
MANIFESTO MULTICULTURAL EM REPÚDIO À MINHA INEXPRESSÃO DE HOJE.
Data 23/01/2026 02:49:25 | Tópico: Artigos
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MANIFESTO MULTICULTURAL EM REPÚDIO À MINHA INEXPRESSÃO DE HOJE.
Tantos e tantos poetas espalhados pelo globo. Uns, ali no Oriente. Outros, ali no Ocidente. Sei lá, nas três Américas... Uns, na Europa. Outros, na África esquecida. Até na Oceania tem poetas menores, maiores. Poetas de várias classes sociais em seu país, em seu estado, cidade, província, vila, etc. Poetas aqui do meu bairro ou de um bairro a milhares de quilômetros. Poetas marginais e marginalizados, famosos e simples desconhecidos, sim, aqueles que só rabiscam seus estados d'alma em papeizinhos de caderno, de pão; aqueles que ainda não têm acesso a ferramentas de comunicação modernas e, em seus devidos idiomas, talvez, neste minuto, estejam mandando mensagens a quem interessar possa, isso é, caso não façam uma bolinha de papel e joguem no cesto de lixo. Quem se importa?
Estou aqui digitando com tanta facilidade que poderia escrever dia e noite sem parar. E daí? Será que escreveria algo de proveitoso, algo que satisfaria meu ego?... a ponto de sentir-me o maior poeta do mundo num só texto?... quem sabe? Quem sabe se alguém, em qualquer lugar, leia e diga: "Puxa, no Brasil tem gente que escreve bem", ou diga: "Esse cara de Portugal é ótimo". Penso e digo a mim mesmo: "Como é bom ter um computador".
Na verdade, creio e posso estar errado, o poeta, escritor, quando escreve não tem pátria, não tem bairrismo nem classe social e, mesmo alienado, torna-se um cidadão do mundo, um expoente a transferir para o papel, tela, o minimundo que o rodeia. Lógico que aí entram vários aspectos culturais, sociais e características individuais.
Mas, como desde cedo atrevi-me a escrever, creio que o 'dom', à necessidade de pôr pra fora - de se tornar real meus pensamentos, de outros, pra não causar até um enfarto - é inato em todos, imutável. É um dom que às vezes tento esquecê-lo, deixá-lo descansando, sei lá, numa parte do cérebro e, mesmo lutando contra, observar, absorver novas informações para novos textos.
É dura a vida de poeta. Parece fácil, mas não é. Viver dividido entre dois mundos num mundo que a razão desconhece. Viver as recordações. Viver a vida dos outros sem dela participar. Viver criando fantasias e paraísos. Viver à procura de soluções sendo alegre e triste dentro da tragicomédia com a sensatez, por que não? - virtual... que nem sempre regamos.
Como é dura a vida de poeta. Sentei-me para escrever um poema. Não consegui. Nem tentei forçar. Saiu este texto, assim, do nada! Estou realizado. Quem sabe amanhã, semana que vem... meu ecletismo se aflore.
A todos os poetas, escritores de plantão - que nesta manhã conseguiram rabiscar uns versos, cidadãos do mundo em qualquer língua e demais simpatizantes - tenham um ótimo dia!... e uma pontinha de inveja já que a inspiração... onde ela está mesmo?
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