Tempestade

Data 22/04/2026 15:12:16 | Tópico: Poemas



a névoa pairava
distinta ao olhar
no júbilo de começar a levantar pó
eu ali
ao meio de um oásis fingido
palmo quente de azul encimado
prenúncio de tempestade
a assobiar ao céu

num rompante
umas asas circundavam-me
anjo de ventos em fúria
nata intempestiva
a interceptar-me no plano

era já eixo da cónica invertida
espiralado no corrupio
vivo
em roda-vida
quase a morrer da vertigem
eu
pássaro depenado em pleno voo

e do alto
antes da morte
eu juro que vi
o olho do furacão
tinha um brilho de faíscas
a consumir-me
nas chuvas


22-04-2026




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