
Fragmentos de névoa
Data 15/01/2026 15:08:22 | Tópico: Poemas -> Reflexão
| A razão... Um rio que não sabe seu leito, Mas corre sem pressa, sem pausa, Entre espelhos partidos E sombras que não se reconhecem. É um sussurro geométrico Num salão de ecos líquidos, Onde cada passo é um risco E cada linha, um voo contido. Anda com asas feitas de vidro, Tateia o invisível com dedos de ideia, E desconfia das certezas Como quem desconfia da luz: Tão clara… que cega. Ela gira no eixo do indizível, Fala em silêncios polidos, E escolhe o rumo Com bússolas que flutuam Num mar sem Norte. Às vezes, É só um ponto imóvel no centro da vertigem Não sente, mas pressente. Não sonha, mas desenha o contorno do sonho Com régua de névoa. E segue, Mesmo sem saber se existe Além do pensamento que a pensa. Poema: Odair José, Poeta Cacerense www.odairpoetacacerense.blogspot.com
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