
O mundo do sr. Con - Quinta-feira, 07/04/26
Data 09/05/2026 12:54:11 | Tópico: Textos
| Quinta-feira, 07 - Nesse momento difícil da vida, temos que ajudar os nossos parceiros – assim falou Gordilho a caminho do mercado comprar a ‘picanha’(prometida por Papai Lula) no frigorifico de Zé Branquinho, o barão da feira e um dos próceres bolsonarista ao lado do sr. Fox e outros ‘patriotas’. Manelão gigando de um lado para outro como um navio em mar revolto pitava poeticamente um ‘carêta’ – trabalhava com o irmão numa eletrônica dentro do mercado, ao lado do “Bom Sapateiro” do finado e saudoso mestre Oswaldo – na mesma sequência a escritório da administração e os banheiros públicos – masculino e feminino – a joia da coroa, sempre limpos e asseados – um trabalho hercúleo do zelador Mestre Nezinho, velho parceiro do poeta de longas datas. Lendo Llosa, lembrei-me do meu amigo Jonildo Barbosa, o bossa – nunca fui chegado ao teatro, a literatura sempre reinou sobre mim, mas abri duas exceções para assisti duas peças dele – A primeira encenada no teatro do Colegio Marista – “Vitimas ou agressores” em 1978 e “Quem tem medo de Zé Babão” no Teatro Artur Azevedo – dois anos depois. Foi ele que me enturmou no Grupo de Jovens da Igreja do Desterro, designando-me para o departamento de comunicação, onde criamos um jornal mimeografado “Folha do Desterro” e depois “O Desterro” – ainda tiramos oito edições. Teve uma peça classificada e encenada num Festival de teatro de Curitiba em 1980. Mas seguiu a carreira burocrática e segura de escriturário da Caixa Econômica. Gente finíssima e bem educado. O nosso primeiro encontro foi na saída do Artur Azevedo do show de “Boca de Lobo” de Sergio Habibe em 1978 – ficamos conversando até de madrugada no Largo do Carmo em frente a Igreja – foi uma epifania maravilhosa conhece-lo – teatrólogo Jonildo – desde então nos tornamos amigos até seu falecimento prematuro. Estou sonolento nesta final de manhã – as pálpebras pesam sobre os meus cansados olhos. Não dormi quase nada. Deitei-me as dez, depois da “Voz do Brasil” e despertei duas horas da madruga – dai não consegui pegar o sono, levantava, andava pelo quarto, tente ler Llosa, mas não deu, deitei-me e fiquei nessa inquietação dos diabos até as cinco horas. Acho para reativar-me uma dose no Lasierra cai bem. Cleyson apareceu no final do expediente, quando conversava com Dezão e louco para ler Llosa, mas os caras encarnaram até eu fechar.
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