
Borboletas mortas
Data 19/07/2017 17:16:22 | Tópico: Poemas
| Corri. Fui ver a chuva caindo em algum lugar, Onde ninguém me perguntasse nada... Ouvindo o seu doce barulho, que adoro! Reportei-me para um mundo de aroma de flores, Enquanto você era poesia, e eu milagrosamente, feliz vivia. E o mundo era dum girassol, espelhando-se nos segredos daquele farol, no alto, iluminando e reclamando de tudo.
Quando percebi o menino havia se tornado um adulto reticente, displicente, em cima do muro. Foi quando eu me despedi, de tudo o que brilha; do sol, das estrelas, da lua e até do farol. Despedi-me de tudo.
Outro dia eu pensei em ser muito feliz bem ali, um certo tempo foi passando, comecei a achar esse ali muito longe. Não numa exata geografia, ah mas talvez ainda haja tempo de eu mesma regar as minhas margaridas, pois eu não sei o que existe entre eu e elas, Estamos a muito tempo, adorando borboletas mortas.
Agora imagino um mar muito distante onde pousei lindos sonhos, Eu nunca desenhei na areia, o seu rosto nem seu nome, para que as ondas não o levassem para sempre de mim. Ainda assim para sempre você se foi. No que devo ainda acreditar? Dessas coisas que eu nunca pude imaginar, Eu, o mar, um pescador, um caminho longo E o amor... Sem história alguma para contar. - Liduina do Nascimento
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