2:20 am

Data 26/10/2011 23:07:36 | Tópico: Poemas

Na madrugada que não durmo não encontro o sono que foi perdido.
O silencio da luz na fresta da janela me desenha você na parede sem cor.
A noite morta me tem vivo, e no escuro do meu quarto vivo assustado.
Meu sossego estrangeiro um pecado conhecido.
Minha alma uma voz que não se ouve na lamentação dos ventos.
Mais de duas da manha, estou acordado, sozinho na cama rolando pirado.
Princesa, rainha, menina, mulher,
quantas meias noites de fantasmas ainda vou viver?
No quarto a brisa que chora inventa um canto, murmúrios de sonhos,
que são pesadelos e me deixa triste me levando aos prantos.
Distante do dia não sei o que fazer, não tenho você, quero morrer.
Meus olhos não fecham não conseguem entender.
Palavras e pensamentos infinitos que traduzem você.
Nossos sonhos ainda habitam minha alma, e a solidão provoca
uma discursão infinita sobre uma amor perdido.
No silencio da escuridão, a indiferença aos sentimentos me causa dor,
e pensar em você não me deixa querer viver.
Ordeno meu pensamentos que te esqueça,.
Ordeno meus olhos que se fechem e voltem a domir.
Não sou obedicido, nem entendido.
No interior do meu quarto escuro, meu corpo padece de perdão,
por querer morrer e você não esquecer.
Que bandido é meu sentimento, que me faz perambular
incoerente sem direção com o coração não mão.
A aurora não chega, o sol não aparece, a manha esta longe e o sono não chega.
Um amor poético por uma princesa se desmancha na cama em lagrimas derramadas.
Princesa, que a vida esta a esperar, porque não volta para eu te amar??

2:20am
By lcdasilva


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