UTOPIA

Data 04/07/2020 00:01:03 | Tópico: Poemas -> Solidão

Uma vez me disseram que tudo era apenas miragens,
Misturada com um pouco de misticismo
Mas sabia que era mentira,
Um corajoso e contraditório pensador me disse um dia

Navegou mais longe que os olhos viam
Deslumbrou com cores e culturas diversas,
Olhando para tudo ainda não acreditava.
De onde surgia o som que sobressaia os sentidos,

Em uma distante torre pedregosa
Magia será esse som? Que tanto me falavam.
Agoniado caminhou, em sua direção.
Guardando a melodia em sua memoria

Inexplicavelmente tudo se tornou escuro e silencioso
Angustiado sentou-se a sombra de uma velha arvore,
Suspirou caiu em profundo sono
Estendido no chão pueril,

Tudo estava tão diferente e vazio quando acordou
Restando somente uma pequena trilha a seguir,
Atrapalhado e com certo receio
Seguiu ate mais adiante onde terminava em lugar nenhum...

Fora do circulo de pedra gigantesco
Onde o silencio predominava, interrompido por vozes escondidas,
Restando somente esperar o que poderia acontecer
Mais tudo ficou confuso e estranho,

Andando com passadas largas,
Correu mais que pode, deixando o medo impulsionar.
Os sentidos que afloravam a pele o fizeram
Esconder-se entre as lapides que a noite escondera

Sepulcro de viajantes desavisados
Estando a mercê do acaso, fechou os olhos.
Mencionando palavras que o fez refletir
Que tudo não passava de sonhos

Um dia caminhado em suas memorias
Escondidos nas profundezas do esquecimento
Tanto que ate seu nome perdeu-se
Uma faca que revolvia a terra queimada,

Duendes que saltavam a seu lado
Olhos que observavam tudo a seu redor
Preso nesse mundo gigantesco
Onde tudo começou a andar para traz

Devendo caminhar e não mais olhar
Este é o tempo se perdendo entre o vento
Acabando de ser consumido pelo amanhã
Começando tudo novamente.

Onde o velho marujo
Navegando solitário por águas inexistentes
Travando suas Lutas entre uma utopia,
Esperando estar no amanhã novamente

Caminhando com a correnteza
Entre pedras imóveis
Restando o som que se perdia noite adentra
Sumindo entre a neblina densa...




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