O mundo do sr. Con - Friday, 17/07/2026

Data 17/07/2026 20:17:41 | Tópico: Textos

“Arch of Triumph” – Anthony Hopkins – baseado num livro do escritor alemão Erich Maria Remarque
“Just ask for Diamont”(1988) – comedia britânica, homenageando os filmes noir de detetives dos anos 50 – baseado levemente no “Falcão Maltes”
Friday, 17 de julho de 2026
Há trinta e três anos atrás, nascia na sala de cirurgia obstetra da Maternidade Espirita do Anil, o meu amado filhote distante. Chovera de madrugada e houve muitos curtos circuitos, queimando vários aparelhos domésticos – entre eles uma televisão cabaço com controle remota que a mãe Dona Van contrabandeara do Paraguai. Fui vê-los na manhã de domingo seguinte – Uma cena inesquecível – a mãe abatida pela cesariana, arrastava-se devagar pelo longo corredor com o nosso bebezinho nos braços. A grade do portão nos separava, mas eu o toquei na cabecinha miúda enrolada nos panos. Aleluia! Aleluia! E os anjos de plantão disseram amém, acabando assim a minha agonia de pai de primeiríssima viagem. Meu filho! Feliz aniversario, meu amado filhote, que Deus continue abençoando-o. E na mente do poeta aquele estribilho do tema de abertura do icônico “Chico City” nos anos 70.
“Isso é muito bom
Isso é bom demais”
Vida longa e saúde ao meu amado pixixitinho onde ele estiver.
O barulho do carrinho de Sanantonio, o negão das polpas aproximando-se o trouxe a realidade
- Ainda tá puxando – disse o negão com sua voz estentatória de legitimo afro das antigas e extintas fazendas da baixada – Mas dá pra levar!
“Isso é muito bom
Isso é bom demais”
“Chico City” revolucionou o humorismo na televisão brasileira dos anos 70 – Um genial e jovem Chico Anisio e seus inesquecíveis personagens.
Dezão tal qual como um buda gordo, esparramado sobre o banquinho em frente a sua oficina fechada a espera do Barbeirinho. Relaxou o café no Popular para atocaiar o caboquinho que lhe prometeu um recurso.
A visão da pequena Bru, a irmã caçula de Gordilho saindo de casa, fez o poeta sentir-se como aquele lobo inesquecível da comedia “O maskara” com Jim Carrey quando viu a bela cantora interpretada por Cameron Diaz – fiiiiii, boing, boing.
O poeta permutou Joseph Haller pela maresia verborrágica de Preto Ghoëz em “Sociedade do Codigo de barras – O mundo dos mesmos” – é puro hip-hop.
- Etá! Já raspou? – Inquiriu enciumado o barbeiro vizinho do lado ao ver o poeta chegando todo tosquiado – Quem foi? Claybon?
Com dinheiro ou sem, sempre cortou na mão dele. O poeta notou que ele não gostou.
-“Isso é muito bom
Isso é bom demais”

Meio dia. O cheiro de marijuana exalando na rua. Um pixitinho, irmão de um amigo do poeta, caminhando e queimando tranquilo depois do almoço no Popular. Estamos em Amsterdam ou Nova York?
Primeiro foi Dr. Alck e sua enorme cadela rotweiller no cio contando uma historia que deixou o poeta de queixo caído e uma pulga atras da orelha – Será que é verdade?
Depois, o radical Guy e suas paixões não correspondidas. Jumar, aquele dos banhos nu revirando as sacolas de lixos da lixeira de Dona Graça, a viúva vizinha, deixando a mulher do verdureiro zangada.
Na pensão, almoçou um guisado de galinha com verdura, arroz e feijão e como sobremesa uma laranja do quintal da pensão. A laranjeira carregada, as cachopas dos frutos verdes balouçando nos galhos e as maduras caindo no chão.
O livro de Preto Ghoëz lembrava-lhe “U.S.A – 1919” do mestre americano John dos Passos, correspondente na guerra civil espanhola ao lado de Hemingway, Orwell e outros. Um pouco também de “Memoria Sentimental de João Miramar” do mestre Oswald de Andrade.
Os caçadores de pipas na rua tirando o sossego da sra. Vince, enquanto outros empinam os papagaios. E Chopin tranquilo em Nocturnes




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