"(...)Toma-me pelo instrumento que melhor te agrade e por muito que me dedilhes, posso garantir-te que não conseguirás tirar qualquer som de mim(...)"
(Hamlet) Ato III, Cena II
Passagem de olhos devolvidos e opacos Indelével é o semblante desse breve inflar Em tempos dos espectros cadentes e ofuscados Ela não me voltou e agora não posso esperar
Todo esse tempo versado, toda essa virtude Quando vi os meus ensaios de pedra ruirem Assim, em contagem da pele do tanto que pude Mesmo que fossem cortes que nem existissem
Ainda sangra e ainda me sabe sob escombros Campos onde a guerra sem fim, me atravessa Tão cedo pra me deixar morrer nesses sonhos
Tão tarde pra descer e pedir que ela voltasse Uma imprecisão de um minuto, sem pressa Ensaio de cair mil vezes, tela fria em disfarce