Arrebol (164ª Poesia de um Canalha)

Data 14/04/2026 07:51:32 | Tópico: Poemas

Quantas vezes o silêncio diz tanto
E o orgulho fere a gente de morte
Dia sim ou não, talvez seja assim
Pinta céus de estrelas num pranto
Preg'as mãos na cruz em cor forte
E canta esse teu fado só para mim

Quantas vezes o silêncio é distante
Se contorce pelas avulsas palavras
Parte sem volta e esquece sem dor
Desse calor a esfriar num instante
Dessa terra que docemente lavras
E semeias quando gritas por amor

Quantas vezes o silêncio foi fome
Das tuas mãos ali olhos nos olhos
No chamego destas, saltimbancas
No breve aperto que lhe consome
As horas gastas de tempos velhos
Fazem negras duas almas brancas


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