
A Alma do Chiado
Data 28/08/2026 08:38:16 | Tópico: Sonetos
| De bronze vive em perpétuo ardor de mão no ar, em gesto de alma ardida, de sátira voz ferida e repartida num olhar em pedra fria ao calor...
E num trovar de riso, de clamor, que à vã Lisboa despertou a vida, carregou de vício a sombra empedernida, num verso livre de ouro e resplendor.
Por ti, Chiado, a praça espelha luz, de lá nos vem o que é uma miragem, que ao teu olhar de bronze nos conduz...
E do alto, onde o efémero é eterno, vem, triunfa barda a tua imagem que vence as próprias chamas do inferno!
(Ao Poeta António Ribeiro Chiado nascido no ano de 1520 em Évora, poeta satirico, contemporânea de Luis de Camões que vem a falecer em Lisboa no ano de 1591.)
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