"Porque jamais esquecerei, e ela me comove, (...), quando no mundo, uma vez por outra, me ensináveis como o homem se torna eterno."
(Inferno) Dante Alighieri
dos instantes...
a arder em sopros ralos de um vago coração na doce memória provocada hora ou outra a compilar o que despir, o que te ilustra na parede mais funda em que ali houver deste quarto apreendido rogo o nada de minhas chaves e dali não saio e dali hoje, você também não...
mas espelha o atroz comedido...
e não espera a magoa de amanhecer nestes lençóis encardidos de pureza onde te deve encontrar o preço, que lhe cobra o vender do teu olhar atrevendo tuas folhas, ora tenras, a inesperada fuga emancipada d'onde caem as tuas tolas, mas imprecisas, devoradas frações dos meus brilhos quais destes pago, com a pena libertina do amor que te subtrai...
ora vejam, a lufada néscia de ar... qual ronda em arrastos deferidos, à complementação récem-adquirida em pilhagens, ao redor da caça...