A primeira vez - ler ouvindo say you, say me de Lionel Ritchie

Data 10/01/2026 14:20:18 | Tópico: Textos -> Amor

Samedi, 10
A PRIMEIRA VEZ
A primeira vez que fomos juntos a praia da Raposa, levei um baseado pronto na mochila dela. E quando ficamos bem isolados e afastados, cercado apenas pelas dunas de areia, as ondas quebrando e mar enchendo e então ela desnudou-se, tirando o vestido, fiquei quase louco quando me deparei com a branquidão de seu corpo bem delineado – Dei-lhe uma rasteira, deitando-a na areia e jogando-me sobre ela, a visão estonteante de um sonho diáfano – a pele branquíssima contida apenas pelo soutien e a tanga, ambos pretos enlouqueciam-me. Estava na pedra mais de um ano, desde que me separei da minha prima chifreira – mas ela me conteve confessando que ainda não estava preparada para o amor, também muitos anos desde o falecimento do seu namorado, precisava de um tempo para se recompor – baixou de vez o meu tesão, sentei-me ao seu lado e para consolar-me acendi o baseado e fiquei contemplando a branquidão de seu belo corpo deitada por quase duas horas. Depois fomos almoçar numa típica e rustica cabana de um pescador – um bom cozido de pescada fresca, pescado ainda cedo ali mesmo a nossa frente pelo dono da cabana. O nosso idílio e ali ficamos entrelaçados sem nada dizer, apenas nossos olhos se comunicavam apaixonadamente até o por do sol quando retornamos a civilização.
“A primeira vez” é para ser lido ouvindo “say you, say me” de Lionel Ritchie
Estou exaurido, acabei de escrever um pequeno conto baseado em um fato real que aconteceu comigo no final de 1989.
O tempo corrompe e corrói o meu combalido corpo e a minha conturbada mente – que Deus me livre e guarde de uma cirurgia de próstata – prefiro uma boa morte a ser cortado.
Fechei a oficina as nove e fui consultar my english teacher, Val’s brother no Market da Vila Embratel – como escrever a musica de Lionel Ritchie.
No Comandante Lasierra, ocupadíssimo vendendo o Maracap novo pelo celular, não foi a festa de São Gonçalo no Mundé ontem a noite, organizado por Juvan, onde entrevistaria um professor muito conceituado da UFMA para seu programa “Voz Vicentina” amanhã ao meio dia na Educadora FM.
Ouço Sister Rosetta Tharpe, uma perola do musical gospel americana dos anos 50 que achei aleatoriamente e releio “Serafim Ponte Grande” do grande Mario de Andrade, o homem do Pau-Brasil.






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