Espiral De Sentidos

Data 10/05/2010 16:02:59 | Tópico: Poemas

Numa espiral de sentidos
Onde a fuga possível me remete
A um passado sem futuro
Deparo-me,incredulamente obsoleto
Fora de tudo que me torna humano
Onde o progedir em redor
Progride ingenuamente
E eu,apenas cavo o meu abismo
Sem razões aparentes
E sem mais desculpas existentes
A consciência pesa
E os remorsos e dúvidas
Ultrapassam a vontade
Vontade de continuar
Vontade de desvanecer
O que impede a serenidade da alma
Sempre e sempre outra vez
Em repetição constante
As mesmas palavras
Os mesmos suspiros
Em contornos diferenciados
O serafim da minha salvação
Deserta-me inconscientemente
Numa atitude passiva que suporta o sucumbir
Ou o quebrar duma vida
Que outrora me pertenceu
E eu,apenas continuo a sussurar
Palavras que ninguém que ouvir
Lamúrias que muita gente já testemunhou
E digo apenas
Só porque decides olhar para algo melhor
Não irá desaparecer
Acorda e enfrenta-te
Não te absorvas nessa decadente ignorância
Pois um dia partirei
E na altura assim direi
Que me desapontaste
Como tudo o resto que eu retraio
No leito do meu perecer.



Este texto vem de Luso-Poemas
https://www.luso-poemas.net

Pode visualizá-lo seguindo este link:
https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=132068