
Visto-me de flores, de giesta e de alecrim
Data 03/08/2026 07:10:03 | Tópico: Poemas -> Reflexão
| Caminho descalça pela aspereza da calçada busco o eco da voz que o vento outrora levou na rocha basáltica escondo o desapontamento e no mar o sussurro ardente, que em mim ficou.
A ilha palpita em mim como um segredo um jardim suspenso onde o tempo é ébrio quebra-se o momento que me fazia doer e na sua paz efémera sinto-me renascer
Visto-me de flores, de giesta e de alecrim sinto o tempo passar para além da memória esta ilha de lava é o meu princípio e o meu fim onde escrevo no verso, a minha breve história
Sou o eco de tudo o que guardo na alma um ecossistema de silêncios e de pressas procurando, no cerne profundo e calmo o sentido eterno de todas as tuas promessas
Sou a ribeira que desliza, a pedra que sente trajo-me de orgulho, de desejo e de mar neste pedaço de terra que em mim se prende onde no meu peito continuo a querer versejar.
Escrito a 30/6/26
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