indecente

Data 02/06/2026 02:32:54 | Tópico: Poemas

carnália..

da pura sede por enredo e fim
ao momento lépido das culpas de mim
ao enunciado e corpo-caso de prévias
quais chamas agrilhoadas em peça

carnália..

minha carta desviada por intenção
assassínio veto que te comparei, é possível?
tal providência à margem de ata-criação
tal elemento evasivo ao que não me é por líbido..

carnália..

minha lenda de rendas e actos do corpo
tropo.. mentira e conselho dos olhos, e aqui
misantropo enleio de guardar-te aos poucos
oh, coloração da pele que tanto/tanto é de ti..

carnália..

prega-me à estaca que te ofereço
mata-me em noites infindas e das quais, esqueço
um.. lado desvio inoportuno conto de sinais
ah, eu.. deitaria o sol pra te ver(um quanto) mais..


carnália..

baixa a minha lâmina
segreda aos ouvidos, dor..
carnália, me acalma, me ama
ou:



dá-me fome(da) pétala do ventre que te roubou.



Este texto vem de Luso-Poemas
https://www.luso-poemas.net

Pode visualizá-lo seguindo este link:
https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=384117