ó verdes trilhas das campinas e alheios as sinas a gente corria com os pardais pra solver as águas das minas e nadar como peixes na chuva nas piscinas
ó saudade bandida minha vida colorida desde então se desfez
já não posso ingênuo tocar-te a tez
dói-me mais esta ferida da antiga perdida pequenez
ó brejos do meu pé de serra hoje em mim se encerra toda ingênua altivez, quero inda ver o barro sentir o aroma das brumas tocar a menina miudinha fruto da terra que mulher se fez
a minha voz daqui berra o canto-desencanto e em acalanto vem lá a chuva do pranto inundar meus olhos cansados a tantos brados
hoje apenas sorrio como o namorado da etapa envelhecida ainda dia a dia comigo de bom grado tão cortês resumo e resumo já meu sumo vem e deságua em fluidez
às campinas às trilhas às piscinas
aos moleques serelepes às meninas e você tão engraçadinha pobrezinha coradinha pezinhos barrentos cabelinhos aos ventos no vestidinho de chita de mês a mês
me chamando 'vem vem sou sua rainha do inicío ao fim do livro'
lembrança do aquando da felicidade prisioneira: nosso mundo novo num cenário montês
mas vem, venha querida amor único da minha vida venha sentir as maravilhas as verdes trilhas estou entre as árvores ao teu alcance te esperando a milhas e milhas em cima das forquilhas se em festança ainda me vês'
ó lembrança comigo nasceste criança envolva-me em teus braços, se viver e morrer ora digo e até meu findo suspiro flertarei co'a plácida esperança morrendo contigo
(Rehgge, 1982)
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