"Ela devia morrer um dia. Haveria um tempo para essa palavra. Amanhã... e amanhã... e amanhã... Deslizam nesse pobre desenrolar de dia a dia até a última sílaba do registro dos tempos e todos os nossos ontens iluminaram para os tolos o caminho até o pó da morte. Apaga-te... apaga-te breve vela! A vida nada mais é que uma sombra que anda... um pobre ator que se pavoneia e se agita durante sua hora no palco e depois não é mais ouvido. É uma estória contada por um idiota cheia de som e fúria que nada significa. Nada!
(Macbeth)
Impreciso, esse culto inventado e sem nomes Auxiliado pelos ossos de palavras revestidas Mentiras, somente. Apenas um ecos e fome Quando o inferno bater, quando chover em vida
E todas as possibilidades estarão em frente E todos os lados, em pecados transparentes Já não valem os meios de tanto insistir
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Não é sonho vestido de névoas brancas Ou um quadro solto que perdeu-se do mar Uma palavra que, não dita, seria branda E agora nem comprime o meu conto de tentar
Era seda, era linho descido em corpos nus Na morada de um dia inteiro que já pretendi Um ensaio de peças que não terminam, supus E agora nem valem as cortinas que caem aqui
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Amanhã, quando abrirem, os seus olhos Quando o retrato de uma cena se perder Na memória em erro, deslocada, sem espólios Não ensaie a peça que perdi e pedi pra você
Não perceba meus atos de fogo em ascensão Na estória que nunca disse, própria indecência Era pra ser um lado só, um corte e uma mão
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Ilusão de hora tardia Completa o tolo olhar Na intenção que me séria No intrépido conto de ar