
Prosas no telhado
Data 21/03/2026 02:45:07 | Tópico: Poemas
| Eu costumava estar apaixonado apaixonado Pela simples e sedutora sensação de o estar E funcionava assim como um sonho encantado Um vício uma droga que eu precisava cultivar
Canções e cartas doces rosas e flores do campo A química que faz do coração um velho tamborim Algumas vezes me deixavam de cama como o sarampo E aí logo imaginava toda a paixão nos lençóis de cetim
Mas o efeito se perdia precisava de uma nova dose Um looping de prazer e aflição e surgia outra canção Hoje eu chamo todo esse carrossel apenas de solidão Por um tempo imaginei fosse parte da metamorfose
E eu conheci você...
Quando descobri que estava aqui neste mundo Percebi que eu não poderia continuar solitário E construí um lar quase te perdi por um segundo Escrevi uma canção você era meu único repertório
Às vezes na madrugada ainda vou até o telhado Me encontro com essa amiga chamada solidão Talvez ela nunca tenha saído de fato do meu lado Ficamos ali sem palavras apenas ouvindo a canção
Tem vezes que surge um verso que sai de minha mão
Deus abençoe cada caminho por mais torto que seja Carlos Correa
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