Deriva

Data 30/08/2026 14:54:45 | Tópico: Poemas


Pela vereda
rasguei neblinas
e costurei horizontes
bebi silêncios
e plantei tempestades.


Apoiei o rosto no vento
e toquei o sal das dunas

atravessei veias antigas
e deixei memórias à deriva
amanheci na escuridão
e desorientei verões.


E
no regresso
o compasso das horas aproxima o ocaso do primeiro lume
como se o sempre e o nunca se tocassem
no rubor de bocas circulares
em combustão contínua.








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