
O mundo do sr. Con- Monday, 13/07/2026
Data 13/07/2026 20:24:10 | Tópico: Textos
| Dimanche nuit Mesmo sentindo-se mal, o poeta resolveu sair no finalzinho da tarde. Espirrava, tossia e sentia-se levemente febril – lembrou-se de Gordilho e suas pílulas. Antes passou na casa do poeta Janaike que não se encontrava, mas deixou o livro “Monumento ao Desejo” com a lourinha sobrinha dele. Gordilho também saíra, fora para o templo arrumar o som. Que o atendeu foi a sua irmãzinha, Bru que encontrava-se deitada no sofá. Pediu um Gripagil, ela foi ao comercio e trouxe duas capsulas – Tomou logo uma e subiu para apanhar qualquer ônibus lá na parada em frente ao bar de D.Antonia – antigo Walter’s Grate. Pegou o primeiro que passou, um 314-Vila Embratel. Deu uma volta no centro e sem descer voltou no mesmo. Jantou -arroz, macarrão, feijão e estalou um ovo – no almoço foi carne de panela, torta de carne, cuxá. Monday, 13 de julho de 2026 Vamos assentar as ideias. O barulho dos ferrolhos e abrindo o portão do salão do barbeiro vizinho. Gordilho abriu uma banda da janela como faz todas as manhãs, deixando o poeta contente. Pousou Irène Frain sobre a mesinha e apanhou a caneca – Hora do cufé! Seu Rorré trouxe-lhe uma pão com ovo do Popular, no exato momento que o mesmo degustava o seu cufé (café) com os pães da Renascer e conversava com D.Paul – ex-tecnico dos transmissores da extinta Mirante AM, agora dar plantão nos prédios de Papai Sarney na Penisula – sobre politica. - Esse santo quer reza – disse o poeta desconfiado. D.Paul saiu fora. O velho Seu Rorré, sessentão, ex- morador de rua, crakeiro – um exemplo vivo que todos tem salvação. Oito abstêmio. Com segundas intensões vai comprar uma tinta para pintar um pé de maquina de costura de uma senhora. - Cadê aquele negão, vigilante, fritão? Perguntou em pé, andando de um lado para outro. -Quem Black? – ele assentiu com a cabeça – Morreu. - Não brinca? Eu não sabia, isso foi quando? - Vai fazer quase um ano. E o poeta narrou-lhe o ultimo dia, era um sábado pela manhã, quando veio buscar uma camisa que deixaram para ele, depois de cheira-la reclamou a sua maneira: - Tá fedendo a macaco – e a deixou pendurada no mesmo lugar que ainda se encontra. Saiu dizendo que iria fazer um bico e por lá sentiu-se muito mal, chamaram o SAMU e levaram para o SOCORRÂO e lá faleceu repentinamente. Na segunda, o poeta deu de cara com essa trágica noticia inesperada. O velho Black dançou sem musica – deixando oito filhos, entre elas as suas duas caçulinhas que o amavam demais, sempre vinham passar uns dias com o mestre. Um encontro em 2014, talvez agosto: “Oh meu guru! Saudou-me o neto de dona Eusebia, um negão varapau, manhoso todo com passagem pela baixada fluminense, São João do Meriti e o Complexo do Alemão” – Extra, março de 2016 – Tuberculose, XVI Seu Rosivaldo, ex-camelô das travessas da rua grande, pagou a colônia de pescadores, mas o nome não estava cadastrado no Ministério da Pesca – resultado nunca recebeu o auxilio defeso. Mas tudo bem, tem o barraco e é como o poeta, beneficiário da bolsa de Papai Lula. É um dos primeiros a chegar na fila do Popular. - Você foi o único homem que me fez gozar duas vezes – vangloriou o mestre Guy, foi uma lourona paraense, mãe de dois filhos e capada. Ela voltou para Belém. No meio da tarde ensolarada e abafada. Um gato esparramado de patas pro ar dormia no chão de cimento irregular a sombra do muro do fundo ao lado da casinha. Apanhou um balde com agua, banhou-se depois de uma boa e digestiva cagada. Concluiu “O Homem Fatal” de Frain e voltou a Heller “Alguma Coisa Mudou” que degusta aos poucos. Ao sair para comprar os pães uma cena top: A sra. Vince na cadeira abacial, comendo beiju com café e o olhar duro na tela plana da Tv sem imagem – igual aquela cena do Exterminador do futuro – a menina olhando para um fogo dentro do aparelho.. Sr. Com desconectou a tomada, conectando-a em seguida e segundos depois a imagem e áudio voltaram.
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