Mar Sereno

Data 26/08/2026 03:05:07 | Tópico: Poemas

Somos,
Aquilo que somos,
Não há lugar,
Para invenções,
Ou caminhos alternativos.

Se o desejarmos,
Nem tu nem eu,
Nada,
Nem ninguém,
Nos poderá parar,
Ou impedir.

De ir,
Para além do horizonte,
Onde o sol se derrete,
Todos os dias,
Num mar de ternura.

É de facto ali,
Que nos deleitarmos,
Na sua espuma,
Feita de lençóis,
Manchados da nossa,
Própria ternura.


Estar a teu lado,
No dia derradeiro,

Será…

A saída desta vida em apoteose,
Mantendo a nossa génese quase imutável.

Do que tu és,
Do que eu sou,
Do que nós somos,
Um déjà vu,
Duplo,
Derretido no tempo.


Diogo Cosmo ∞
M. de Pombal, Lisboa
20-04-2026



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