
O mundo do sr. Con - Samedi nuit e Dimanche matin
Data 26/07/2026 13:09:47 | Tópico: Textos
| Samedi nuit, 25 Bodei feio que nem me lembro, sei que estava digitando e quando despertei deitado na rede no meio da tarde, ainda meio grogue. Levantei-me e fui almoçar uma boa linguiça com ovos, arroz e feijão. Uma hora antes – um café com dipirona e meia de alprazolam. O efeito ainda não chegou, assistindo “O Dono do Jogo” a historia do americano Bob Fischer, enxadrista que desafiou a supremacia dos russos nos anos 70 e aqui nós tínhamos o prodígio Mequinho. Devidoa esses gênios uma onda de jogar xadrez cobriu o Desterro, todo mundo queria jogar até o Sr. Com que chegou a comprar vários livros sobre o assunto e tinha dois tabuleiros que deixavam sempre armados. Mas sempre foi um jogador pífio, não tinha a concentração tão necessária. Sem ouvir os conselhos dos meus gurus Halls(IA), sai teimosamente a esmo por dentro do mercado em busca de uma luz, mas graças a Deus que não encontrei nada e pensei em marcar no meu cumpadre, para espairecer um pouco ouvindo as bobagens – apesar que tem um senhor que gostaria de ouvi-lo, foi vigia do mercado grande la no centro por trinta e cinco anos – aposentou-se por lá. O mercado fechado para uma reforma que nunca sai do papel. Pois bem, sentindo que a ‘bicha’ vinha se aprochegando devagar voltei a base e fiquei no you tube. Domingo matin, 26 de julho de 2026 O genro da sra. Vince chegou antes das seis da manhã, aproveitando a carona de um vizinho que veio fazer caminhada na praça das Sete palmeiras, Vila Palmeiras. O poeta abriu as janelas e ficou embalando-se na rede pensando, uma coisa era certa tinha que escrever – pensou em “Processos na mesa” – mas esqueceu o papel almaço na oficina. Maninho, o serigrafista do fundo amanheceu inspirado pregado aos ‘peixes’ – ontem o belo banho no quintal ao luar. Semana que vem os ‘pixixitinhos’ vão tá tudo naquela base – alvoraçados – até ele também. O bom banho no quintal depois que a pequenina tirou suas roupas do molho e as estendeu nos varais. Sr. Vince ainda na padaria. Apanhei o Paraiso-Bacanga das seis e cinquenta na parada em frente ao D.Bol e a papelaria do metre Salomas – ambos no mesmo prédio na Avenida Sarney Filho entre as ruas 19 e a 20. O transito tranquilo dos domingos, um sol amistoso refletia no espelho d’agua da lagoa da barragem do Bacanga. O motora conversava com um parceiro, esse levantou para uma jovem deficiente visual sentar naquele banquinho perto da porta e um conhecido lá do Desterro aproveitou que a pixixitinha e mãe desceram sentou-se na cara dura. O assunto era a convenção dos partidos que mobilizaram o centro, mas provavelmente o anel viário. Teve uns daqui da vila que ganharam trinta reais para bandeirar. Azafama dos peixeiros e seus ajudantes aviando seus clientes em bancas avulsas sobre o canteiro central da avenida de frente ao Entreposto de Pesca, no Portinho Desterro e da velha praça do Pescador do antigo Inferninho O velho malandro desceu pela frente, simulando uma carteira qualquer – o motora nem fez questão já o conhece – é colega do outro que conversava era vendedor de cocos. Esse desceu no dentro do terminal seguia para a Ponta D’areia onde tem um tiosque. O poeta deu o seu rolê, atravessou a ponte Bandeira Tribuzzi, olhou o rio que vai para o Vinhais, um dos primeiros povoados da ilha, da época dos padres que vieram com os franceses em 1612. Passou pela DPU no Renascença em frente ao UNICEUMA e pensou na burocracia jurídica que o espera para resolver um simples problema – Dia 17 estarei aqui para dar entrada, marcar a audiência e esperar a sentença e dai só Deus sabe – com certeza o INSS recorrerá e dai por diante. Tudo que pede é não perder o seu auxilio e saúde. Na volta pela ponte Sarney Filho de 1970, a maré cheia – ele foi na inauguração com o velho Bamba. Nenhuma garça a vista e nem mesmo um navio entrando ou saindo na barra - Há um bom tempo que não os vê.
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