
O Mundo do Sr. Con - FRiday night e Samedi matin, 29/08/2026
Data 29/08/2026 20:50:00 | Tópico: Textos
| Friday night Para relaxar os anseios noturnos, mas 5mg de ‘pan’. Uma boa comedia com Jonh Travolta – “Anjo na Estrada – a ultima esperança” – Sr. Com adora Jonh desde quando o viu interpretando o Toni Manero no icônico “Embalos de Sábados a Noite” – tinha dezoito anos, era um burguêzinho do centro e assistiu justamente num sábado a noite no divino Cine Eden da Rua Grande e dormiu sonhando com o filme. Deu uma escapulida para comprar pães e cigarros para a sra. Vince. - FELICIA! – grita angustiada a sra. Vince jantando e rodeado pelos seus felinos mamanhando-a – Tu já tá? O genro sem camisa na cabeceira da mesa familiar ouvindo radio um programa politico, depois do jantar. A esposa diz alguma coisa e ele pontualmente se levanta e vai até a sala de computador pedir para o poeta conectar o carregador de seu celular. Outro filme com Will Smith, o clássico “Men in Black – M.I.B – II” – o poeta e o filhote assistiram muito o primeiro que alugavam a fita na época do apogeu das locadoras que brotavam em abundância nas esquinas do bairro da Vila Embratel. Ceou dois substanciosos sandubas de salsicha, fígado e carne moída com café. - Sai dai Linga! Sai!-expulsa a pequenina uma gata teimosa que teima em se refugiar nos seus aposentos mesmo com a porta de sanfona fechada. - Elá já tai de novo? Ruge a mãe da sala vendo a entrevista de Jair Bolsonaro na Globo. Seu Castro, o factótum encapou com o plástico o computador para evitar que eles, os felinos urinem nele vai para sua casa. Uma gata mia. Um pouco de Nauro Machado “Decimo Divisor Comum” para suavizar a aura noturna. Samedi nuit, 29 de aout de 2026 Na Vila Embratel pontualmente meia noite. Conclui depois de longo tempo procrastinando “Serafim Ponte Grande” do mestre Oswald de Andrade , um gênio modernista pouco compreendido por aqui – Em 1980 eu tinha “Memoria Sentimental de João Miramar” que comprei na Livraria ABC na rua de nazaré, quase em frente a Pousada Nazaré – meu ninho de amor com Madame Rameaux de 2007 a 2009. Matin Estou que tou – dividi alguns comprimidos de ‘pan’ e logico ingeri uma metade, não é que a bicha bateu instantaneamente. Comecei o dia me relendo, novembro de 1993 – o filhote, um bebê de cinco meses -a família do poeta. Dona Van o amamentando, o poeta apertando seus baseados no quintal e sonhando em escrever o grande romance maranhense ao som de Luis Kallaf e Bob Marley. O poeta datilografou todos seus diários desde 1985 a 1996 – mas a sua ‘Lucy’ pifou e o filha da puta pegou em dinheiro e nunca mandou conserta-la – Pois ultimamente digita-os e os posta no lusa-poema – antes era nas plataforma do Facebook – mas o mesmo o defenestrou e ele largou de mão. No atelier releio a grande Marlene Dietrich e seu amor por Hemingway. Uma atriz que lia como disse-lhe o seu conterrâneo Remarque. - Tá na hora meu patrão, vamos lá! – convida Magão apressado a caminho da fila no Popular, hoje é feijoada e no bandeco para casa. Começa cedo. Seu Rozi, caboco de Guajerutia na mesma ilha de Valhe-Me-Deus, onde o velho Bamba teve seu aprendizado de ferreiro com o mestre Hipólito, o senhor negão como dos filmes americanos. Dezão não satisfez com as duas gorotinhas e ainda pegou mais duas no final da tarde de ontem e até agora ainda não deu o ar de sua enorme graça. Caboco doido por cachaça. Começo da tarde – os bares em festa na rua 17, quase todas as mesas ocupadas – canções de todas as matizes. O poeta deu um tempo no Lasierra no intuito de captar alguma essência, as meninas dos jogo dos ‘colombias’ em ação, como baratas tontas zanzavam entre as mesas oferecendo seus préstimos – estão modernas de maquininha. De lá seguiu para o Antonio’s da Praça do Bacurizeiro comprou um desodorante. Nenhum vestígio dos papudinhos e nem dos peixeiros ambulantes. O compadre almoçava entocado atrás do balcão da sua lojinha. Novamente o drama da agua. Almoçou arroz, feijão e dois bons ovos fritos, para rebater uma boa laranja da terra.
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