
Omundo do sr. Con - dimanche matin, 12
Data 12/07/2026 17:46:30 | Tópico: Textos
| Samedi nuit - Lavou a minha alma, besta. Tirou o meu Brasil, agora é a vez de vocês – comemorava a sra. Vince a derrota da Noruega. “A banda” um filme árabe-israelense muito bom. Dimanche matin, 12 de julho de 2026 Despois que a maré seca, as garças chegam uma a uma e começam a mariscar na lama úmida do rio Anil. Há varias igrejas na cidade, muitas que nunca entrei como essa de São Francisco no São Francisco e a do Anil. Ponto final do Santa Rosa – uma pracinha, três trailer de lanches fechadas, um irmãozinho dorme tranquilo no banco de concreto com encosto. O motora sai imprensando-se na porta dianteira, deixando o motor funcionando. Frutinhas no chão, passarinhos em algaravias. Ônibus de outras linhas da área do turu passam por aqui. O motora retorna e entra, fico de stand bye, ficando de pé na calçada. Um Solemar no sentido inverso. A porta dianteira aberta, ele entra, rola a catraca e senta-se do mesmo lado. Mas frente um Habitacional Turu. 09:33 – No tranquilo Terminal da Cohama – esvaziou a bexiga e bebeu agua da torneira da pia do banheiro masculino. Antes de sair, apanhou os pães na Renascer da praça das Sete Palmeiras, Vila Embratel. Ainda os resquícios do arraial. Ontem os garis da prefeitura lutaram para ajuntar as palhas dispersas e coloca-las numa caçamba atravessada na rua 17. Cartazes nas pilastras – contratando motoristas de ônibus para a Primor e a TCM. Um café reforçado por dois sandubas do bife de ontem. 10:20 – Novamente no terminal da Cohama, após um passeio no ônibus Aririzal sem pit-stop, passando em frente do mercado da Vicente Fialho, de onde seu Jojó veio corrido depois de dar varias facadas num negão, morador da mesma kitinete. Seu Jorlene, o mais sério dos três heterônimos, não brinca em serviço e nem leva almoço pra janta, desrespeitou o pau quebra. Um papai com dois filhotes, uma menina e um menino este colo. De volta do banheiro, o mesmo ritual -urinar e beber água. - Olha o cremozinho! Olha o cremozinho! -apregou um senhor. No mirante da litorânea – ao lado do antigo Hotel Quatro Rodas – uma vista panorâmica. Peguei um Península e desci um pouco acima. Dei uma pequena pernada e aqui estou deslumbrado contemplando os gigantes fundeados ao largo, todos de proa para o oceano. Desço o mirante. Na praia do Calhau. O vento salgado bafeja o meu rosto. Uns bacanas passeando de quadriciclos na faixa de areia. Atravesso uma passarela ao lado da antiga ponte e paro no primeiro ponto de ônibus que encontro. Um som bate estaca vem dos bares perto e o cheirinho enjoada da lixeira. 12:16 – Terminal da Praia Grande. Entrando de cabeça no drama policiesco da francesa Irène Frain – muito bom. Um pancadão na outra plataforma. 12:50 – Sentado confortavelmente na cadeira de macarrão em frente a lojinha de K.B.Ludo ou “Cabelo de Femea” como nomeou o fulero do peixeiro Lucas. O sarja Leon capando o gato, depois do ‘bico’ na área. Em frente ao Buteco Terapia da esposa do mestre Soraia – O mestre Zeno dar o seu show de dança, arrochando um arrocha, só no sapatinho. O compadre compra um litro do Guaraná Antártica e distribui, bem geladinho. Ele convidou o poeta para beberem uma cerveja, o poeta recusou. O poeta se conhece, se mela a boca com uma cerveja, vai querer beber todas e emendar num abuso só. - A letra do poeta é bonita! Elogia Arielle, filha do barão dos barões dos imóveis. A coreografia zenoniana é pura criatividade etílica.
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