
O mundo do sr. Con - la noche de domingo em mi cuarto e hoy mañana
Data 17/08/2026 20:20:55 | Tópico: Textos
| La noche de domingo em mi cuarto As pálpebras pesam como chumbo e pressionam-me a dormir. Tomei a outra metade e uma dorflex. A vista começa a turvar – as letras de “Soberano” unem-se em uma só palavra. Vou a lona. Monday morning, 17 Bocejos – efeitos da Alprozelam e do ‘vicodin’ de ontem a noite – uma benegrip antes de sair da pensão para prevenir a gripe que o deixa alquebrado, com dores pelo corpo todo e uma lassidão do caralho. Meio da manhã – uma sonolência tão pesada que cochilei alguns minutos sentado na cadeira bacial. O pigarro na garganta, assim como o nariz entupido e escorrendo e espirros. O diabo é a maldita sonolência – o efeito retroativo da Alpro – uma inteira por assim dizer que ingeri as dez da noite e mais o vicodin(dorflex) ai não tem cu que aguente. Frank Puro de calça jeans descurada quase branca e ensapatado os dois pés sem meia e sem camisa – entra silencioso de quem fez voto de silencio. Minha boca amarga, sinal que as ‘bichas’ estão castigando a minha massa encefálica do lado direito . - Tu era para ter dinheiro guardado – comentou uma senhora da rua 25, também do clã dos Marianos e de seu Jorlene(Jojó e Skindin) para uma moçoila desconhecida – Mas tu vai ganhando e vai gastando. Frank Puro cabeça de gelo olhando para o céu e sorri maliciosamente e de esguelha para mim. A barriguinha acentuada. A ‘lombra’ maneira espantando-me – molho o rosto com a agua de chuva estagnada no balde. Frank Puro chama a minha atenção para o perigo do desabamento da laje – e o piro que o sacana tem razão. A cabeça pesada e bebo uma caneca de café e o pior não estou muito propenso para uma boa leitura. Sansom me convida para voltarmos ao reinado de Henrique VIIi, o impiedoso, fundador da igreja anglicana – entro em parafuso. Frank Puro depois de muitas piscadelas involuntárias e o sorriso do lagarto foi ver o feijão. Mora com a mãe aposentada, uma guerreira que os criou sozinha fazendo tudo nas casas dos brancos das áreas nobres. Ainda bem durinha – como dizem os taradões de plantão – ainda dar um bom caldo. Cochilei e Luck Luciano adentra de supetão e com aquela voz de malandro mareado tenta me sugestionar, mas a ficha cai e ele reconhece: - O sr. é diferenciado. Mas seu sou ladrão. Já fiz um relógio e um celular pancada e mandei para um parceiro que me jogou cinquentão. – O conheci através do saudoso Big Black que estava dando uma dura, por que andava muito na área dele a rua 22 e deu o berro daqui da oficina. - Epa! Ai não. Sai fora vadio. Essa é a minha área, e ladrão ai só eu. – disse o sacana do Big Black sério com o olhar de Samuel L. Jackson . No próximo dia 26, fará um ano que embarcou – uma dia antes, um sábado de manhã este aqui para apanhar uma camisa que deixaram para ele, depois de cheira-la a deixou nomesmo lugar até hoje – “Porra, essa camisa tá fedendo a macaco” – e saiu comn aquele andar peculiar para um bico num deposito no Aquiles. Começou a palear uma areia e começou a sentir-se mal, chamaram o SAMU e o levaram para o SOCORRÂO e lá foi arrebatado para os seios da Deusa Morte. A visita relâmpago do velho Rackson – Pau pra toda obra, carpinteiro naval, pedreiro, torneiro mecânico, ex- santeiro e agora montador de placas solares. – discípulo de um gigante, o navegador solitário Manuel Português que aportou nessas bandas nos anos 70, fugindo do salazarismo, foi o introdutor do catamarã por essas bandas, morou muito tempo em Valhe-Me-Deus, reentrâncias de Cururupu. Amigo do velho Bamba. Um zangão cava um novo formigueiro para sua rainha procriar na calçada. Deixo a vergonha de lado e filo uma água no barbeiro vizinho, mas quem me atende é a esposa dele – enche o litrinho com água gelada. O gato dela é capado e é vitima de um doidão que atravessa a pista sem o menor temor as leis de trânsito e o quebra no pau. A lei animal. A agua gelada refresca o meu interior e arrefece a sonolência – o alcolito do pastor da Universal esqueceu o jornal. O pixixitinho especial da frente dar uns gritinhos de alegria. As duas irmãzinhas tangendo a caçulinha. Há uma roseira desabrochando no quintal da pensão, tem três belos botões brancos. - Depois eu venho para gente beber uma cachaça – mais uma promessa vazia e inócua do mestre Hudson pegando o carro de mão na calçada com uma enxada e uma pá. – Vou capinar lá na sua rua, naquele colégio. – e sai todo esgazelado com um roto blusão encardido sobre uma camiseta de jogador de basquete. Ao sol do meio dia o vejo na luta, concentrado capinado os matos que vicejaram na calçada do fundo do colégio na Praça Sete Palmeiras, Vila Embratel. Meio da tarde, vindo da Padaria Renascer. O mestre Hudson sistematicamente como um monge zen-budista ensacava os matos capinados espalhados sobre a calçada. Paro para cumprimentar lhe e ele sorri. Outro guerreiro encosta para perguntar se ele não tem um garfo de bicicleta – Seu Martinho, velho guerreiro encarava fossa e cisterna sozinho, mas a idade não permiti mais. Me despeço desses dois gigantes do trabalho bruto. O ‘vicodin’ potencializou o efeito da Alpro, deixando-me aperreado que fui obrigado a me deitar e dormir um pouco para a lombra ressaca passar. Nem almocei – rendei ainda pouco um sanduba de camarão fritoe o outro de laface. Aos poucos vou entrando na boa e pronto para outra, enquanto isso Henrique VIII, o temível chega a York e o fedor de su perna é insuportável. Para suavizar a tarde ‘bird’ e seu sax divino e a metade de uma Aprozelam – uma quase tragedia, outro pedaço caiu, foi por graça divina e meu olho de aguia que a achei debaixo da cômoda perto da parede.
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