ÁRDUO VOO

Data 03/08/2026 14:16:12 | Tópico: Sonetos

ÁRDUO VOO

Um chão alcatifado à flor de ipê
E horas de tarde morna e modorrenta…
A língua outra palavra experimenta,
Buscando nobre rima por mercê.

Soubesse de beleza sem porquê,
Nas trilhas da chapada poeirenta,
Andaria onde o sol desorienta,
Tamanha imensidão ali se vê.

Arribação de avoantes a poesia.
Meu verso em linhas tortas principia
Até saber dizer do que senti.

Carece, pois, de alturas miradouras,
Que me revelem luzes duradouras
Nas coisas distraídas que escrevi.

Belo Horizonte - 31 06 2026



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