O TEMPO (SONETO)

Data 03/12/2024 22:47:21 | Tópico: Poemas

Em medos vãos, o tempo jaz, guardado,
persiste e turva a vista do presente.
Enquanto a alma, errante e impaciente,
revive cada instante, já passado.

O futuro, mistério não chamado,
projeta suas sombras, torna pungente.
E entre o amanhã e o ontem, eternamente,
o agora segue abandonado.

Como viver o instante que não dura,
quando a memória e a ânsia, em seus extremos,
disputam nossa frágil criatura?

No presente que somos, e que temos.
Mas, preso entre o sonho e a amargura,
o hoje é real, não o desperdicemos.


Este texto vem de Luso-Poemas
https://www.luso-poemas.net

Pode visualizá-lo seguindo este link:
https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=375737