LABIRINTO

Data 04/06/2026 15:54:06 | Tópico: Sonetos

LABIRINTO

Um beco desemboca n'outro beco
Até topar parede: Sem saída!
Assim parece ser a própria vida,
Quando face ao abismo responde o eco...

Sem embargo, perscruto d'olhar seco
Cada desilusão aborrecida
Ao contemplar ao fim de tanta lida
Toda a sorte de caco, entulho e treco.

Se eu, por tentativa e erro, sigo em frente
É que estou d'algum modo indiferente,
À dureza das pedras das muralhas.

Prossigo porque sei o que m'espera.
Sem mais sabedoria nem quimera,
Eu vou tal como vai qualquer canalha.

Betim - 03 06 2026


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