
O mundo do sr. Con - Samedi Nuit e Dimanche matin, 30/08/2026
Data 30/08/2026 13:15:24 | Tópico: Textos
| Samedi nuit “O Prodigio” – um filme francês de superação – a estória de um jovem Matias Malinski, que vive subúrbio de Paris, mas um prodígio do piano. “O Psicólogo” comedia com Kevin Spacey, um psicólogo chapadão que perdeu a esposa, um elenco de peso entre eles o saudoso Robin Williams, o ator alcoólatra. - Tom! Tom! – grita a sra. Vince um pouco alta e nervosa pela falta da agua no terraço – A agua não veio e nem mesmo amanhã não sei como vai ser? – desabafa Sra. Vince – Como aqueles baldes estão todos secos? Tem alguma coisa errada . – e assim vai passar a noite toda romanceando essa historia. O jantar uma boa galinha cozida com feijão e arroz e depois mais um ‘pan’. Dimanche matin, 30/08/2026 - Não bate nele, Chiquita, não bate! – grita a pequenina com sua vozinha querendo demonstrar autoridade – Não bate, eu já tó injuriado da tua cara – O felino não demonstra-lhe o mínimo respeito e nem temor por mais que se esforce – Eu tô braba cacete, me ouve que te quebro no pau – grita desesperadamente no terraço. O velho Tom, malandro, o novo gato agregado da pensão, dorme dentro de uma caixa de papelão coberta por um plástico amarelo no terraço, sua área restrita. Durante o dia, a sra. Vince recolhe os seus aposentos e o guarda na sala do computador, e ele fica dormitando a sombra. O casal chegou cedo, é dia de campo e a sra. Vince advertiu o genro para maneirar no banho. - Tu tem que andar, dar uma volta – admoesta com razão a sra. Vince o marido que teima em passar o dia todo deitado vendo documentários no you tube e ouvindo programas da direita. O homem definha aos poucos, abandonou o emprego com uma desculpa que estava deficiente visual. A mesma coisa ocorreu com o pai, aposentou-se e vestiu o pijama entrou em depressão e não saia de casa e o Alzheimer com a diabete foi devorando-o lentamente até o ultimo estagio. O barulho do liquidificador, mas uma das perolas da filha prepara para si e o marido como desjejum. A sra. Vince depois das faxinas nas salas e higieniza-las, produziu-se para encarar o mercado, levando seu carrinho de comprar – é sua terapia, uma maneira de provar que ainda estar em atividade apesar de seus mais de setenta anos. Desconfia que o vendeiro onde compra a credito anda misturado as contas dela e do marido, esse mês foi exorbitante, quase a metade de seus proventos. Promete que vai diminuir, mas é só da boca pra fora, quando bate a vontade, ela extravasa sem medir as consequências, depois fica com cara de madalena arrependida. Sr. Com esperava o colega serralheiro Seu João Bardal para leva-lo a uma cliente verem uma encomenda. Sem agua, o banho foi de gato, apenas um asseio. Mestre Bardal chegou no momento que o poeta descapava o computador. O poeta envergou a farda domingueira – a bermuda preta e a camisa do Moto Clube, a mesma que usou para ir apanhar os pães na padaria Renascer da Praça Sete Palmeiras, Vila Embratel de manhã cedo. Foram, a casa fica na avenida Sarney Filho, ela é sobrinha do mestre radialista Collozinho. Bardal cravou logo um preço razoável e pela cara ficamos na expectativa. O poeta voltou para ouvir o piano de Rachmaninoff – concerto noi.2 op. 18 com Anna fedorava – tudo influenciado pelo filme de ontem, “O Prodigio” o moleque é fã dele e ganha o concurso da Escola de Musica de Paris. No inicio, depois de abrir a janela e sintonizar no senado FM – um pouco de Crusoé do mestre Defoe escrito em 1719, um autor prolixo de mais de 400 –livros escritos – Gosto de Moll Flandres. Uma ‘pan’ para clarear as ideias e apaziguar os espíritos – 10:05 – A sra. Vince voltou do mercado, seu factótum Zé Grandeleão trouxe o carrinho e a ajudou atravessar a pista. Seu Evaristo, o homem dos porcos recebeu os seus atrasados dela e abriu-lhe o credito. O poeta pensa em Dezão na sua solidão de seu cubículo, abandonado pela família e por si mesmo, entregue as suas gorotinhas e seus ansiolíticos e soníferos e além do mais o pesão, espero que tenha desinchado. Uma vida triste, o poeta também, mas ao menos ele se refugia na literatura, escreve para curar as suas neuras e buscar alento para viver, ainda quer a Estocolmo receber o seu sonhado Premio Nobel de Literatura.
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