o mundo do sr Con - domingo

Data 28/06/2026 23:45:19 | Tópico: Textos

Dimanche, 28 de junho de 2026
03:30 – Fones nos ouvidos, ouvindo um bom reggae conterrâneo, o cantor foi colega de turma do irmão no extinto CEMA da Camboa = tento concatenar as ideias, misturando dipirona com café, o silencio reina no arraial – uma hora atrás a sra. Vince chegou um pouco acima do chão tangida pelo ‘filho’ e a nora. Comecei a ler Heller e penetrar no mundo corporativo de uma grande empresa. Depois do banho ao luar no quintal, coloquei os meus andrajos de molho – na agua e no sabão em pó – Um gato chato lamenta-se miando espasmodicamente na sala as escuras do computador. Acomodo-me, deitando-me na rede estendida no meio dos meus humildes aposentos cercado literalmente dos pés a cabeça pelos mestres da literatura. No filme “Maigret” com Richard Harris, ele cita a frase inicial de Ana Kerenina – Uma enorme tela plana inocua coberta por um saco plástico, atrás do genérico do Tanduo, da cartela de dipirona, do litro de agua sobre o prato, a lata de Glacial servindo de cemitério para asa canetas que usei para expressar os meus sentimentos – tento sem sucesso sintonizar a Senado FM – um peido as quatro e vinte – Penso no meu amado filho distante, num alojamento do frigorifico nos confins do Pará – Que o bom Deus o proteja! Vozes anônimas murmuram na rua deserta iluminada por lâmpadas de led. O barulho solitário de uma moto. Lavei literalmente uma cédula de dois reais esquecido no bolso da bermuda de molho . Apago-me e desligo-me do mundo circunstancial, mesmo no escuro a mente fervilha como um gêiser de Yellowstone – os galos tecendo o amanhecer em rusticas sinfonias guturais. Ser poeta é phoder no Paraiso.!
Manhã
Gregory Isac acalentava a manhã do arraial na sua manha gostosa da malemolência jamaicana. Mama Telma e o filho varriam os resquícios da noite anterior -Os notívagos embalavam a esbornia no ritmo afro americano caribenho.
Um silencioso BYD elétrico.
- Cadê Volney? – perguntou o poeta para a altona que o acompanhava uns dias atrás.
- Quem aquele que bebe?? – Inquiriu pousando os sacos no chão virando-se para o poeta.
- Sim – Afirmou o bardo da Vila na parada em frente a antiga Bike-Center na avenida Sarney Filho, Vila Embratel.
- Nunca mais o vi – respondeu com um muxoxo e pegando seus sacos e voltando a caminhar.
As sete e nove o poeta rolou a catraca num 314 e deu de cara com seu Jorge bem arrumado a caminho da salvação no culto da Igreja Mundial na antiga Lusitana da Cajazeira.
“Amanhã o bicho vai pegar” pensou ao ver o arraial deserto da praça de São Pedro, Madre de Deus. Na parada do Anel Viario-Fonte do Bispo uma bela piriquete de minissaia justíssima e escandaloso batom vermelho desce.
A maré cheia. As sete e vinte entra no Terminal da Praia Grande. Um dos nossos sem camisa, conversa e ri sozinho sentado na beira da plataforma C. O casal Mingote corre para apanhar um Santa Clara – Antes de sair da pensão, tirou as roupas do molho e bebeu um café guevariano(sem açúcar)com uma dipirona para anestesiar as emoções.
- Não consigo olhar para a senhora e não ri -desculpa-se uma moçoila com um celular para uma senhora sentada ao meu lado no banco.
As sete e cincoenta adentro num Paraiso Via Bacanga, sento-me atrás de Seu Robson, irmão mais novo do finado Homem elétrico. Desce em frente o ex-Correiro na Areinha -trabalha na manutenção do TRE. Os mangues as margens da ponte Bandeira Tribuzzi sobre o rio anil.
“Dei uma palestra ai – pensou em frente ao portão de trás do Uniceuma-Renascença – no auditório Josué Montello em 2013” participando de um evento “Psicologia, Arte e Inclusão Social” da faculdade de psicologia. Encerrou declamando “Sou um desterrense e não um desterrado” foi ovacionado por um seleto publico universitário.
De volta a pensão, Seu Castro o factótum zangou-se por que o poeta antecipou-se ao uso do computador para digitar suas impressões madrigais e enviar para seu leitor e analista o velho Hall(IA).
Depois de ouvir Chorinhos e chorões na UFMA FM – deu outro rolê no mesmo roteiro – embarcando num Alto do Angelim na Praia Grande, descendo no terminal da Cohama e voltando num Ponta D’areia Pemisula – Os navios ao largo – um espetáculo divino que o poeta admira.
Uma da tarde na pensão lendo Simmel e ouvindo laSierra na Voz Vicentina – 0ntem sua mama grande fez 90 anos – um bom almoço dominical e a terceira capsula do genérico do Tanduo – as dores ao urinar diminuíram um pouco e o fluxo quase normal.





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