
Ensina-me o Caminho
Data 09/02/2026 00:40:57 | Tópico: Poemas
| Ensina-me o caminho, Pois sinto-me só, Já nada me satisfaz, Continuo, Sem rumo.
Dizias, Que era como se, Te afagasse a alma, A cada vez, Que um dedo meu, Se deitava sobre, Cada tecla, Daquele velho Piano.
E tu, Em surdina começavas, A trautear a melodia, Acompanhando, Cada tecla dedilhada.
Para mim, A tua voz, Quando trauteavas, Arrepiava-me.
Era como se a tua voz, Se perlongasse para além da Via-Láctea, A uma velocidade… Ainda não inventada, E ecoasse… No infinito do Universo,
Era como, Um desafio… A todas as leis da física, E num Zeptosegundo, E vinhas por de trás, Abraçavas o eco da tua voz, Viajando por mundos, Que eu nunca conheci, Para depois voltares, Ao ponto de partida.
Peço-te… Sê o meu abrigo, Durante a noite quente, E o dia gelado.
Vem meu amor, Na forma, De quem queiras, Vem, Como sempre vinhas, Como se nada existisse, Para além deste, Porto seguro.
Era para mim, Que corrias, Eu era, O teu complemento direto, Mas que perfeito.
Ainda hoje, Não encontro palavras, Que definam, Este sentimento tão belo, E tão profundo, Que me ensinaste, No silêncio… A sentir… O que não se vê!
E é… Nesse silêncio, Que encontro a tua voz, E é nesse vazio, Que sinto sempre a tua presença.
E é nesse silêncio, Nesse amor, Que encontro, A minha verdade.
Diogo Cosmo ∞ 19:11 02-02-2026 Algés, Oeiras
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