E é preciso a liberdade é preciso aceitar É preciso a diferença o amor a amizade E o compromisso da comunhão, é preciso. E é preciso comunicar, falar olhos nos olhos. É preciso despir a panóplia do pensamento obscuro E é preciso o precipício o escuro Para se alcançar as asas do saber, é preciso Para se compreender para se colher A seiva fértil da planta, o viço da verdade.
E é preciso ser livre é preciso dizer basta Sentir na pele os olhos da fome, na boca do pobre. E é preciso quebrar, derrubar muros ignotos. E é preciso a raiva os dentes, e o tiro certeiro Contra o freio do silêncio, no focinho da palavra. É preciso dizer Não, à vontade submissa e escrava, De demónios, deuses e semideuses mortos. E é preciso expulsar é preciso rasgar Do corpo do Homem, o Humano Fato, que o cobre.
É preciso morrer por sobre o cadáver antigo. É preciso a semente é preciso a flor A água o pólen, na asa do colibri. É preciso a rosa, que é prosa nascida da terra. E é preciso ainda, que tragas nos lábios, O fruto a criança, a árvore dos sábios. É preciso a vida, agora de repente, aqui, De graça, cuspindo longe a vil mordaça Contra o espelho oblíquo do terror.
Jorge Humberto (In Fotogravuras II)
Pus como poema: Texto "não" Polémico, porque, os jovens de hoje, precisam de abrir os olhos para a realidade das coisas da vida, e, não aquela Geração, de jogos de vídeo, que lhes retira qualquer noção da realidade que os rodeia, Acho que defeni bem: algo em desfavor, peço que me aclarem para o meu correio electrónico. Obrigada
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