
Dimanche matin, 02/08/2026
Data 02/08/2026 21:12:06 | Tópico: Textos
| Dimanche matin, 02/08/2026 Mais uma vez foi comprar os pães para o sr. Vince que continua com o rosto inchado e trouxe logo os seus também. E viu equilibrando-se na folha da palmeira o casal de periquitos bem comportados, pena que não tinha um binoculo para observa-los melhor. Na parada em frente a antiga Bike Center na Avenida Sarney Filho, Vila Embratel. Seu Rossé numa lotação a caminho da salvação. - Eh! Caboco! - Daqui a quinze dias estarei aqui – pensou ao passar na entrada da rua Anapurus, Renascença – o Ceuma e do outro o prédio da DPU – Defensoria Publica da União – onde será lançado a sua sorte a favor ou contra a concessão de seu BPC/Loas. O passeio matutino, o seu rolé pela cidade – embarcou num Paraiso/Bacanga, rolou a catraca as 6:49 e foi sentar-se na antepenúltima cadeira, ao lado de um sisudo caboco de braços cruzados com o balde entre as pernas. Em frente ao Entreposto de Pesca, no canteiro central do anel viário de costa para a antiga Praça do Pescador e do extinto Inferninho no Portinho – a azafama dos peixeiro e os seus ajudantes nas suas bancas improvisadas e um burrinho atrelado na carroça. O cheiro de peixe invadiu o ônibus. O parceiro do lado pegou o balde e desceu na parada, assim como os outros – mas em frente a reta da rua Afonso Pena/Formosa – a sua de sua vida: “Deturparam a tua paz/ madeira é serrada / dia-a-dia/ Os tecelões tecem o tempo / A vida passa sem bater o ponto final. No terminal trocou de lugar e aprontou-se para a grande volta. O estacionamento da igreja de Valdomiro lotado de veículos na antiga Lusitana da Cajazeira ao lado da igreja do cunhada de Edir Macedo as moscas. As funerárias da avenida Kenedy, no anel viário debaixo das sombras no grande canteiro central em frente ao antigo Correio – um cavalo encardido e magro com as costelas a mostra pastava poeticamente. A Camboa/Liberdade – a ponte Bandeira Tribuzzi que não conheci sobre as folhas orvalhadas dos mangues. A avenida Carlos Cunha, meu padrinho literário, que fez a minha certidão de batismo poético publicado no “Estado do Maranhão” – Fui as alturas do panteão. Agora era um poeta. DE volta pela ponte Sarney, a maré cheia dava um brilho diferente, um barco a vela apoitado no meio dos encontros. Nenhuma graça das Garças brancas. Os passageiro a caminho da vila embarcam na plataforma A no terminal da Praia Grande. Na volta a visão da Igreja do Desterro no alto, fez o pelo sinal – “Rezo dia e noite / Diante de tua simbólica ! Peço a remissão dos nossos pecados / no juízo Final” – os bares do inferninho e seus habitués nos albores da esbornia – as putas, os ladrões, todos ali representado. E a lembrança ao ver capelinha do Papa João Paulo II – eu e o Dona Van vimos o papa Karol no papamóvel deslizando pelo anel viário, depois de abençoar a cidade. Momento único.
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