Adultério

Data 29/08/2020 00:00:20 | Tópico: Poemas


Sendo pedra a poesia,
vou afiando minha rima,
navalhando tua falta
Que me preenche inteiro.

Tendo por inimiga
a eterna morte e a breve vida,
vou me camuflando
e habitando outro mundo.

Tendo a poesia na minha cama,
mas sendo pedra a poesia,
vou adulterando -
por agora, outra sussurra
no meu ouvido.



Este texto vem de Luso-Poemas
https://www.luso-poemas.net

Pode visualizá-lo seguindo este link:
https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=352632