Ébrio Perfume

Data 12/05/2016 16:53:00 | Tópico: Sonetos

Há um ébrio perfume que se sente pelo ar,
mal chegas, ó fria madrugada, na tristeza
que se aninha em meu regaço, a chorar,
ao lembrar no teu perfil, tanta beleza!

São queixumes! Tua ausência em mim suspensa,
uma dor que ao doer, é uma dor que é só minha,
uma angustia sem destino, tão intensa,
que me vive, me trespassa, me encaminha ...

E que olhos serão esses que não esqueço?!
Que saudades me galopam os sentidos
desde a hora em que desperto, vivo e adormeço?!

Tu que lês angustiado estes versos que escrevi,
fecha os olhos por momentos, teus olhos vividos:
Sentes o ébrio perfume que por instantes eu senti?!



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