventania

Pra onde vou, nestas brutas azinhagas
Onde caminha a saudade na periferia
Do fatal desatino em pícaras pressagas?

Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Fevereiro de 2017
Cerrado goiano
 
DESATINO (soneto)

Eco

 
Do outono no cerrado e seus desfolhos
Minha saudade caia ao chão fragoso
Do meu áspero e mirrado tristes olhos
Em tal lira de verso aflito e rancoroso

Nos ventos secos e enrugados chiavam
Os gritos da noite numa solitária canção
Onde lembranças aos astros clamavam
Esmolando do silêncio alguma atenção

Só um olhar neste brado de compaixão
Um olhar, um eco, uma mão...

Luciano Spagnol
30/04/2016, 18'00"
Cerrado goiano
Poeta mineiro do cerrado
 
Eco

SONETO DO AMOR PERFEITO

 
O amor perfeito, só há a quem amar
Nele sentir a paixão de ser amado
Amando sempre e, o tendo do lado
Onde cada segundo não pode parar

Não há nada na vida melhor que jurar
Lealdades, deixando o coração atado
No olhar, assim apaixonados, fundado
Então, sem qualquer ilusão a perturbar

O amor é presente no destino fadado
É sentir prazer e por ele querer esperar
Sem a incerteza do certo ou do errado

E nesta tal magia a quimera de sonhar
Que agrega, há entrega, e é imaculado
Amor não tem fórmula, se faz anunciar!

Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Fevereiro de 2017
Cerrado goiano
 
SONETO DO AMOR PERFEITO

Amor Pra Vida Inteira

 
Eu quero um amor
De galanteios, de flor
Que fale ao coração
Sem pudor, com emoção
Aquele amor que ama
Que a alma clama
Cheio de meiguice
Que não caia na mesmice
Nos fazendo esquecer o que passou
Senhor dos desejos, que aquietou
O olhar, cheio de cheiro
Inteiro
No abraço cumplicidade
Na vida partilha da felicidade
Instigador
Inspirador
Eu quero um amor pra vida inteira
Na lembrança parceira...

Luciano Spagnol
Cerrado goiano
02/07/2015

Poeta do cerrado
 
Amor Pra Vida Inteira

SOLIDÃO BORRALHEIRA (soneto)

 
Erma solitária solidão borralheira
Que atulha o cerrado de melancolia
No entardecer encarnado em romaria
Alongando o minuto em hora inteira

Assim só, os sonhos vão pra periferia
A espiar a sofrença além da fronteira
D'alma, caraminholando oca asneira
A crepitar agonia em atroada sombria

O vazio do imenso céu sem cabeira
Nos engole com chilreio e zombaria
Galopando apertura numa carreira

Tétrico encanto da solidão crua e fria
Que do silêncio é a sua mensageira
E que ao coração saudades anuncia!

Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Janeiro de 2017
Cerrado goiano
 
SOLIDÃO BORRALHEIRA (soneto)

PERDA DE TEMPO (soneto)

 
A quem me viu além tempo, além vidraça
Da vida, cara a cara, assim, de pertinho
Verás que no tempo e na vida caminho
Graças! E que o tempo no tempo passa!

E por mais que queira, que tudo faça
Implacável é o rumo e tão torvelinho
Aromatizado como o curtido vinho
Se fazendo veloz, como, tal fumaça

Já velho, eu, não busco burburinho
De perda de tempo, ou de chalaça
Se estou jovem ou se sou velhinho

Vivo o tempo, sem tempo de negaça
Mais vale amor no tempo com carinho
Que o valor do tempo que esvoaça...

Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Janeiro, 2017, 05'55"
Cerrado goiano
 
PERDA DE TEMPO (soneto)

Sou eu

 
Eu sou o desigual do cerrado
torto
árido
de morro lascado
pelo fogo queimado
rebrotado
na menor das chuvas.
Sou descampado
só tenho nas mãos as luvas
que escrevem o traçado
das rimas em melancolia
iguais a do cerrado
poetadas na poesia
de um plebeu.
O cerrado sou eu...

Luciano Spagnol
10/04/2016, 05'55"
Cerrado goiano
 
Sou eu

SONETO NA CONTRAMÃO

 
O badalo bate, o sino da igreja soa
Qual navalha o som corta a solidão
Chiando no silêncio pesar e aflição
E no relógio a hora a ligeireza ecoa

Num labirinto de saudade e emoção
A lembrança de asas no tempo voa
Desgovernando o sentimento á toa
Num vácuo de suspiros no coração

Então, o seu ganido invade a proa
Da alma, que se sente sem razão
E cansada de tantos ruídos, arpoa

Nesta quimera de dor e de paixão
Os olhos são cerrados pela garoa
Pingada das lágrimas na contramão

Luciano Spagnol
Dezembro, 2016
Cerrado goiano
Poeta simplista do cerrado
 
SONETO NA CONTRAMÃO

18 abril - dia do Amigo

 
Poetando aos Amigos

Não tenho todas as soluções
Todas as respostas, decisões
Mas posso compartilhar-te
As perturbações, ouvindo-te

Se os problemas surgirem
O ontem e o hoje te afligirem
Tiveres dúvidas e temores
Não poderei anular estes rumores
(...Mas estarei ao lado de ti)

Não posso proteger-te da queda
Da lágrima, do escorregão
Mas o meu abraço nunca será em vão
Os meus leais laços te envolverão

No pódio dos teus êxitos
Alto, firme, adscritos
O meu aplauso vai ressonar
Enunciando que ali é teu lugar

Na justiça de tuas resoluções
Ações... Serei cego, imparcial
Limitando-me no apoio total
Pra juntos desenharmos outro final
(...Com olhar fiel, incondicional)

Não tenho como delimitar o teu palco
Qualquer lugar é de apreço mais alto
Nem na última, nem na primeira fila
Pois sempre farei parte de tua cáfila

Não tenho pretensões:
De tuas privativas emoções
Do teu foco exclusivo
Mas posso chorar contigo
( ...Ser teu amigo)

Só peço credibilidade
Confiança, irmandade
Nesta relação de comunhão
Pois ter tua amizade é muito bom

Luciano Spagnol
Rio, 06/03/2010
 
18 abril - dia do Amigo

ENTRANHAS (soneto)

 
Então? Poucos estarão ao teu lado
Tua sorte vai até quando fores útil
O desprezo é porção do lado fútil
Lamentável, da ingratidão é aliado

De tão cego o afago se torna inútil
Vários hão ambição, pouco agrado
Onde o olhar se faz fragor calado
E o abraço repulsa num solo fértil

Afaze-te ao discernir denodado
Da injustiça encontrarás o covil
Da proteção o ferrolho trancado

Não te faças de amigo neste ardil
Nem formidável no vil acordado
A dor calejada, pode ser gentil!

Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Janeiro de 2017
Cerrado goiano
 
ENTRANHAS (soneto)

"Sou alma do cerrado, pé no chão, do Triângulo, do chapadão... Pão de queijo com café, fogão de lenha,das vilas ricas, arraiais, sou filho de Araguari, das Gerais".
Luciano Spagnol