O mundo do sr. Con - friday 14/08/2026

Data 15/08/2026 16:49:34 | Tópico: Textos

Friday, 14 de agosto de2026
Sentado no pátio da CEMARC, Alemanha. Minutos depois no hall. Poucas pessoas. Senha 11. Os quatro encaminhamentos e vamos ver se a Deusa Sorte esteja do nosso lado, ao menos marque um. Ainda cedo, apenas sete e dezesseis – e a fila anda.
- Essa fila de espera que dói – relama uma senhora saindo da quichê 02 com os encaminhamentos na mão.
A grande poesia de ontem a tarde, o poeta sentado no trono, dando uma suave barrigada e lendo a si mesmo – uma sensação indescritível. Seu livro físico que Careca devolveu a Juvan Senior rejuvenesceu a alma poética literária dele.
07:27 – a chamada no telão: - “SENHA 11 – QUICHÊ – O4” – Entregou os quatro encaminhamentos ao rapaz do outro lado do aquário – O RG e o cartão do SUS e rezar para o algoritmo achar algo para mim. Minutos depois a Deusa ouviu as minhas preces – para o urologista dia 27 de agosto no Hospital da Mulher – Itaqui Bacanga as 16 horas – e os três fila de espera. Aleluia!
Mas de nove da manhã nos seus aposentos na Pensão Vince, Vila Embratel – Dois casais de periquitos barulhentos sobrevoavam a cúpula da biblioteca pública da Deodoro – Centro. Desceu pela rua da paz na sua própria paz urbana. Na Caixa Econômica da João Lisboa sacou de três vezes os últimos extratos de seu benefício. Na Praia Grande, o grande momento magico ouvir e ver a Banda do Bom Menino em plena evolução musical, emocionado e até lagrimejando a acompanhou pela histórica rua da Estrela, quebrando no Beco da Bosta, saindo no Anel Viário. Atravessou-a e ancorou na banca de Dona Loura em frente ao Terminal. E mais uma vez a sorte o bafejou e achou “Soberano” do escritor inglês C.J.Sansom dedicado a mestre P.D.James.
Mudei de roupa, fui apanhar os pães na padaria Renascer, no Lasierra u quatro pilhas, no Val um maço Klint e na irmãzinha do Barbeirinho uma dúzia de bananas – encafuei nos meus aposentos, deitei-me para viajar a Inglaterra de 1541 – época do temível Henrique VIII. As onze e quinze banhei-me no quintal, enverguei a farda de luta, a bermuda cor de vinho e a camisa de listinhas e a mochila nas costas;
- Tu vai para onde menino? Perguntou a sr. Vince na beira do fogão, frigindo seus peixes no óleo de Babaçu ao vê-lo saindo dos seus aposentos.
- Vou dar uma volta na cidade – informou o poeta.
Tarde – No hall da DPU- Renascença. Mudança de turno apenas eu no grande salão – ouço a entrevista do grande Dedé Santana, o mestre do humorismo pastelão.
Acho que vou mudar de remédio, talvez adote semente de abobara ou Pesprotapan. Uma gordinha entra na baia dos aquários.
Começaram o atendimento para ninguém além de mim e uma senhora – Chamaram R0059 e a minha é I0058 – comecei bem – ainda bem que Dedé me diverte no “Panico” – uma jovem entre, senta na ultima baia, deixa a bolsa e vai conversar. Minutos depois sou chamada para seu guichê, depois de olhar e ouvir me remanejou para o guichê 07 – um rapaz moreno bem afeiçoado atende-me com toda presteza, fazendo-me lembrar da época que eu era funcionário do TJ no final dos anos 90.
O rapaz continua debulhando as teclas e fazendo algumas perguntas triviais, enquanto isso terminei-me “Cronica de Uma Tuberculose Anunciada” – “Para me consolar olho para os meus livros empilhados sobre a mesinha, meus parceiros dando-me o apoio necessário para continuar a sonha” – Vila Embratel, 2014. Enfim tudo impresso e o jovem Adielson me estende para assina-los – o processo aberto estou no jogo e vamos ver no que vai dar. Que Deus nos abençoe.








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