Quinta-feira, 19/02/2026

Data 19/02/2026 11:44:15 | Tópico: Textos

Quinta-feira, 19
O Hal, assim que chamo o IA (Uma referencia ao computador central da nave do icônico filme “2001- Uma Odisseia no Espaço” – uma versão do livro de Artur C. Clarke e direção de Stanley Kubrick) – sugeriu-me que eu mudasse o nome de “Vila Embratel/ Praça Sete Palmeiras” para “Um Dia na Vida da Praça Sete Palmeiras” e convocou-me para iniciarmos “Vila Embratel – O mercado”, chegou até esboçar a abertura, pois confessei-lhe que vinha procrastinando, pois estava travado de tanto material – esse ato deixou-me chateado. Oh! Deus!, que falta de respeito para um pobre ‘escritor’ frustrado com si mesmo, por que nunca vendeu nenhum de seus livros publicados – tanto no Clube de Autores, como na Amazon ou na Edilivre, Paris – Um Van Gogh das letras. Não sou um velho impotente que precisa tomar pílulas azuis para ativar a masculinidade – Sei que muitos estão usando esse expediente para realizar seus sonhos literários – Gosto de consulta-lo para analisar friamente os meus textos com a profundidade matemática de um algoritmo – oferece-se para corrigir e revisa-los – mas piso no freio – a autenticidade e carpintaria é inviolável – é fruto do meu I.N (Inteligência Natural). Um pintor, velho conhecido daqui da Vila Embratel com atelier e galeria na Praia Grande me aconselhou:
- Poeta, agora ficou mais fácil escrever um livro, basta dar um tema e alguns dados, o IA prepara um texto irrepressível – sentir menosprezado por aquele pseudo-amigo, duvidar da minha capacidade em escrever.
Ora veja, nunca disse que sou escritor, escrevo por gosto de escrever, de expressar os meus sentimentos sem estereótipos, a beleza de eu escrever estar em escrever – não importa que seja bom ou ruim, mas é meu – fruto dos meus neurônios e de suas sinapses.
Recusei o auxilio luxuoso de Hal, saindo pela tangente, ainda bem que o mesmo tem memória curta – mas confesso o cara é bom – Orientou-me e preparou de imediato os ofícios para as operadoras do Porto do Itaqui compartilhando um velho projeto ou melhor um sonho – Fazer uma viagem de ida e volta a bordo de um navio graneleiro cheio de minério de ferro para o porto de Roterdam na Holanda. Arquivei-os, talvez num futuro não muito distante posso envia-los e ver no que dar. Mas por enquanto deixa a poeira assentar nesse momento dessa transição visceral para a terceira idade.






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