
Adeus
Data 29/05/2017 15:56:18 | Tópico: Poemas -> Amor
| [center] Adeus
No frio da minha sepultura, triste, só a lápide tão dura sobre o meu rosto encovado, em alguns metros quadrados, onde eu estou neste momento. Eu sinto os vermes me comendo, e a minha carne apodrecida purga como se ainda fosse viva.
No frio das minhas memórias, onde tudo agora é passado, segredos não revelados, verdades terrenas ilusórias. E quase nada, então, importa; o poder das mãos se esvai quando a carne está morta: tudo o mais fica para trás.
Não fosse o medo, estaria rindo; tudo está encerado e limpo. Sobre a mesa, um velho cachimbo; parei de fumar agora que findo. Eu sigo aos tropeços no limbo, arregalo os olhos cor de osso, olho-te, virando meu pescoço, dou-te um longo beijo e digo: adeus.
Alexandre
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