Poema de Escárnio e Maldizer I

Data 26/08/2026 08:01:45 | Tópico: Poemas -> Humor

Poema de Escárnio e Maldizer

Aquela surda tão velha
Que grasna como uma pata,
Encara-me ela d’ esguelha
Ah, mas que velha tão chata.

Chata, por bem lhe diria,
Mais gorda do que um balão,
Deu-lhe para ter azia,
Muitos ais de coração.

Vem esta velha lampeira
Declamar mil taradices,
Pois, esta velha matreira,
Só quer muitas marotices…

E a pobre velha que grasna
Os poemas sem igual.
Sem os dentes esta asna,
Chilreia como pardal.

Quando os poetas se vão,
Já fartos daquela merda,
Vai ser o diabo então,
Estira-se logo lerda.

Ela lá vai declamando,
Uns versozitos sem nexo,
E vai aí reclamando
Que tudo, tudo é por sexo.

Cala-te velha danada
Mais poemas não me mates,
Mas esta p*** prendada,
Teima nestes disparates.

A pobre coitada foi-se
D’ aziada solipanta;
À poesia deu coice
Lá se lhe calou a garganta.

Em redondilha maior (7 sílabas poéticas)
Só um rascunho sem ataque pessoal a ningém.



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