
Poema à banca
Data 05/03/2016 20:20:28 | Tópico: Poemas -> Intervenção
| Na banca, há cães e há cadelas Agiotas, sanguessugas e usurários Que sugam os pobres das favelas Extorquidos por mosquitos sanguinários Os vampiros da banca têm nome As gentes da favela têm fome.
Na banca, o juro é o sustento Dos cães, cadelas e usurários Contra o choro do povo e o lamento De contribuintes e operários Um banqueiro é apenas um ladrão Que extorque sem piedade o teu irmão
Na banca, há abutres e hienas Necrófagos e parasitas Quem diria que o povo é o mecenas Das vis hienas malditas Um banqueiro, é quem o povo sodomiza Um banqueiro, é quem o povo sem dó pisa
Na banca, há vampiros financeiros E chulos institucionalizados Há bem aprumados banqueiros Pela política consignados Entre um ladrão e um banqueiro, não há diferença É uma questão de facto e de crença
Na banca, há bem aprumados doutores Sodomitas de povos, e não só Há bons engravatados gestores Que depósitos convertem em pó O povo é o fraldário da banca O banqueiro engorda, o povo manca
E quando a banca lucrava Milhares de milhões com a dívida A qual o povo sugava Com impostos sem medida Nunca um banqueiro ladrou Nunca um banqueiro escarrou
Na banca, há homens honrados Com princípios e bons costumes Homens sérios, rectos, aprumados Probos e sem queixumes Esses homens limpam a toilette Sempre que caga Rui Machete
Na banca, há mulheres honradas Probas, rectas e sacrais Com princípios e consagradas Pelos mais altos valores morais E essas mulheres são apenas gado Putedo de Ricardo Salgado
Na banca, há bons serviçais Operários e trabalhadores Que à risca seguem os manuais De académicos e de bons doutores Não passam da serviçal bosta A mando de Carlos Costa
Pois há apenas uma solução Se o povo paga, o povo ordena Pois desde a revolução Que a banca, o povo depena E a única solução É tão só: a nacionalização.
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